quarta-feira, 19 de junho de 2013

Marque a alternativa certa

(    ) Eu quero... Uma casa no campo... (Zé Rodrix/Tavito)
(    ) Eu quero... A sorte de um amor tranquilo... (Cazuza/Frejat)
(    ) Eu quero... Uma mulher que seja diferente... (Juca Chaves)
(    ) Eu quero... Sempre mais. (Ira)
(    ) Eu quero... Sol nesse jardim. (Catedral)
(    ) Eu quero... Ter um milhão de amigos... (Roberto Carlos)
(    ) Eu quero... Só você... (Roupa Nova)
(    ) Eu quero... Te roubar pra mim. (Ana Carolina)
(    ) Eu quero... Te levar... (Paulo Ricardo)
(    ) Eu quero... Um samba. (Chico Buarque)
(    ) Eu quero... É que esse canto torto, feito faca, corte a carne de vocês. (Belchior)
(    ) Eu quero... Ver você mandar na razão... (Djavan)
(    ) Eu quero... Paz e arroz... (Jorge Benjor)
(    ) Eu quero... É botar meu bloco na rua... ( Sérgio Sampaio)
(    ) Eu quero... Ver o som da alegria... (Gonzaguinha)
(    ) Eu quero... Ser feliz agora... (Oswaldo Montenegro)
(    ) Eu quero... Ir pro cinema... (Titãs)
(    ) Eu quero... Festa, eu quero rua, eu quero é me apaixonar. (Alemão Ronaldo)
(    ) Eu quero... Águas paradas. (Diego Dias)
(    ) Eu quero... Me enrolar nos teus cabelos... (Wando)
(    ) Eu quero... É morrer, bem velhinho, assim, sozinho... (Nei Lisboa)
(    ) Eu quero... Me esconder debaixo dessa sua saia... (Martinho da Vila)
(    ) Eu quero... É tocar fogo nesse apartamento... (Caetano Veloso)
(    ) Eu quero... A sina de um artista de cinema... (Los Hermanos)

*Pesquisa feita com canções destes autores.
Escolha a alternativa que combina com seu estado de espírito.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Frio

Parece que o frio chegou. Uma "leve" degustação de como será o inverno que se aproxima. Decididamente não é uma estação pela qual eu simpatize. Dentro de mim acordam todas as preguiças que o frio insiste em trazer, juntamente com os problemas de garganta, rinite, bronquite e outros ites. Por um tempo consegui atenuar essas manifestações com a acupuntura. Fiz um tratamento por quase 3 anos que se mostrou bastante eficaz(recomendo). Ainda não sei responder porque nos afastamos das coisas que nos fazem bem.

É estranho vir aqui falar do clima e suas consequências mas, é o assunto mais comentado nos elevadores. Ou nos papos de fila de bancos, mercados...

Será que teremos um veranico no meio deste frio?

sábado, 1 de junho de 2013

Depois dos 30

Casei de mentirinha pela primeira vez num casamento da roça, no jardim de infância, quando tinha 4 anos. Namorei só pegando na mão aos 6. Dei meu primeiro beijo aos 12. Conheci o rock aos 13. Andei a cavalo aos 14.  Passei sabão de glicerina no cabelo até os 15, só depois conheci o "shampoo". Comecei a gostar de maionese só depois dos 15, antes só gostava de mostarda. Tirei minha carteira de identidade aos 16. Perdi minha virgindade aos 17. Servi ao Exército aos 18. Tirei minha carta de motorista aos 19. Andei de Mercedes pela primeira vez aos 20(vocês tinham que ver a cara dos vizinhos). Saí da casa de minha mãe pra morar sozinho aos 20. Uso lentes de contato desde os 21. Mudei de cidade aos 24. Usei All Star pela primeira vez aos 30. Me tornei pai depois dos 30. Entrei pra faculdade depois dos 30. Conheci a mulher da minha vida depois dos 30.

30 minutos de jogo no segundo tempo. Ainda dá pra mudar. Reverter o placar. 30 segundos de jingle: dizer tudo em 30 segundos. 30 canções que você não pode deixar de ouvir. 30 livros que você não pode deixar de ler. 30 lugares que você não pode deixar de conhecer. 30 receitas que você tem que aprender. 30 melhores amigos. 30? 30 e poucos.

E eu continuo experimentando novas sensações, desde sempre.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Do tempo...

Cara, eu sou do tempo em que se batiam palmas em frente às casas. Tinha "lanterninha" no cinema. Tinha ascensorista no elevador. As placas dos carros eram amarelas(essa eu "roubei" do Floreio), apertava a campainha das casas e saia correndo. Ninguém usava cinto de segurança. Nem capacete pra andar de moto. Quando era criança jogava bolinha de gude, andava de carrinho de rolimã, jogava "taco", rodava pião. "Assaltava" o pomar dos vizinhos. Esconde-esconde. Pega-pega. Estátua. Stop. Era tanta coisa. Tanta coisa inocente, pura, que não existe mais nos dias de hoje. O mundo era menos violento. Tinha mais ar puro. Menos barulho. O palito do picolé vinha premiado. O sino tocava na hora do recreio. As pessoas falavam merenda. Ah, e tinha "merendinha"(risos). Tinha circo e parque. Roda gigante. Carro choque. Piscina no clube. Banho de cachoeira. Sinuca. Canastra. Patente. Truco.

Cara, será que no meu tempo era chato?

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Disneylândia

Toda vez em que entro numa loja de instrumentos musicais me sinto como se estivesse na Disneylândia! É correto afirmar que nunca estive na Disney mas, seguidamente tenho esta impressão. Acho muito divertido ver as novas possibilidades tecnológicas. Necessidade e desejo: qual vencerá? Certamente a necessidade pois me pergunto atormentado se preciso realmente disso?  Procuro a resposta na logística e de fato não se deve confundir um desejo com uma necessidade! Existem coisas que devem repousar apenas no consumo simbólico, como querer ter uma Ferrari, por exemplo! Ainda assim, possuo uma lista de instrumentos musicais de desejo(risos). Tenho este catálogo desde que comecei a tocar, na mesma época em que guardava fotos de instrumentos. Claro que, este rol é exclusivamente mental, ou seja, sei de cor as armas de minha estimada cobiça. E, conforme o tempo vai passando vou satisfazendo essas loucuras. Com os pés pesados no chão. Sem extravagâncias.

Dia desses, minha filha estava falando justamente sobre conhecer a Disney. Melhor ir preparando o bolso... E fazer companhia a ela não será má ideia.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O coisa

Era recorrente na adolescência, pelo menos na minha, chamar o amigo que acabávamos de conhecer de "o coisa"(risos). Eu, tu, ele e o... "coisa"! Depois de um tempo, claro, pois não dava pra decorar o nome da criatura!
Em todas as brincadeiras sempre tinha um...  Coisa, ou dois, três... Se fosse uma turma nova. Mas era o coisa!
Essa coisa de falar o coisa era coisa normal. Guri, gurizada, molecagem...

Um grande amigo meu, nessas andanças da vida, quando não lembra o nome de alguém, imediatamente fala: gente fina! Legal, né? O coisa virou gente fina! Esse é o grande barato da vida!

"Gente coisa é outra fina".

domingo, 19 de maio de 2013

Vendedor de discos

Se foi o tempo em que o vendedor de discos entendia de música. Talvez isto ainda aconteça em alguns lugares mas não aqui.

Num outro tempo, ser vendedor de discos era o máximo - pelo menos pra mim. Tinha uma aura cercada de mistérios, de sabedoria... Uma filosofia musical bastante abrangente. Hoje em dia o vendedor não precisa mais se esforçar pra vender um... CD. Não existe mais aquele lance de decorar as bandas, fuçar o encarte, saber o nome de todas as músicas. A mídia se encarrega de tudo. Você chega na loja e pede o disco do artista tal, banda tal. O atendente não precisa mais passar uma enxurrada de informações cabíveis para te convencer, ou para sanar aquelas tuas dúvidas musicais frequentes(risos). Tudo é "culpa" da www!

Naquele "tempo", o vendedor de discos possuía um vasto conhecimento sobre o material musical exposto nas lojas. O cara sabia de antemão algumas curiosidades peculiares dos artistas, das bandas e inclusive dos equipamentos: fulano da banda tal usa guitarra Gibson. Beltrano usa baixo Fender; sicrano usa bateria verde-clara, etc. E era esse tipo de coisa que me fascinava. Tinha vezes em que eu aparecia na loja somente pra ficar por dentro das novidades. Passava a tarde toda lá(risos). Um longínquo final de década em Uruguaiana, onde predominavam apenas duas lojas. Uma época em que a única preocupação era a escola e a música. Bons tempos.

Hoje, vender discos perdeu a poesia. Quer dizer, comprar discos perdeu a graça!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Estampa no pampa

Qual a chance de você tocar uma música da banda que está estampada na camiseta de uma pessoa que tá na plateia e ela não reagir? Muito pouca, né? Opa, to respondendo com outra pergunta: muito pouca! Pronto!
Outra vez a experiência esqueceu de me proteger(risos).
Talvez seja só a moda. O que vem por trás aí é outra história.
Ia ser legal se cada pessoa que aparecesse no show usasse uma camiseta com um nome de banda. Tipo: The Beatles; Guns N' Roses; Queen; Led Zepelim; U2; Pink Floyd; etc. Se as bandas fossem estas eu me daria muito mal porque toco pouca coisa desta escola. E que escola, diga-se de passagem.
Mas nada é o que parece ser. Se o cara da camiseta daquela banda famosa de Liverpool não reagiu é por que ele não curte Beatles? Ou é por que ele só gosta de 80% das canções? Me ferrei, eu toquei a música que sobrou nos 10%. Ou estou enganado ou não entendo nadica de música: quem gosta de Beatles gosta de todas! Será? Bom, o cara da camiseta é uma exceção! Mas por que ele estava usando(eu insisto) essa camiseta? Será que foi obrigado a usar? Ganhou de alguém?
A meu ver, usar camiseta de banda não quer dizer que a pessoa goste dessa ou daquela banda. Esses dias comprei uma camiseta dos... peraí, deixa eu pesquisar direito o nome da banda pra não passar informação errada... Strokes, e, não lembro de ter escutado uma música deles. Fui pela estampa. É como comprar um livro pela capa, sendo neste caso, muito pior, pois se o livro for ruim já era.
Há pouco tempo ganhei de presente de minha mãe uma outra camiseta dessas: do AC/DC! E olha que não sou nem um pouco seguidor da banda. Curto algumas músicas. Por ser músico, sei da importância dessa banda no cenário mundial, e a relevância histórica, musical e literal que ela representa.
Mas o fato de possuir uma camiseta AC/DC me fez sentir diferente, como se eu descolasse um passe pro clube do Rock 'n' roll. Um lugar pelo qual eu não pertenço, infelizmente. Nunca me faltou coragem, só alcance vocal. Uma lástima. Tenho de apontar o tiro onde é mais fácil acertar o alvo, mesmo que ele se mova, vezenquando.

Com licença, pois vou tentar ouvir uma música dos Strokes e, quem sabe, do AC/DC...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dó maior e Deus te ajude

O título sugere uma frase muito usada pelos músicos da noite, dos bailes, dos bares, enfim, de músicos que tocam de improviso e sem ensaios. Acho que passei metade da minha vida fazendo isso(risos). Minhas lições foram capitaneadas pelas técnicas que aprendi. E isto soa ainda hoje de forma predominante.
Atualmente as coisas mudaram, não tem mais essa de, se vira meu!  Hoje você sobe ao palco sabendo o que vai ser tocado. É naquela onda de, músicos na mesma vibe. Naquele tempo era uma condição de quando se é jovem, de aprendizado mesmo.
O lado ruim de tocar sozinho é que você não tem a quem dizer essas coisas(risos). O título do post, por exemplo. Vantagens(desvantagens) do coletivo.
O que escuto em raros encontros com outros músicos no palco é: fica em dó que daqui a pouco passo por aí(risos).

Pra quem não sabe, , é o tom da música. O que vem a seguir é uma sequência de acordes relativos a essa nota( o dó). Acorde é o conjunto de 3 ou mais notas simultâneas. Trocando em miúdos, cada dedo da mão esquerda(se você for destro)(eu sei, é um paradoxo) pressiona uma corda que equivale a uma nota. As notas são 7, mas as possibilidades são infinitas! Capito?

E não adianta ficar nervoso...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Verdade ou mentira?

O que é pior, a mentira que afaga ou a verdade que destrói?
Quem respondeu a primeira deve saber que a mentira se sustenta apenas por um tempo. Mas sinceramente, não sei quem inventou que a mentira tem perna curta. Eu já vi quilômetros de perna e não era uma só, era um par.
Quem respondeu a segunda sabe que a verdade machuca. Eu francamente prefiro me machucar do que ouvir um elogio que não é sincero. Você ainda tem a opção de não falar nada, se for o caso. A palavra é prata e o silêncio é ouro, etílicamente falando. Sim, as palavras que escrevo me protegem da completa loucura, parafraseando Bukowski.

Aprendemos na infância que mentir é feio e que, quem fala a verdade não merece castigo, já dizia minha avó. O que realmente é feio, a mentira na omissão da feiura ou a verdade sincera? Triste sina.
E a gente cresce achando que a mentira, se tivesse um rosto, seria uma coisa horrorosa. Qual é a face da mentira? Certamente ela tem muitas faces.
Você lembra quando mentiu pela primeira vez? Eu sei, é uma pergunta difícil. Bem mais fácil lembrar da sua iniciação sexual, né?
A gente mente quando vê os adultos mentindo. Simples assim. Agora sobre a questão do título, realmente é muito complexo. Às vezes mentimos para proteger alguém, para não magoar. As circunstâncias vão ditar as regras. Ela é quem decide. Se a razão for boa é de se pensar. Ora, não estou forçando alguém a mentir, isso vai acontecer naturalmente. Só devemos nos preocupar com as consequências. Sair por aí mentindo, aumentando as coisas não é legal. E conheço um monte de gente que faz isso. Vendedores do próprio cartaz.

Quase todo mundo conhece a história da música Jorge Maravilha, de Chico Buarque. No refrão se canta: "Você não gosta de mim, mas sua filha gosta". No que todo mundo pensa se tratar da filha do General Geisel, ela que era fã ardorosa do cantor.
Acreditei nesta mentira durante muito tempo. A verdade é que, Chico, foi detido por agentes de segurança, e no elevador o cara lhe pediu um autógrafo para a filha. Chico, imediatamente deve ter pensado: você não gosta de mim, mas sua filha gosta. Mais tarde nasceu a canção Jorge Maravilha. Chico ainda confirma que o povo prefere a outra versão, ampliada pela imprensa na época. Quando se crê demais em uma mentira ela acaba por se tornar verdade. Será?

Tenha sempre em mente, antes de disparar a flecha da verdade, molhe sua ponta com mel.

Tenha sempre em mente, antes de mentir qualquer coisa pense em suas proporções.

Mentiras incômodas ou verdades reconfortantes?




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Antes e depois

Você com certeza já ouviu as pessoas mais velhas falarem: "no meu tempo tudo era melhor". Pois é, não existia tanta violência, os políticos eram mais honestos, tinha menos assaltos, a qualidade musical era melhor, não havia tantas doenças novas, as pessoas confiavam mais umas nas outras, ocorriam menos acidentes de trânsito, não havia congestionamentos nas cidades, etc.
Tenho minhas dúvidas e minha tese: não existia tanta violência porque também tinha menos motivos(hoje qualquer cutucão é motivo para um crime, por exemplo), (estou falando de um período anterior à ditadura militar e guerras não entram nessa explanação), o índice populacional era menor, portanto menos problemas, subtração de crimes. 
A população brasileira era menor, consequentemente o país arrecadava menos e, a corrupção era inferior. Seguindo a mesma linha de raciocínio, o contingente diminuído acarretava menos assaltos. Problemas sociais reduzidos também contribuíam para isso.
Sobre a qualidade musical eu concordo(risos). Veja só, existia menos artistas no Brasil e no mundo, portanto a possibilidade de se fazer música ruim também era pequena. Os meios de divulgação não chegavam perto do que é hoje. A informação musical estrangeira demorava meses pra chegar aqui, pra se ter uma ideia. Somente músicas boas circulavam nas paradas de sucesso. Existia uma rivalidade musical, sim, mas bem mais sadia do que é hoje. E agora como tem mais artistas e músicos a probabilidade de fazer m... é beeemmm maior.
Não havia tantas doenças porque a situação hospitalar que tínhamos acesso na época não as detectava. Muita gente morria de doenças sem nome e, para não ficar sem explicação falavam qualquer coisa.
A questão da confiança era no seu bairro, na sua cidade. Você confiava no seu tio, no seu vizinho, emprestava seu nome para ele financiar um carro, uma casa. Todo mundo virava avalista de fulano, beltrano, do seu Zé, do seu João, da dona Maria... assinavam embaixo e ainda botavam a mão no fogo. Hoje, meu amigo, duvido! Aposto meu dedo. A confiança está prestes a ser extinta. Tudo vai ficando proibido e com restrições. Culpa dos pecadores! E quem paga? Os justos. E que são poucos. Ou talvez sejam muitos mas anônimos.
Por que ocorriam menos acidentes de trânsito? Isso parece lógico. No início do século 20 não se usava nem cinto de segurança. Pudera, a velocidade dos carros não ultrapassava 60 quilômetros por hora. Se bem que os carros eram luxo para poucos. Só famílias ricas tinham esse privilégio. Analise comigo: menos pessoas, menos carros, menos acidentes. Só desculpem a redundância. Ah, e menos congestionamentos...
Hoje temos tecnologia e poucas soluções. Enquanto os problemas crescem assustadoramente.
Não pense nisso como uma leitura pessimista. Fiz um parâmetro lógico real do tempo. E talvez esteja errado, fazendo comparações levianamente. Apenas expresso meu ponto de vista.
E você, o que acha?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Leitura diária

Não consigo ler um livro num dia ou dois. Mesmo que o livro seja sobre um tema de que goste muito. Curto a ideia de ter algo porque voltar, como o amor. Durante o cotidiano sinto necessidade de me transportar pra uma ilha de pensamento e lá chegando, vasculhar na memória, por exemplo, o livro que estou lendo. À medida que vou interagindo e me identificando com a história fico querendo voltar pro seu desfrute.
Em minha mais recente apresentação musical, carreguei um livro comigo. Nunca tinha feito isso, de levar um livro prum show. Após passar o som e saborear o jantar, como de costume, megulhei numa leitura prazerosa e fiquei ali, absorto, até a hora do show começar. Geralmente, o que sempre acontece é ficar de papo com alguém, amigos de outra cidade ou o proprietário do local, pra uma conversa descompromissada que muitas vezes vem coberta de inspiração.
Foi uma experiência bacana que quero repetir.
Quem sabe um dia eu consiga ler alguma coisa em pouco tempo. Se forem poucas linhas...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Wi fi e banquinho

Um dilema recorrente em meu cotidiano musical era a ausência deste objeto que foi um símbolo de relevância obrigatória na era bossanovista: o banquinho! Tentar sua substituição por uma cadeira seria atentar contra a história. Mas era o que geralmente acontecia. Os locais não ofereciam este suporte e eu acabava tocando em pé despendendo uma energia desnecessária. O problema só foi resolvido com a aquisição de um banquinho.
Hoje, quase todos os lugares já o possuem. Embora vez ou outra tenha de pegar o "meu" em casa.

O mesmo acontecia com o wi fi, em lugares que não o ofereciam. Em algumas cidades encontrar wi fi era como embarcar numa expedição arqueológica. Ainda bem que existe o Posto Ipiranga pra facilitar as nossas vidas(risos). Sim, é igual a propaganda... lá no Posto Ipiranga tem.

Teve uma cidade em que achei uma cafeteria aberta e entrei. Perguntei ao garçom se tinha wi fi e ele, prontamente, respondeu: é o nome de algum sanduíche?(risos). Tive de disfarçar para não rir.
Tudo isso pra poder conferir emails e recados. 

Atualmente os estabelecimentos estão modernizados. Wi fi já é uma obrigatoriedade. Se bem que como na história do banquinho, ninguém vive de certezas!

Um bom início de ano!

sábado, 22 de dezembro de 2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

8 ou 80

Meus extremos não se comunicam. São inimigos eternos. São duas cidades a quilômetros de distância. E a viagem entre elas têm a longa duração de um par de dias. Tempo suficiente pra decidir em qual estarei. Parar no meio do caminho é algo absolutamente raro. Não vou dizer que não acontece. Tem vezes em que não dá pra controlar.
Neste jogo não é o número maior que prevalece. E não há sequer um equilíbrio. É uma balança que só entorna para um dos lados, nunca ficando no meio. Ora um, ora outro.
Existe um grande paradoxo aí porque eu penso mas não falo. Não conto. Questões polêmicas sempre ficaram em cima do muro. Não gosto de lavar roupa suja em público. Prefiro tratar esses assuntos com mais discrição.

Toda vez em que venho aqui escrever eu procuro passar coisas minhas. De uma forma sutil, superficial até. Sem levantar bandeiras pro que penso ou deixo de pensar. Já me falaram que meu discurso é meio moralista(risos). Mas é auto-moralista porque escrevo tentando "me" deixar uma mensagem. Acho até que isto é uma forma de se posicionar. Afinal, o que escrevo é só o que escrevo.

Às vezes 8, às vezes 80... não dá pra negar.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O fim do mundo

Você acredita mesmo que o mundo vai acabar? Olha, ainda dá tempo de fazer algumas coisas. Dependendo da sua situação financeira até pode se dar ao luxo de ousar extravagâncias, excentricidades. Se não tem posses é melhor se contentar com coisas mais fáceis, qualquer programa limitado a 48 h.

Eu não penso que o mundo vai acabar, não este mundo. Talvez acabe alguma coisa. A fome, por exemplo. A corrupção. A violência. A ganância. A miséria. Seria ótimo, pra começar. Num outro plano, talvez a data anunciada como "fim do mundo" possa ser um divisor de águas astral, mas refletindo diretamente no ser humano.

Uma excelente frase de Fito Paez que diz: "cuando todo se termina todo vuelve a empezar". Isso É a vida e não o fim do mundo. O fim na verdade está próximo e distante. Nunca vamos ter certeza. Esqueçam as previsões, elas vão até a próxima esquina, até a semana seguinte.

Todas estas barbaridades que acontecem, isso sim, é o fim do mundo. O resto, vai mudar, sim, se nós quisermos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Influências

Nunca fiz um show com toda minha família na plateia. A pessoa mais presente nessa empreitada é a minha mãe. E olha que não é uma coisa fácil. Demanda uma logística apertada pois moramos em cidades diferentes e, qualquer esforço inviabiliza o encontro.
O máximo que consegui, em apresentações isoladas, foi ter algum deles por perto, o que me causava um misto de felicidade e pavor, quiça esperando um olhar desaprovador. Mas isso era bem no comecinho de tudo.

Anos se passaram e alguns não estão mais entre nós. Não tive a felicidade de tocar pra tanta gente de que gostaria. Pessoas queridas que apontaram um rumo e que, de uma forma ou de outra, acreditaram na minha escolha de ser músico. O que não é nada fácil. Conotações negativas a SER músico dariam pra encher um caminhão, parafraseando Nei Lisboa.

Estou planejando um show na minha terra natal em que possa reunir o maior número de familiares possíveis. A ideia é me cercar de pessoas que foram e são importantes pra mim. Pessoas que participaram direta ou indiretamente de acontecimentos marcantes e deram sua contribuição para o que me tornei hoje musicalmente. Tudo o que bebi diretamente da fonte familiar foi o principal ingrediente que moldou a essência que aqui habita.

Espero poder reencontrar todos, senão a maioria, e matar e saudade de tempos remotos. E o que é melhor, cantar e cantar e cantar...


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

"Canja"

Não, não vou falar sobre como fazer uma canja de galinha. Essa "canja" do título refere-se a canja musical. Eu explico: numa linguagem musical que até ultrapassou os limites do palco e estendeu-se a leigos e plateia. Isso de dizer leigo não deve conferir detrimento pessoal, apenas retirar o conhecimento sobre "nossas" gírias musicais. Hoje em dia, o que era privilégio da família, agora os amigos mais próximos também ganharam acesso ao vocabulário musical através da www. O que antes acontecia na roda de samba.
Bom, lá vai... a canja pode ser um momento perturbador, em muiiitooos casos. Ou de alívio em outros. Vou explicar/tentar:

No início da minha vida profissional eu "deixava" qualquer pessoa cantar. Bastava dizer que "sabia" cantar. Um estranho aparecia e pum, já cantava, ou melhor, ou pior, desafinava, fazia fiasco! E que fiasco. Na maioria dos casos, hein. A probabilidade enfraqueceu com o tempo. Hoje todo mundo canta e toca um instrumento. Coisa séria(risos).
Às vezes a pessoa não dava pinta e chegava lá e cantava no tom. Agradava. Agradável.
No decorrer das "canjas"(tinha shows que era virado em canja) o desconforto era insuportável. O público se recusava a pagar o "couvert" artístico e gerava um clima pesado entre proprietário, músicos e clientes.
Cansei de estar tocando e chegar alguém dizendo: cara, tem um amigo meu ali na mesa que canta e toca. Dá pra ele tocar? Acho que todo músico já ouviu essa frase. Não é nenhuma novidade.

Olha, tem muito amador que se acha músico e muito profissional que não é. O mundo está errado? Não que eu saiba.

Com o tempo aprendi a dar canja somente para músicos que conheço, que já ouvi tocar. E isso tudo depende do lugar em que você está. O bar é um local mais despojado e que permite essa "troca" de energia, essa diversidade. Afinal, o idioma é o mesmo.

Tem casos em que você está a milhas e milhas do intervalo e entra um desses músicos conhecidos e você precisa ir ao banheiro. Como é o nome do filme? Tempo de Glória(risos). Ufa, que alívio. Às vezes não dá pé, vai na raça mesmo. Probabilidades estatísticas apontam um número considerável de músicos quando você está em forma e não precisa ir ao banheiro(risos). O que tem que ver a forma com o conteúdo? O conteúdo molda a forma?

Santa Maria devia criar o Festival da Canja, com direito a duas músicas por artista. Uma cover e uma autoral. Seria bacana mostrar o talento de artistas que estão começando e que procuram um espaço viável.

Fui...


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A espera

Esperar... esperar é um dom. Não adianta querer encurtar esta etapa. Ela é intocável. É no tempo dela. Pensei nisso enquanto pensava no que escrever. Esperando, aguardando um fragmento que fosse. Uma pista qualquer que me desse um norte.
Esperar uma palavra pra canção, uma rima, uma frase que encaixe na métrica. Uma solução. A espera pode ser cruel ou prazerosa. Depende de você.
Aqui onde estou, Maroon 5 na trilha ao fundo, quer dizer, mais ao alto do que ao fundo, me embaralha o pensamento. Tento pensar em coisas que demandem uma boa espera e a música atrapalha ao invés de ajudar. Não é um viés. Não dessa vez.
Por que esperamos? Esperamos antes de entrar em cena. Esperamos as cortinas se abrirem. Esperamos os aplausos. Às vezes eles nunca vêm. Esperamos o silêncio, a pausa. O grito. O brado. Esperamos a loucura. À exaustão.

Esperar.

Esperar.

Esperar.

O cansaço passar e então retomar.

O milagre acontecer. 

O tempo prever.

A chuva passar.

A noite entrar.

Meu amor voltar.

Esperar dias-meses-anos-segundos. E a tua voz vem bem em qualquer espera, em qualquer tempo. No tempo dela.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Decalque ou recalque?

Sentado ao lugar de sempre, cadeira e mesa de sempre. Café duplo e uma água com gás para acompanhar. Calor e filtro solar fator 50. Só assim pra suportar o clima escaldante de Santa Maria. O Pedro Bial é que tá certo: use filtro solar. A decisão é sua!
Mas não é disso que eu vim falar... o que eu vou falar hoje? Ah, lembrei de uma história.

Neste tempo todo de estrada, entre outros fatos, era, é, será, recorrente a "gentileza" de o dono de um estabelecimento "presentear" o artista com um adesivo contendo a logo do bar. Adesivo este, de preferência, próprio para o carro. Não é preciso dizer que passei a vida toda recusando este acessório. O que, às vezes, gerava uma espécie de desconforto entre as partes. Eu tentava explicar, inutilmente, tentava, que meu carro desapareceria em meio a tantos adesivos(risos). Na verdade eu tenho aversão a este tipo de coisa. Colocar um ou dois adesivos vá lá, mas encher o carro de adesivo é demais, né?
Já vi e conheço músicos que colocam no "case" do instrumento e achei bem banaca. Claro que essa observação é antiga e, a decisão/comparação é nova.
Tudo me leva a crer que serei mais um a aderir à "moda" do case estampado(risos).

No meu tempo chamávamos isso de decalque.

À propósito, a mesa continua bamba...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mesa bamba

Frequentar um local com a mesa bamba é um martírio eterno no tempo em que você ficou ali.
No caminho pra cá, caminhando contra o vento, vinha forçando a cuca pensando no que iria escrever. Foi só chegar ao lugar de sempre, sentar à mesa de sempre pra tudo tomar forma.
Tomar um café numa mesa bamba, jogar xadrez numa mesa bamba, jogar poker, canastra, futebol de botão, buraco, gamão, sinuca, pra citar alguns, é uma tarefa perturbadora. Ir à um bar pra tomar um chopp, sentar com os amigos, pedir um petisco e a mesa lá, bamba, é um erro imperdoável, intolerável!

Fazendo uma simples comparação, o desequilíbrio da mesa é igual a nossa vida. Às vezes ela também fica bamba, se desequilibra, entorna, e ficamos desesperados tentando recoloca-la de volta no eixo, no nível. Tem vidas que passam a VIDA toda na corda bamba. Tem vidas que balançam pra lá e pra cá, no balanço das ondas. Mas é completamente impossível ficar no centro.

Vai ver que as mesas de bares, cafés e restaurantes também saem do prumo por conta própria.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O som

Me contaram uma história de que eu fora prejudicado pelo som. Que novidade! Fui prejudicado pelo som a vida toda. Mas não mais injustamente do que o Tim Maia(risos).
O equipamento de som que uso nas apresentações não é sempre o mesmo. O que às vezes compromete sua qualidade. Nesses 20 anos de estrada(Nossa, tudo isso?) passei metade desse tempo juntando esforços para adquirir um equipamento que atendesse minhas humildes expectativas. E não foi nada fácil. Confesso que ainda não atingi o ponto alto desta questão. O problema é parar a obsolescência programada tecnológica, que não tem planos de parar.
Mas voltando ao som... na maioria dos casos o som é contratado separado e são distintos, variáveis. O que pode deixar o show ótimo, morno ou em péssimas condições.
Tenho uma tese bem prática que funciona da seguinte forma: se o artista for bom e o som ruim, o artista será bastante prejudicado. Se o artista for ruim e o som bom, não fica tão feio. Podendo o artista sair-se bem, inclusive "crescer" durante o show. Agora, se o artista e o som forem ruins, ah meu amigo, não terá jeito. Nem com a pecinha atrás do botão(o técnico).
Estes são parâmetros simples e servem pra ilustrar a realidade de músicos(artistas) que dependem de uma sonorização confiável.
São tantas as circunstâncias que podem prejudicar um show que a culpa no som acaba se tornando terminantemente banal. Mas isso fica prum próximo post...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

What song are you listening to?

Calçadão de Santa Maria: avisto uma dezena de pessoas portando fones de ouvido e fico com uma vontade/coceira de querer decifrar o que estão ouvindo. Boto no Facebook uma frase comentando a cena. Uma amiga me manda um link do You Tube intitulado "What song are you listening to?" Algo como 'que música você está ouvindo?' Neste vídeo, um repórter, um curioso ou um desocupado, aborda transeuntes (portando headphones) e pergunta o que estão ouvindo. Me deu uma imensa vontade de fazer isso.
A postagem rendeu uma pequena discussão sobre o gosto musical dos passantes. Ou seja, a resposta poderia até ferir o bom gosto musical dos mais intelectualizados.
Outra coisa bem relevante: quem escuta música em seus fones SÃO pessoas discretas. Será? Ou se preocupam que o que estão ouvindo VÁ interferir no mundo? Ou não VÁ interferir? No mundo de quem?
Comparando: quem passa de carro com o som no último volume contribui para um mundo melhor? É pra vender o som ou pra pegar mulher? Que mulher é atraída por esse tipo de coisa?
A impressão que eu tenho, pra seguir pressionando a tecla, é que pessoas que tem "bom gosto" escutam música eu seus fones, imersos em seu mundinho musical. E pessoas que tem o gosto mais escrachado, insistem em dispersar o som aos quatro pontos cardeais. Concordam?


Escutar música nos fones é uma forma saudável de fugir da realidade e da poluição sonora/visual a que estamos expostos.



Levantar essa questão deu tanto pano pra manga que resolvi fazer um trabalho na faculdade sobre essa cultura inquieta oculta, que só os ouvidos sabem.

My favorite song is music... All.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Eternal struggle

"Só é lutador quem consegue lutar consigo mesmo". Para abrir os trabalhos da semana uma frase de Drummond, que se faz necessária.
Como é difícil vencer a si mesmo, hein? Então emendo outra frase que completa esta: "quem vence os outros é forte, quem vence a si mesmo é poderoso", frase atribuída ao famoso filósofo chinês Lao Tsé.

Como resistir ao doce? Não sentir ciúmes? Como adestrar a paciência? Como vencer a si mesmo?
Aposto que já nos perguntamos isso...

Tem gente que passa a vida tentando vencer os próprios limites. Os atletas, por exemplo. Mas existem pessoas comuns que também fazem isso. E não é nenhuma prova de quebrar recordes e sim, uma luta diária, consigo mesmo.
Largar vícios e se reprogramar requer uma força de vontade gigantesca.

Enquanto tomo meu café, uma força vinda, não sei de onde, começa a frear meu raciocínio e desviar as atenções de minha mente, jogando-as para o alto. Memórias começam a surgir. Faço um breve retrocesso de minha vida até aqui e me dou conta de que venci muitas batalhas travadas comigo mesmo.

Como deixar de comer batata frita? Ficar sem café? Nem pensar!

É uma eterna luta diária, de todo mundo... cada qual com seu caminho...

P.S. Escolhi o título do post em inglês por parecer mais sonoro mas acho que me enganei(risos). Agora fica assim.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

No mesmo barco

Se todos os músicos estivessem no mesmo barco provavelmente estariam brigando pra tocar na banda do navio. Os que sobrassem teriam inveja dos que conseguiram.
Na hora de algum solo não faltaria candidatos pra dizer que fariam melhor. Se o cantor desafinasse então, a crítica seria pesada. Também não faltaria palavras pertinentes pra falar mal do som. E músicos não faltariam pra botar a culpa nele. Quem? No som!
Todos os estilos no mesmo barco, viajando juntos. Porém, alguns na primeira classe e, com direito a frequentar a cabine do Capitão. Os da segunda classe seriam aqueles que tentariam de tudo pra viajar de primeira classe, chegando ao ponto até de baixar o cachê. Os da terceira classe seriam os esquecidos. Seguiam viagem descascando batatas no porão. Um dia foram da primeira classe e o sucesso passou rápido demais. Ego demais. Drogas demais. Exposição demais.

No mesmo barco sobre o mesmo tapete. Sob a mesma luz. Todos os estilos.
Pra tocar na rádio do navio só quem podia mais. Senão só em programa da madrugada, uma vez por mês. As regras eram cruéis!
Uma vez por semana um encontro "imprevisto" no café do navio. Pra que? Falar mal dos outros, músicos!
Isso sem contar em quem acha que o seu instrumento é melhor ou invejar o instrumento alheio.

Se ocorresse um naufrágio só teriam botes para a primeira classe. Neste caso, o Capitão, maestro nas horas vagas, seria o primeiro a abandonar o navio.
Alguém é louco de fazer um cruzeiro desses?
Melhor é fica à deriva numa ilha deserta e tentar outra profissão...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ah, se minha planta falasse

Não tenho a menor vocação pra cuidar de plantas. Meu caso de amor com as plantas é um descaso total(risos).
Minha mãe sempre insistia pra eu comprar uma planta, por mais simples que fosse. Eu fingia não escutar. Até que ela resolveu me dar uma. Toda vez que nos falávamos ela perguntava da planta. 'Tá lá no canto dela, quietinha', eu respondia. Daí eu LEMBRAVA da planta, que a essas alturas já estava toda seca. Enchia ela de água achando que dava água prum camelo, que não haveria consequências.
E a novela não parava aí, pois ficava trocando a planta de lugar: varanda, área de serviço, pátio, churrasqueira, sacada. E a planta não gostava de nenhum dos lugares(risos).
O pior era minha mãe aparecer e constatar de que eu não cuidava da planta, já que fora minha incumbência.
Pô, se as plantas falassem iam facilitar a vida de muita gente como eu...
"To com sede","quero ficar no sol", "quero ficar na sacada"...
E se eu disser que enquanto conto esta história tem uma planta em casa me esperando? É demais, né?(risos).

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Aplausos ou vaias?

Às vezes gostaria de sobreviver de aplausos ou de elogios. Mas aplausos e elogios apenas massageiam o ego da gente. Pagar contas nem pensar. Digamos que são mais um complemento da vida do artista, assim como compor, tocar, etc. Será? Compor, tocar faz parte de dom, do talento. Receber aplausos é uma consequência... se o artista for bom. Ao contrário, não serão aplausos e sim, vaias.
Já li em algum lugar que é melhor receber vaias do que nada. Nelson Rodrigues dizia que as vaias são os aplausos dos desanimados. Por um lado ele tem razão. Mas quem vai aos shows sabe o que vai encontrar, né? Ou não sabe?
Nos saudosos festivais da canção, onde a concorrência era proeminente, as músicas propostas estavam ali buscando uma classificação, um prêmio. Ou ainda, usar o pano de fundo contextual para protestar contra a ditadura. Seu público predominante era a juventude, que compondo seus "grupos" apoiavam esta ou aquela canção preferida. Aplausos e vaias, muitas vaias eram inevitáveis.
Tirando o axioma "toca Rauulll", eu digo que o público hoje em dia é bastante moderado comparado a tempos anteriores.
Sobram aplausos e faltam vaias. Faltam aplausos e sobram vaias.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Anseio

Detesto filmes que demoram pra começar. Músicas que a voz demora pra entrar. Aperto logo o botão pra apressar. Sou ansioso por natureza. Ficar em filas pra mim é um martírio. Fila de banco, supermercado, restaurante. É um saco!
Não curto multidões. Multidão só serve pra mergulhar na solidão. Solidão às vezes me faz ficar cheio, repleto.
Um músico que não gosta de multidão só pode ser anormal, né? Que isso, só vale se eu estiver no palco e a multidão na frente, então fica tudo bem, pra não dizer perfeito!
Fazer compras eu gosto, se o mercado não estiver muito cheio. Senão fica todo mundo se atropelando. Sabe o horário ideal de ir ao super? Depois do meio dia! Fica beem tranquilo. Ver as coisas com calma, calcular os preços. Mas não perco a esperança de ter um supermercado só pra mim. Vai sonhando, amigo!

Tenho plena convicção de que revejo mais filmes do que assito filmes novos. A indústria cinematográfica anda tão fraca de conteúdo que prefiro reassistir filmes. O que sobra para a musical? Reouvir músicas. Atemporalidade é a ordem do(s) dia(s). Dias sem fim.

Tem um cara aqui na mesa ao lado com um notebook igual ao meu, até a cor. Brinco com ele sobre liquidação? Eis a questão. Que termo antigo. Hoje se fala Outlet(risos). Melhor não falar nada, o cara pode não gostar. A ânsia capitalista com o desejo socialista está em todos os lugares. A logo marca importa(importância) mais do que a máquina.

Tenho plena convicção de que sonho mais que estou acordado do que de olhos abertos sonhando.

Eu volto.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O futuro da música

Qual será o futuro da música?
Primeiramente, pensei nisso no sentido amplo, universal. Depois achei melhor entornar pro meu bairro. Então extendi até a região, pra poder aumentar as probabilidades de exemplos reais possíveis. Logo alcancei o estado e quando me dei conta já estava no país todo.
A música hoje está doente, debilitada, mas com os bolsos cheios. Os meus é que não estão! Infelizmente! Uma pena, ia ajudar tanta gente. Melhor me candidatar, né?
A cena musical e o sucesso são efêmeros e isso não vai mudar. O sucesso é um sonrisal, que dissolve em água num instante. O tempo da música, em seu formato, diminuiu pra caber mais e mais propagandas e o tom musical (pro vocalista) aumentou pra ficar mais apelativo - expressivo.
Acredito que a música seja como o amor, com o mesmo poder de transformar. A música liberta. Te leva a outros lugares. É companheira na fuga. Na solidão. Momentos bons e ruins.
Ora, que a música é uma coisa boa, não resta dúvida. O acontecimento dos acontecimentos.

Pausa... comecei tomando uma Coca, passei pro café e agora vou pro chopp! Efêmero, como a música. Meu happy hour iniciou cedo, hoje. Nota-se aqui que estou num ponto comercial, um café, por exemplo.

Mas ainda me pergunto: qual o futuro da música? Insisto!
Leva-la pra qualquer lugar? Pode ser. A tecnologia compactou incontáveis horas de música numa caixinha que você leva no bolso. O futuro é leva-la o mais longe possível.

Mas voltando a questão da música doente... não quero polemizar. Não vou perder meu tempo falando disso. Na minha posição o legal é não se posicionar. Quem sabe um dia ainda quebro o silêncio e falo algumas verdades. Afinal, a gente passa a vida toda lutando pelo que acha certo e muitas vezes isso vira um exército de um homem só. A questão resulta em sobreviver. Só gostaria de que a classe fosse unida. Ela é, unida aos panelões!

O futuro da música é seguir tocando. Este é o caminho, o caminho da música! Só não sei até quando...

Eu volto.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Meus heróis

Bem vindo outubro!
Noite chuvosa, café e leitura, o que mais posso querer? Só falta o tema.

Tava pensando no que o Cazuza dizia sobre seus heróis morrerem de overdose... pois sim, tive alguns deles também. Mas meus heróis reais morreram de AIDS! O próprio Cazuza, Renato Russo e, até onde se sabe, o Zacarias, dos Trapalhões e, Freddie Mercury, do Queen. Heróis estes, que estavam um pouco mais ao meu alcance, no quadrado do vídeo.
Cazuza foi um poeta, e me influenciou muito quando eu tinha 15 anos e ensaiava minhas primeiras letras.
Com Renato Russo não foi diferente: sua potente voz, seu desprendimento engajado, o raciocínio rápido em suas composições me chamaram a atenção e, por um tempo me espelhava nele.
Zacarias era um trapalhão diferente. Ele tinha uma luz instantânea, com seu humor e seu jeito, por vezes tímido, espalhavam graça ao redor. Era de uma ingenuidade pura e fez muita falta no humor brasileiro.
Freddie Mercury também me surpreendeu pela potência vocal. Sua maneira de interpretar era algo único. A primeira vez em que ouvi "Love Of My Life" foi um tiro no coração! Essa canção ficou ecoando durante minhas elementares viagens as cidades vizinhas. "We are The champions" era uma música que levantava qualquer baixo astral.
Um tempo depois vi na TV o show Barcelona, em que Freddie cantava com a cantora lírica Montserrat Caballé. Foi realmente incrível! Duas grandes vozes se digladiando(no bom sentido) e emocionando o mundo inteiro.
Essa turma está fazendo falta. Se estivessem vivos, Cazuza e Renato provavelmente seguiriam a moda neo literária e, paralelamente a seus trabalhos, lançariam livros. Zacarias, quem sabe, estaria na turma do Didi. Freddie, após uma longa carreira solo estaria reativando o Queen para uma possível "digressão"!
É isso, por hoje é só...

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Escrito nas estrelas

Acho que nunca contei da fase que me coube acompanhar um transformista. Foi meio por acaso. Já o conhecia da noite por fazer pequenas intervenções nos bares noturnos. Sempre despojado e loucamente irreverente. Na metade dos shows ele pegava o microfone e fazia grandes imitações, animando a todos que estavam na plateia e, consequentemente, no palco. Era gargalhada geral! O cara realmente se "prestava".
As imitações mais frequentes eram da Tetê Espíndola, com a saudosa música Escrito nas estrelas, e transitava ainda por Maria Betânia e Adriana Calcanhotto.
Bom, mas falando da época em que tocamos juntos: um dia apareceu lá em casa pedindo que o acompanhasse. O que me causou um certo espanto! Ora, vamos lá, tudo é experiência, repeti pra mim mesmo.
O Monéti, esse era o apelido dele, costumava tocar em casamentos, despedidas de solteiros e eventos para professores, em que predominavam as mulheres, claro. Era tudo muito engraçado. Eu ria mais do que tocava.
Alternava entre uma peruca loira e uma morena. Se puxava na voz aguda pra fazer a Tetê Espíndola. Simplesmente era igual.
Nosso meio de transporte era um Corcel I laranja, todo baleado, que Monéti chamava carinhosamente de Sukita(risos). O carro vivia tossindo e Monéti dizia: vamos Sukita, não me deixe na mão(risos)!
Foi um período muito divertido e que me traz boas lembranças.
Há um tempo ele veio animar uma loja aqui em Santa Maria e eu tentei ir mas não lembro porque não consegui.
Quando regressar a Uruguaiana vou procura-lo e relembrar esses momentos.

domingo, 23 de setembro de 2012

Detetive

O músico de bar é muito observador. Nada escapa a sua vista. Expressões faciais, corporais podem ser pistas do que vem a seguir. Que música tocar? O que vem agora? Talvez uma das perguntas que mais me fazem é "qual é a primeira música do show?" Depende. Às vezes não tem isso. Num bar a coisa é mais espontânea. Eu olho pro público e decido na hora. Sacar a temperatura vai determinar o ritmo. Começar com uma música lenta. Uma batida mais forte. Música jovem. Música antiga. Música antiga regravada...
Uma cena frequente é chegar à tarde pra passar o som e encontrar resquícios da noite anterior: guardanapos com pedidos musicais. Dão uma ótima pista. Inclusive leva ao caminho da auto-atualização. Não poderia ser melhor. Afinal, a voz do povo é a voz do povo, não, de Deus. Nah, será que é mesmo? Tenho minhas dúvidas.

Você pode ser um bom detetive ou um ótimo detetive. Ou ser péssimo. E não existe escola pra isso. O tempo é que vai fazer todo o trabalho. Te dar o ingrediente principal. Sacar as coisas. Eu posso tocar horas seguidas e saber tudo o que está acontecendo ao redor. Dá pra ouvir até o papo dependendo da distância. Saber quem está gostando, quem não está.

E você, já brincou de detetive?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Instrumentos

Não, não vou falar sobre instrumentos musicais. Não desta vez.
Hoje quero falar do GPS, não aquele GPS do carro e sim do GPS da vida(ou pra vida).
Pra onde ir? O que nos motiva? O que nos guia? Qual caminho seguir? Como percorrer esse caminho?
A vida tem sinais, sim. Instrumentos que nos auxiliam a chegar onde quer que seja: O painel do carro, do avião, da moto, o led do violão(peraí, o led do violão?). Sim, uma simples luzinha atrás do corpo do instrumento avisa que a bateria vai acabar e, bem provavelmente vai dificultar minha vida(e eu que prometi não falar de instrumentos musicais). Ah, só dessa vez.
Tudo é um instrumento pra vida, pra guiar, facilitar, inclusive o GPS. Aquele do carro. Embora todos tenhamos um GPS embutido, mais conhecido como intuição.

Um dia antes de viajar meu carro apresentou um problema justamente no painel de instrumentos. Apagou tudo. Escuro total. E a viagem era à noite. O que fazer? Já estava em cima da hora e não restou dúvida. Eu já havia percorrido aquele caminho. Conhecia-o de cor. Decidi partir mesmo não sabendo minha velocidade, a capacidade do tanque de combustível e outros avisos luminosos. Foi um risco, eu sei. Aposto que não passei dos 80 permitidos. Você só passa quando está enxergando. Pura verdade.

Olhe as setas, elas sempre indicam um caminho. E o instrumento é você. Você é o instrumento do instrumento. Talvez a única coisa que siga livre seja o vento. Sem lenço nem documento...

Semáforos são misteriosos. Ninguém sabe o que vem depois que as luzes trocam de cor. O segundo do segundo. A arrancada. A metáfora.

E quando a saudade apertar pra qual instrumento você vai olhar?
Quando o bolso esvaziar? O fim do mês chegar?

Tudo é uma coisa só... o núcleo dentro do núcleo dentro do núcleo. Me procure que eu te procuro. Me ache que eu te encontro... usando um instrumento qualquer. Não um qualquer qualquer, um qualquer específico.

Intrumento pro coração...


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Tudo acaba em... música!

Hoje limpando minha bicicleta(que comprei e não uso) fiz uma descoberta incrível. Algo sem querer me fez tentar tirar som dos raios e, pasme, parecia uma harpa. O som saía bastante dissonante, nada tonal e vários raios tinham a mesma afinação. Foi muito bacana.
Acredito que o Hermeto Pascoal já deva ter feito essa experiência, se bem que não lembro de ter visto uma bicicleta no palco.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Esquisitices espitituais

Me puxei pra voltar a escrever senão ia ter muita gente desistindo de vir até aqui...
Hoje vou falar sobre esquisitices espirituais(é isso mesmo que está escrito). Não fui eu que inventei, não sei se existe mas acho que vem a calhar.
Bom, vamos lá... minha internet seguido dava problema, algumas vezes era verdade outras... não sei bem o que era. O técnico chegava, olhava, fuçava e dizia: não tem nada, tá funcionando normal!
O equipamento de som(que uso nos shows) é uma máquina que deve estar sempre em ordem. Porque uso semanalmente e quase não precisa fazer manutenção. Só mando arrumar quando estraga ou queima alguma coisa. Mas às vezes acontece o inimaginável: um ruído aqui ou ali, barulhinhos estranhos que depois passam(risos).
O violão também passa por esse processo: som diferente; ruído incomum, até parece que está tocando sozinho...
Outro dia a lâmpada lá de fora queimou. Fui tentar trocar e nada. Troquei duas vezes e nada. Chamei o eletricista. O cara chegou, subiu numa escada, mexeu na lâmpada e disse: não tem nada, tá funcionando perfeitamente. Ah não. Não pode ser. Olha mais uma vez. Satisfaça o meu pessimismo, que é de graça. Realmente!
É pessoal, vai ver que é espiritual o negócio...
Pesquisem na www. pra ver se existe!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Quando passei a entender as coisas, algumas coisas bem básicas, percebi que minha mãe mandava eu lavar o cabelo com sabão de glicerina. Era dos pés à cabeça(risos). Demorou um bocado pra conhecer o shampoo. Acho que só fui ter contato com ele na adolescência. Outra coisa que descobri nessa época foi a maionese. Antes não gostava. Preferia a mostarda. Lembro uma vez em que fui comer uma pizza na casa de um amigo e todos "atacavam" a maionese e, a mostarda ficava só pra mim.
Tive um amigo que gostava de pôr açúcar no pão. Manteiga e açúcar. Tinha outro que comia pão com ketchup.
Também tive um amigo que jogava bola descalço sobre as pedras.
Uma vez por questões espirituais fiquei um ano sem usar preto. Também fiquei um ano sem comer batata frita, dessa vez por questões esotéricas. Consegui a façanha de dois anos sem tomar Coca-Cola. Por questão nenhuma.
Coisas em que vou descobrindo, alguém me disse ou eu li em algum lugar.
Tem gente que vai achar bobagem, mas cada um tem seu caminho e sua própria maneira de percorrê-lo...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Celular

Não tenho Iphone. Acho que nunca vou ter. Nada contra quem tem. O celular ao meu ver é pra falar/escutar. E escrever também. Pois acho um barato esse lance de não precisar andar com um bloco de anotações embaixo do braço caso pinte uma inspiração.
Já tive celulares que me fizeram perder o "emprego"! Explico melhor: ele tocava, a bateria morria e eu ficava na mão. Podia(era) ser um contratante querendo um show... não preciso dizer que ele foi ligar pra outro.
Sem falar na neura de contar as tomadas que havia no palco. Sim, tinha que sobrar uma pro celular senão corria o risco de ficar incomunicável outra vez. A bateria durava tipo dois dias no máximo. Igual ao Iphone.
Hoje possuo um celular em que a bateria dura uma semana. Não é pedir muito, né?
Só falta agora inventar um notebook que também fique ligado esse tempo todo. Aí peguei pesado.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Perguntas que eu gostaria de responder

Dá pra tocar uma música mais agitada?


Ah, você é músico? Qual o nome da sua banda?


Quantos violões você tem?


Você também sabe tocar guitarra?


Dá pra tocar uma música mais agitada?


Tem um cara ali na mesa que sabe tocar. Dá pra deixar ele dar uma "canja"?

Ah, você é músico? E o que tu faz pra viver?


Você acorda cedo?


Quanto você ganha por mês?


Dá pra tocar uma música mais agitada?


O que tu faz no teu tempo livre?


Tá bom de cachê?


Dá pra anunciar essa placa aqui?


Ah, então seus pais também tocam?


Você vem de uma família de músicos?


Dá pra tocar uma música mais AGITADA?





quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dança da chuva

O violão é o instrumento mais fácil de tocar errado. O teclado é o instrumento mais fácil de tocar em todos os tons. O violino é o instrumento mais fácil de ser um desastre(pra quem ouve). Quem for músico vai saber do que estou falando. Quem não for provavelmente vai perguntar pra um músico.
Ah, o caminho árduo de ser músico... começa com uns 2 ou 3 acordes e você já quer tocar, mostrar ao "mundo" que, justamente esses 2 ou 3 acordes são suficientes. Será?
Antigamente aquelas revistinhas de música eram minha total referência em música. Todo mês era só ir à banca mais próxima. Vinha muita coisa errada. Acordes trocados. Menor no lugar do maior e vice versa. Mesmo achando que algo não soava bem eu confiava minha vida àquelas revistas. Se tava ali era lei. Uma credulidade ingênua baseada na informação impressa. Depois de muitaaaa prática o ouvido começava a perceber o que realmente encaixava. Ou não encaixava. Fitas cassetes tocando horas a fio estourando o falante do 3 em 1. Era a forma mais segura de "tirar"/aprender uma música. Todo esse esforço nunca foi em vão. Os olhos brilhavam ao descobrimento de um novo acorde...
Hoje tudo é bem mais fácil. É só saber a dança da chuva...

domingo, 17 de junho de 2012

Alguém famoso

Uma coisa bastante corriqueira na nossa profissão além de tantas outras é, "encontrar" na plateia alguém parecido com uma pessoa conhecida, famosa ou não e depois rir disso. Simplesmente achar graça pela coincidência. Não que eu subtraísse completamente meu status pra dar uma de olheiro na casa noturna. É uma coisa absolutamente natural. A "pessoa" surge do nada e a comparação é inevitável entre os músicos da banda. Quem vê primeiro avisa aos demais e, no final a gargalhada é geral. Uma gargalhada tímida, contida. Uma piada interna.
Chamo isso de diversão dentro da diversão. Imagina, você tá lá fazendo N coisas ao mesmo tempo e ainda tem tempo pra isso(risos).
Se você se parece com alguém famoso, cuidado!(risos)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Palavras que aquecem

Chimarrão. Pinhão. Polenta. Chocolate quente. Fondue. Cobertor de orelha. Pipoca. Gemada. Chá. Café. Churrasco. Lasanha. Escondidinho. Nordeste. Fogão à lenha. Nhoque. Sopa. Vinho. Abraço. Sorriso... e tudo o mais que a sua imaginação permitir.

domingo, 20 de maio de 2012

Válvula de escape

Qual a sua válvula de escape? Se é que você tem uma... se é que sabe do que estou falando. É praticamente impossível viver sem uma válvula de escape. Sem ela já teríamos explodido, estourado de tanta (má) informação. Verbal/visual/corporal. Trocando em miúdos: engolição de sapos! Acho que fiz um neologismo da palavra porque pesquisei e não existe.
Fazendo uma enquete, tem uma pá de válvulas de escape. Neste exato momento em que digito estou usando uma delas e, acreditem, me faz bem. E ainda teimo em achar que não acho tempo pra isso. Bom, já que acordei inspirado vou aproveitando e colocando as palavras em dia.
Ah, válvulas de escape... já tava esquecendo.
Vou citar algumas e vá lá, adote alguma como sua.
As mais manjadas e/ou as mais antigas: escutar música, escrever, desenhar, pintar.
Já que estamos no século 21 a tecnologia proporciona momentos, digamos, mais agradáveis: ir à academia é praxe. Todo mundo ou, quase todo mundo vai. Fazer boxe é uma alternativa. Aulas de canto e violão é inexorável. Será? Aulas de dança. Cursos no Senac. No meu tempo eu fazia. Acumulei alguns(risos). Tá, rapel. Curso de fotografia. Informática. Aulas de motorista. Caridade. Sim, caridade. Caminhadas. Arvorismo. Pôr-do-sol. Praia. Gibi. Cinema. Missa. Andar de moto. Conversar com os mais velhos, conversar com os mais novos. Escutar. Ler. Sonhar. Estudar. Tocar guitarra, violino, piano. Ler blogs alheios. Comentar. Curtir/não curtir. Fofocar. Conversa fiada. Descompromisso. Compromisso. Mexer no celular. Tocar gaita de boca. Ouvir blues. Bach, Chopin. Cozinhar. Tomar um vinho. Tomar uma cerveja. Fazer um churrasco. Visitar os pais. Viajar. Colecionar selos(essa é antiga). Álbum de figurinhas. Ir ao estádio ver um jogo. Assistir à um show. Baile gaudério. Andar a cavalo. Contar piada. Decifrar palavras cruzadas...
Tudo fica guardado e tudo se vai. Válvulas são boas. Com filtro melhor ainda. Fica o que tem que ficar. Vai o que não presta.

sábado, 19 de maio de 2012

Comentário

Uma pessoa incomum fez um comentário do tipo 'não sei pra quê tantos violões?' Confesso que não curti o teor disso mas, entendi que não foi por mal. Essa é uma pergunta que pode ter várias respostas, sendo a primeira delas: ora, ainda estou buscando uma sonoridade perfeita. Gosto de colecionar instrumentos. É só pra fazer balaca!
Existe uma coisa chamada crescimento profissional. É aquele lance de chegar aos 40 sem a cabeça dos 20. Agora, se chegar com a mesma cabeça algo está errado.
É uma subida natural. Degraus pra cima, alguns pra baixo mas, sempre mirando o céu.
Estou mesmo buscando, cada dia mais, o som que me agrada. Seja no instrumento, no rádio do carro, no mundo virtual/real... não coleciono instrumento, eu toco. Toco, troco as cordas, faço manutenção, limpo, lustro. Balaca?! Nem pensar! No fundo sou um tímido querendo que a atenção fique nas mesas dos bares enquanto toco.
Por que se casa tantas vezes? Pra que tantos relacionamentos? Talvez a mesma coisa: Fluidez perfeita? Coleção/troféu? Ou fazer balaca?
Pra que comprar tantos carros durante a vida? Sim, você começa com um Fusquinha e depois compra um Monza, depois uma Camionete... é assim mesmo. Semente, flor, fruto, semente.
Exibição ou não? E quem saberá...

terça-feira, 20 de março de 2012

Histórias da estrada

Lá pelos idos de 1995, a banda/trio que eu tocava ia fazer uma apresentação noutra cidade, distante dali. Feito as negociações, o que nos deixava sem lucro algum, iniciamos com algumas sessões de ensaios, no pátio da casa do baixista. Resultado: todo mundo parava pra ver! Era no pátio mas estava aberto e o público tinha acesso visual(risos). Devíamos ter cobrado ingresso.
Após uma semana nesse lero-lero arrumamos o equipamento e tomamos um ônibus, com outros passageiros, não era um só pra nós(risos). Como a cidade era relativamente longe, saímos ainda de madrugada de Uruguaiana. Chegamos lá por volta das 3 da tarde, não lembro bem. No que descarregamos o equipa ao chegar no bar, local do show, decidimos ficar por ali mesmo e dormimos no palco, exaustos. Foi a primeira vez que dormi num palco.
Acordamos no entardecer e resolvemos fuçar a cidade, dar uma banda. A passagem de som seria na volta. Andando pelas ruas, nosso baixista se deu conta de que precisava cortar o cabelo. Descobriu uma galeria e constatou que naquele lugar deveria ter um cabeleireiro(risos). Positivo! Adentrou o recinto sem perguntar o preço e foi logo sentando à cadeira de corte. Olha, não me recordo bem dos valores da época mas dá pra imaginar: se íamos ganhar 25 o corte era 20(risos). Ficamos a viagem inteira no pé do cara... e o show, à noite, foi sensacional. O dono do bar disse para não tocarmos tal música, tocamos e o pessoal foi ao delírio.
Histórias da estrada...

terça-feira, 6 de março de 2012

Trio elétrico

Bem próximo do natal, no ano passado, realizei um sonho de adolescente: tocar num trio elétrico! Por muitos anos imaginei a cena. Foi um pouco diferente do que imaginei mas, deu pro gasto. Sonho realizado. Tocar na chegada do papai Noel também é bacana levando em conta o meu trabalho de musicalização com as crianças.
Fui convidado pelo meu querido amigo, Janu Uberti, pra tocar num caminhão, que era o próprio trio elétrico. O caminhão estava parado junto a um bairro, na periferia da cidade, e eu escalado pra animar o público antes da chegada do bom velhinho. Foi muito bacana ver a galera cantando junto músicas bem conhecidas, num repertório que ia de Tim Maia à Seu Jorge.
Quem sabe numa próxima oportunidade eu possa tocar num trio de carnaval...

segunda-feira, 5 de março de 2012

O garoto de Liverpool

Ontem, assistindo ao filme O garoto de Liverpool, me deparei com uma cena clássica na minha vida musical: o jovem Lennon quando "ganha" seu primeiro violão, o coloca em exposição em cima de uma poltrona e fica algum tempo olhando pra ele, em silêncio. Secretamente, essa cena se repetiu diversas vezes em meu aprendizado adquirido. Se tornando até um ritual, discreto e silencioso, de admiração completa ao instrumento conquistado. Lembrei do meu primeiro violão, de como o consegui com muito esforço e, a contemplação ao vê-lo em minha frente esperando ser tocado. Não sei se meus colegas músicos agem assim ao comprarem um instrumento novo mas, comigo isso é praxe.
Um instrumento novo renova a energia para o que vem pela frente!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Caminhoneiro

No final dos anos 80, costumava viajar de caminhão com meu tio pra Porto Alegre, passar as férias de verão na casa dos meus outros tios. Eu, então, com quase 15 anos, desafiava as leis da física tentando produzir som do violão na boleia do caminhão. O motor acabava por abafar qualquer som que eu tentasse emitir, restando apenas uma sensação sonora. Lembro que "puxava" sempre a música Caminhoneiro do Roberto e Erasmo, em homenagem ao motorista tão esmerado que era meu tio.
Ele me deixava em POA e seguia viagem. Voltaria pra me buscar mais ou menos um mês depois.
Já regressando à terra natal, no meio da madrugada, bateu uma fome daquelas, e meu tio, praticamente sem grana, parou no acostamento, próximo a uma plantação de melancia e me pediu que ficasse no caminhão. Menos de 10 minutos depois, voltou com uma enorme melancia. Paramos em um posto não muito distante dali e a dividimos. Seguimos viagem de estômago cheio e felizes.

sábado, 26 de novembro de 2011

?

Todos temos um ponto de interrogação. Já nascemos com ele. Nas perguntas de aprender. Perguntas normais. Perguntas banais. Escrita. Sinais. Idade. Família. Sexualidade. Contas. Segundos. Horas. Dias. Meses. Anos... Tudo é perguntável. Depois vem os porquês.
A gente pergunta tudo pros nossos pais. Depois vamos perguntar pros tios, pros avós. Em seguida os professores assumem a incumbência de ensinar a ler e a escrever, somar. O resto a gente vai vendo, seguindo a fila.
Não saber por que estamos aqui é uma constante. Terra. América do Sul. Brasil. Rio Grande do sul. Santa Maria. Diacho! E ainda tem que decorar tudo. Se esquecer perguntar outra vez.
Não se pode encurtar o caminho. Antes de chegar na resposta primeiro vem a pergunta. E será assim, de geração a geração.
Quando passamos a perceber as coisas nos deparamos com moldes pré estabelecidos. Eles já existiam antes de nossos pais, nossos avós. Logo, adotamos conceitos arraigados em nossa família. Questões que talvez nossos pais, lutaram para manter. Vamos nos espelhando nos familiares mais próximos e decidindo o futuro, na profissão, religião, escolhas. Alguns desprendem-se dos pais e procuram alçar mais longe. Fazem escolhas mais complexas. Questionam leis e ensinamentos históricos. Criam sua própria opinião, idiossincrasia. E não importa tudo isso, a interrogação os consome, nos consome. Pra cada coisa, ato, fé, Mc Donalds, Ford, Gibson, Häagen Dazs, existe uma bendita interrogação... ?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

De todas as coisas que eu posso ser, não quero ser saudade na vida dos meus filhos. Saudade é um aditivo melhor empregado no amor. Não serve pros filhos. Pelo menos quando esses são ainda pequenos. Logo atingem a vida adulta o destino/profissão/casamento e outras responsabilidades se encarregam de separa-los da gente. É a vida. Aí sim, a saudade surge como um alento(ilusão) quando temos os filhos mais longe.
É engraçada, a vida. Morei com meus pais até os 20 anos. Convivi com meu pai todo esse tempo. E ele passava comigo conforme sua profissão lhe permitia. Chegou a ter dois empregos quando minha mãe ainda não era professora. Ele trabalhava na prefeitura de dia e, à noite dirigia um táxi. Bem mais tarde a casa foi ficando inteiramente pra mim. Pelo menos as tardes, pois ambos operavam. Não cheguei a sentir uma ausência constante de meu pai. Pelo contrário, ele estava sempre ali. O que não havia era uma comunicação mais profunda, até então perfeitamente compreensiva dado os moldes do ambiente progenitor. Não quero culpar nem julgar nem difamar meus antepassados por passarem uma fórmula que eles acreditavam que era sinônimo de criação exemplar. Estou, sim, comentando um fato pra chegar de volta a mim.
Hoje, longe daquele passado, as coisas funcionam léguas diferente. O futuro, a tecnologia, o formato diversão se modificaram. Todas essas questões nos ajudam, não só a andar pra frente mas, educar, presenciar e "tentar" participar de uma ordem mais próxima, imediata no contato com os filhos.
Ter filhos de relacionamentos distintos não deve(ia) ser uma parede e sim, algo que se pode adicionar qualidade ao invés de quantidade.
Não paro por aqui. Só quero ser feliz e desejo que eles sintam isso...

domingo, 20 de novembro de 2011

Chato de aluguel

Um amigo uma vez me disse que o pior chato é aquele que você convida pra ir na sua casa e ele vai mesmo(risos). Ironias à parte, acho que não tem coisa pior do que o chato de aluguel: aquele que te aluga demais!
Tem três tipos de chatos de aluguel. O chato burro(esse é o mais nocivo), o chato de inteligência mediana e o chato culto(se você for mais burro que ele então esse passa a ser o mais nocivo). O chato dono da verdade também, ninguém merece.
Mas não importa realmente quantos tipos de chatos existem. TODOS alugam a gente. São inconvenientes. Resolvem alugar e acham que estão agradando(risos).
Esse é um assunto que não deve ser longo senão se torna CHATO. Não deve enumerar tanto senão fica CHATO. Escrever a palavra CHATO somente quando necessário senão já é CHATO.
Devia existir um serviço de tele-chato pra dar de presente a quem você (não) gosta. Já pensou? Mandar um tele-chato pra um mala?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sequência

Chuvinha lá fora e eu ainda não posso dormir. To só esperando o sono chegar. A chuva faz um barulho confortante. Parece música em alguns instantes. Essa mesma chuva anula o som que vem da cidade. Só se escuta ela. A condição humana aparece me lembrando de uma vida, de várias vidas, secas ou molhadas, que estão lá fora, por aí, vagando, com ou sem rumo, direção. Caminhando pra algum lugar.
Agora os pingos caem mais lentamente fazendo chegar o som do trânsito. O mesmo trânsito que atrapalha meu sono pela manhã.
Só passei aqui pra dar um "oi" e dizer que quero continuar escrevendo, nas sequências...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ao vencedor as cantadas

É estranho como algumas lembranças permanecem intactas em nossa cabeça. Reminiscências remotas, longínquas... Não vejo o tempo passar. Não sinto o tempo passar. Não guardo datas. Só decoro letras de músicas, parágrafos de livros interessantes e cultura inútil. Alguma cultura inutilizável que pode ter sido usada numa cantada interessante. É verdade. Nunca tive muito jeito pra cantadas. Geralmente elas eram ensaiadas em frente ao espelho quando me prestava a decorar outra coisa além de letras de músicas. Bom, eu costumava decorar a lição de álgebra no colégio mas aí é outra história, talvez num próximo post. Mas voltando às cantadas... cantadas ensaiadas costumavam dar muito certo. Provavelmente eram palavras tiradas de livros ou filmes. Como hoje não preciso mais desse recurso posso me dar ao luxo de comentar, ou me entregar, se preferirem(risos). Não vou escrever aqui as coisas que eu falava. Hoje está tão fácil expor o sentimento. Não é necessário dar dicas. Naquele tempo não havia redes sociais, muito menos internet. O olhar falava mais do que mil palavras embora fosse importante esclarecer certas coisas. Como um pedido de namoro por exemplo. Hoje em dia é tudo mais fácil, mais maduro. Parece que a sociedade amadureceu e com ela os relacionamentos foram se modificando até ficarem ajustáveis. Voltando outra vez às cantadas... bom, acho que a timidez atrapalha. E é fundamental ser bem informado. Como se você fosse fazer vestibular. Veja, ouça e leia tudo!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Refeição

Quem se lembra daquele chocolatinho da Neugebauer chamado Refeição? Pois é, estou comendo um agora(risos).
Quando devia ter uns 4 pra 5 anos esperava meu avô na frente de casa quase todos os dias. Final de tarde. Meu olhar mirava a esquina. Ele aparecia, atravessava a rua e eu ia correndo pros seus braços. Ganhava esse chocolatinho. E isto ficou pra sempre na lembrança que traz automaticamente a imagem de meu avô.
O estranho é que tempos depois não o achei mais, nem nos mercados. Não sabia se tinha saído de linha. Essa semana tive o prazer de encontra-lo, junto com todas aquelas recordações: a rua, a casa, a esquina, e o abraço de meu avô...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Love Story

Pouca gente sabe que eu sabia tocar piano de ouvido. Não uma sinfonia inteira mas alguns trechos de músicas. Em especial a música tema do filme Love Story, de 1970, e Imagine, de John Lennon. Voltemos um pouquinho no tempo pra explicar melhor...
Todo clube que se preza possuía um piano, o que não era diferente com o Clube Caixeiral, de Uruguaiana, onde minha avó trabalhou por mais de 30 anos. Eu ia lá sempre que podia ou quando estava de bobeira. A vó Aracy trabalhava na secretaria do clube e na sala ao lado ficava o piano. Não era um piano de cauda e sim de armário. Volta e meia eu entrava na sala e me trancava lá dentro. Ficava horas, tocando as mesmas músicas, em particular a Love Story. Havia uma outra secretária, colega de minha avó, que "percebia" minha maneira de tocar. Lembro que, quando eu estava "gostando" de alguma menina, tocava com mais sutileza e alma, o que era rapidamente notado por ela. Demorei algum tempo pra entender como ela "captava" meus sentimentos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pastel

Existem situações que causam um tipo de trauma na vida da gente. Nos longínquos tempos em que vivia em Uruguaiana, eu e mais um amigo tocávamos numa pastelaria. O pai de um amigo de infância abriu o negócio e eu meio que me ofereci pra tocar, mesmo sabendo que ele não podia pagar. Lá estávamos nós(não lembro se eram duas, três vezes por semana) tocando na tal pastelaria, numa rua movimentada da cidade. No final da noite, como era de costume, nos sentávamos para jantar. Adivinha? Pastel! Sim, pastel era o que não faltava, segundo o proprietário da casa. Lembro que ganhavamos um cachê simbólico. O que valia de verdade eram os pastéis(risos).
Gente, comi tanto pastel que hoje não posso sentir o cheiro. E olha que antes eu gostava. Agora não desce de jeito manera. Já faz tanto tempo e o trauma continua(risos).

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Jardim de Cataventos

Há alguns meses fui convidado por meu amigo de longa data, Marcelinho Schmidt, a participar de seu novo projeto. Já havia participado de vários projetos com Marcelo: Bossa eternamente nova, Jovem Guarda no Uruguai, Roberto Carlos no Uruguai, Estrelinha de natal, para citar alguns.
Trata-se de poesias infantis musicadas, com direito a livro e CD. Na ocasião, Marcelo me convidou para cantar uma das 16 músicas que compõem o disco. Foi muito bacana e hoje percebi que a semente germinou, abrindo caminho para novos resultados. Essa semana nos encontramos por acaso, no dia do show "Faz parte do meu show", no Theatro 13 de maio e, meio que às pressas, ganhei de presente o livro/CD que Marcelo "guardou" pra mim. Prometi a ele que divulgaria o projeto. Promessa cumprida: www.jardimdecataventos.blogspot.com

domingo, 9 de outubro de 2011

Agradecimentos

Quando iniciei os trabalhos do CD Retrovisor, mais precisamente na parte artística, me preocupei em reservar um espacinho pros agradecimentos. É neste lugar que você valoriza aquelas pessoas que tiveram uma enorme importância e participação, direta ou indireta, na feitura do que chamamos de disco.
Tudo começou em 2007 e de lá pra cá muita coisa mudou: algumas destas pessoas não estão mais entre nós, casais se separaram, inclusive eu, alguns mudaram de cidade, outros mudaram de emprego, bares fecharam, enfim, as coisas sempre mudam.
O CD Retrovisor não saiu, talvez nunca saia, nunca... palavra que não deve ser dita. Quem sabe um dia seja possível termina-lo.
Antes que mais eventos aconteçam resolvi postar o que seria os créditos do encarte.


À Deus, S. Jorge, João, meus pais e minha família, Jairo Blini, Carlos "baixinho", Caio Silva, Carlos Amorim, Jorge Rios "Knela" e toda sua família, Adenilson Rios, Cide Güez(in memoriam), Serginho Hipóllyto(in memoriam), Serginho Meus, Valdir Santana, Clemar Guglielmi(in memoriam), Inaudi Ferrari, Necir Dorneles, Enio Rodrigues, Alexandre Vaz "kamanga", Luis Carlos "apito"(in memoriam), Manoel Conceição "veludo"(in memoriam), Rhudy Spíndola, Paulinho Machado, Cleumir Dávila, Adriano e Cristiano Medeiros, Francisco Scherer "choio", Adão e João Quintana, Sérgio Gomes "o xucro", João Chagas Leite, Pirisca Grecco, César Santos, Miquelli, Eduardo Garreta "wally", Quito Martins.


Em Santa Maria:


Vera(Duich), Marcos Sitya, Cláudio(Chá Bar), Miriam(Maccheroni), Wolney Beck,  Fabrise(Eny), Hélio Augusto, Rogério Lobato, Mirio Roos, Vadson(Coyote), Déborah Rosa, Lurdes e Miguel(Ponto de Cinema), Clóvis Müller, Caco Pereira, Renato Mirailh e Salvador Lamberty.


Se seu nome não está nesta lista, desculpe. Se seu nome está nesta lista e você não sabe o por quê, obrigado, de alguma forma você contribuiu para minha inspiração!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Fotos

Postando umas fotos minhas de um evento no Facebook fez o pensamento voar até o início dos anos 90, na época das "bandas de garagem". Quem não teve uma banda e ensaiou na garagem, onde o pai guardava o carro? Bom, quem não teve "tinha" vontade de ter. Mas a história não tem nada a ver com garagem, pelo menos neste post e sim, com as fotos que a gente tirava, dos músicos mesmo. Sempre na hora da pose, que era cuidadosamente encenada, o cara da guitarra ou do violão devia "desenhar" no braço do instrumento um acorde dissonante. Uma "aranha" para os menos estudados. Essa imagem indicava técnica e conhecimento para quem via a foto. Mesmo que o músico exibido não soubesse muita coisa(risos). Não eram aceitas fotos com acordes primários, os acordes mais simples. Acredito que essa moda veio lá da bossa nova, onde os acordes eram mais complexos.
Imagina, acreditar numa foto? É cada uma, né? Hoje em dia pelo menos tem o Photoshop que faz a gente acreditar mesmo...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vivendo, amando e aprendendo

Era uma vez um sujeito que prezava demais a validade das coisas. Como nos produtos, tudo em sua vida tinha prazo de validade. Seus relacionamentos, seu cotidiano, suas palavras... era monossilábico por natureza. Tudo um dia iria acabar.
Não se sabe ao certo sob que circunstâncias ele nasceu mas, casou só uma vez achando que o "sim" era uma contagem. Sua esposa contava os dias para que ele finalmente esquecesse tudo aquilo e de nada adiantou. A separação foi inevitável.
Quando ia ao supermercado observava com afinco a validade do que comprava. E um dia antes do prazo do tal produto vencer, ele jogava fora.
Na adolescência namorou algumas vezes embora acreditasse que o amor era vago. Começo, meio e fim. Novela, filme, tudo igual. Mocinho, bandido, megera e final feliz. A vida era um inseto, pronto pra ser esmagado a qualquer instante.
Notava sua familia, seus vizinhos... todos vivendo da melhor forma que podiam. Pensava: 'tolos, não sabem que a vida vai acabar'!
Nunca cantava ou dançava, afinal a música tinha fim. Uma vez disse um amigo: ora, é só tocar a música de novo! E ele respondeu: e você vai toca-la até quando?! (longo silêncio)
Com muito custo conseguiu se formar na faculdade, mesmo sem muitos amigos e o descrédito dos professores.
Uma das únicas coisas que ele cuidava para que não acabasse era o dinheiro. Poupava, e como. Tinha juntado bastante. O suficiente. Trabalhava e isso não importava. O fim do dia sempre chegava e a noite também.
A vida, o tempo, as coisas... eram de porcelana. Mais cedo ou mais tarde. Não importa. O final vencia.
Já tinha passado da metade da expectativa de vida nacional quando descobriu que tinha câncer. Lhe restavam alguns anos. Mas por que se preocupar agora. O "the end" chegaria mais cedo. Tinha passado a vida se preparando e esperando, esperando. Já estava cansado.
Fez o testamento. Deixava tudo para a familia. Tudo o que passou a vida juntando.
Uma noite não conseguiu pegar no sono e pensou que havia feito tudo errado. Não importava que as coisas tivessem fim, ele deveria ter aproveitado o que a vida ofereceu.
Resolveu mudar radicalmente. Agora tinha certeza de que a vida ia esfarelar.
Começou a viver... bebia, cantava, dançava, escutava música no talo. Passou a comer coisas que nunca havia comido. Viajou pra lugares que nunca sequer imaginava que existiam. Saltou de bungee jumping, paraquedas, aprendeu a pilotar, tocar violão, piano, guitarra, cítara... Se ocupava a maior parte do tempo possível enquanto fazia as sessões de radioterapia.
Dois anos se passaram e seu câncer havia regredido. Os médicos não sabiam explicar por que. E ele seguiu aproveitando até os dias de hoje.
As coisas continuavam com seus prazos de validade mas ele aprendeu o valor da vida vivendo, amando e aprendendo.


Esta é uma história de ficção mas poderia ser verdade!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Tudo pro ano que vem


Eu sempre acreditei
Que pudesse ser feliz
Mesmo que a vida
Passasse diante do meu nariz.

Eu sempre imaginei
Que pudesse encontrar alguém
Mesmo que na multidão
Eu não enxergasse ninguém...

O amor que eu tenho
Pelo meu amor
Que eu ainda não tenho.

Eu sempre deixei
Tudo pro ano que vem
Agora quero o mundo
E tudo bem.

Letra encontrada nos meus rabiscos de 2005. Acabou de ganhar música.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Toca Raul 2

Minha participação na segunda edição do show Toca Raul! MDC da minha vida! Valeu Janu Uberti, Renato Mirailh e Canal 1!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Aham

Me digam em que lugar do dicionário está a palavra "aham"? Ok, ela apareceu no dicionário informal de uns tempos pra cá!
Do lugar onde venho isso aí mais poderia ser um espirro(risos). A primeira vez que ouvi essa palavra não foi uma emoção mas, um susto. Acredito que tenha sido pelo ano de 1996, mais precisamente. Hoje é comum entre os jovens e, pasmem, também entre os mais velhos(risos).
Com meu filho de 3 anos não foi diferente: filho, tu quer suco? "Aham"!(rsrsrs) É uma epidemia de "ahans". Vou confessar uma coisa: nunca falei aham! Ou é sim ou é não! Não sou acostumado mas quem sabe um dia eu me renda já que a palavrinha faz tanto sucesso! O Humberto Gessinger falou numa entrevista que nunca tinha feito uma canção com a palavra "baby". Mais tarde fez a conveniente Vida Real! Eu nunca falei 'aham', oras!
Já pensou num casamento: Ricardo Paulo, aceita Carla Renata como sua legítima esposa? Aham! E a palavra reverbera pelos quatro cantos da igreja lotada! O pai da noiva fuzila o futuro genro com os olhos imaginando que aquilo tinha sido um arroto(risos).
É, meu amigo, são essas pequenas coisas que fazem a vida valer a pena!
Aham...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do amigo

Como se mede a intensidade de uma amizade? Amizade é compartilhar as coisas? Ter o mesmo pensamento? Gostar das mesmas coisas? Sim, é tudo isso e mais um monte!
Tenho amigos que passa o tempo e a amizade continua, inabalável. Tenho amigos que, infelizmente, o destino nos colocou a prova, e apesar dos obstáculos, continuamos juntos. Ganham se amigos e perdem se amigos. Todo dia. Toda hora. Tenho todo tipo de amigos: músicos, artistas de profissão e fora dela, escritores, poetas, médicos, engenheiros, advogados, pintores, pedreiros, motoboys... amigos do dia-a-dia. Do papo na esquina, no elevador, no corredor, no consultório. Agora tem aqueles amigos que você conhece há anos, que vem da infância, de um túnel do tempo imaginário.
Tenho um amigo de longa data e quase não nos falamos faz tempo. Tive o prazer de conviver um período significativo pra mim e depois bastante turbulento pra ele. Mas estávamos lá e sempre que podia a gente se ajudava. Esse amigo tinha uma tese especial empregada na amizade, nas amizades sinceras. Amigos que valessem a pena eram "medidos"assim, pela tese que vou falar, quanto aos outros, parceiros de festa, não entravam nessa "lista".
As amizades continuavam com o tempo e cada vez que alguém aprontasse alguma, esse descuido era medido, sim, medido e o tal "amigo" caia um pouco em seu conceito, dependendo da gravidade do fato. Se o mesmo amigo fizesse uma coisa positiva subia de novo(risos). E assim ele ia filtrando seus verdadeiros amigos. Restaram poucos, eu sei, mas se evitou um monte de aborrecimento e desentendimentos.
Amigo, se estiver lendo isso saiba que sou teu fã a aprendi muito contigo.
Feliz dia do amigo!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Batatas no forno


Ingredientes:


- 4 batatas inglesas grandes
- Requeijão Cheddar
- Maionese
- Frango desfiado
- Salsinha
- Pepinos em conserva
- Azeite de oliva


Preparo:


- Lave bem as batatas e após secar enrole-as com papel alumínio; coloque-as numa assadeira e no forno à 250º por uma hora e 10 minutos, mais ou menos( foi o tempo que eu deixei). Com um garfo de churrasco finque as batatas de vez em quando para ver se estão macias.


Prepare o molho:


Numa tigela misture 3 colheres sopa de requeijão cheddar e duas colheres sopa de maionese. Misture até engrossar. Acrescente o frango desfiado(eu compro o frango desfiado de caixinha) e continue mexendo. Salpique um pouco de tempero verde e alguns fios de azeite de oliva. Pegue um pepino em conserva e corte bem picadinho como se cortasse alho. Ponha na tigela e misture. Está pronto.


... Uma hora e 10 minutos depois, retire a batata do forno e com paciência o papel alumínio(CUIDADO pra não se queimar). 


Leve a batata no prato e corte-a em cruz, como na foto. Despeje o molho em cima. Depois me conte o que aconteceu.


Porção para duas pessoas.


Voltaremos!

domingo, 17 de julho de 2011

Devaneios

Escrever, escrever, escrever... por que? Porque me apraz. Liberta as amarras da imaginação. Talvez não tenha sentido algum. Talvez você entenda de uma forma diferente. Talvez te atinja o coração, a mente, o sangue, os músculos... quem sabe o ouvido. Tomara que seja o ouvido e o coração!
Por que fazemos música? Pra mostrar? Pra guardar? Prum dia importante? Quero que alguém veja, escute e diga: você conseguiu traduzir o que eu queria dizer, de uma forma tão simples. Ter alguma coisa pra dizer não é nada se não tiver alguém pra escutar. E "talvez" exista por aí milhares de pessoas que possam se identificar com isso, com aquilo que você quer falar.
Por que cantamos músicas dos outros? Boa pergunta! No inicio eu queria aprender, não importa que músicas fossem. Mais tarde fui me aproximando de um lugar que me levaram e, quem sabe, queria ficar. Bem depois, visitei outros lugares e descobri que não era ali. A visitação continuava, sem sucesso, sem pressa e despretensiosa. Percorri diversos caminhos até chegar na praia. Onda após onda minha estrada estava marcada. Pegadas na areia, rastros deixados de uma vida que termina em... música!
Quando uma canção termina outra acaba de começar...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

"Obrigado, papai do céu"

Toda vez que procuro uma vaga no estacionamento do shopping, minha filha, Bia, de 4 anos, agradece dizendo "obrigado, papai do céu, por guardar um lugarzinho pra nós"!
Dia desses estava em Alegrete onde ia tocar num Pub local e, ao chegarmos na cidade(minha filha não estava) circulando a praça(o Pub fica em frente a praça principal) notamos que não havia mesmo vagas disponíveis naquela área. Consegui estacionar o carro só três quarteirões adiante. Fomos passar som, jantar e rumamos pro hotel, naquele velho ritual conhecido de uma banda.
Bom, cochilo pra cá, cochilo pra lá, banho, produção de moda(risos) e voltamos pro pub. Lá estávamos nós circulando outra vez a praça que continuava cheia de carros. No que fiz a volta comentei com o pessoal da banda essa "historinha" da Bia. Eles riram e qual não foi a surpresa geral quando avistamos uma vaga bem em frente onde iamos tocar? Ei, funciona! Todo mundo falou(risos).

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sons

Existem sons que fascinam a gente. Sons da natureza. E outros que nós mesmos produzimos.
Deitado vendo um filme noite dessas ouvi o som de uma bebida sendo servida num copo e percebi o quanto esse som é prazeroso, relaxante... talvez me faça querer tomar vinho, ou água. O som da água é uma coisa interessante. O barulho que ela faz quando entornada a um copo, se chocando com o gelo. Numa cachoeira. O som do mar. O som do mar na concha. Sons que acalmam ou que dizem 'amanhã um novo dia virá'.
E depois do som da água não poderia deixar de falar do elemento que briga diretamente com ela: o fogo! O som do fogo ao digladiar com a lenha é algo fora do comum. Um som único.
Existem sons tão singulares que me fazem abster das notas musicais. Agora se você bater num copo irei instantaneamente pensar nisso(risos).
Você já ouviu um som e foi transportado pra longe?
Pois é...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dia mundial do rock

Acho que todos tem histórias particulares ou não sobre como o rock entrou em suas vidas. E depois que ele entra, meu amigo, não sai mais. É vício! O rock é embalado pelo destino. Você está lá ouvindo Fábio Jr. e um disco de rock cai em suas mãos, como se caísse do céu ou algo assim. Olha, nada contra Fábio Jr., o foco aqui é o rock(risos).
Conheço um monte de gente que faz música que gostaria de fazer rock. O rock é limitado e amplo, um verdadeiro paradoxo onde bastam 3 acordes para definir tudo e se você ainda não estiver satisfeito pode acrescentar um quarto.
A história do rock é genial, grandes bandas, grandes artistas e gênios, que criaram tendências, experimentalismos, moda sonora e visual, atitudes marrentas e politizadas. O rock levantou a
bandeira do paz e amor, participou da revolução sexual. O rock passou por tudo isso. O rock enfrentou tsunamis, furacões e terremotos, Restarts e outros gêneros. Emprestou seu talento ao pop. Levou seu peso ao jazz fusion. O rock passou pela bossa nova, MPB, viajou o mundo e tocou naquele radinho AM lá no sovaco da cobra.
Não há lugar onde possa se esconder. O rock te acha.
Como diriam os Mutantes: "posso perder minha mulher, minha mãe... desde que eu tenha o meu Rock and roll"!
Hasta.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Telhados de Paris



Participação especial no show beneficente Janu & Convidados no Theatro 13 de maio. Valeu Janu!

Filme

Sou um cinéfilo inveterado. Tem fases em que vejo mais filmes do que escuto música. E olha que na minha condição isso soa bastante estranho. Aprendi a gostar de filmes e decorar o nome dos atores com minha mãe. Quando determinado ator entrava em cena ela falava: Robert de Niro!
Lembro que gostávamos muito de filmes de terror. Depois que nasceram meus filhos passei a evitar esses tipos de filmes. O mais próximo que chego disso é ver um suspense.
Perdi a conta de quantas vezes assisti alguns filmes. Filmes como "Fuga de Alcatraz", "Um sonho de liberdade", a trilogia Indiana Jones, "Perfume de mulher", "A força do destino" - pra citar alguns - assisti mais de vinte vezes(risos). Ah, e curto muito os filmes nacionais também.
Depois de um show pode ser um momento perfeito para um filme.
Ah, sem pipoca. Chocolate, talvez...

sábado, 9 de julho de 2011

De camarote

É engraçado, sempre que alguém termina um relacionamento aparece uma legião de "descontentes", com esse tipo de frase: "eu não gostava dele(a) mesmo", "não combinava contigo", "ah, eu achava que vocês não tinham nada a ver"... inclusive gente da própria família. Por que essas pessoas nunca se manifestaram antes, né? Já nasceram com estômago tolerável!
Aí, então depois que ouvem a versão de uma das partes meu Deus do céu, passam a odiar a(o) outra(o). Como se a história bem contada fosse o suprassumo da verdade, absoluta! Uma turma aparelhada com um arsenal de julgamento. Deviam trabalhar num juri.
Gostaria de perguntar a cada uma delas aonde fica o amor no meio disso tudo? Porque a paixão, o desejo, a vontade de permanecer juntos só existia para essas duas pessoas. A galera da arquibancada assistia o filme na versão implícita.
Logo que essas duas pessoas terminam o relacionamento fica um carente pra cá e um carente pra lá. E do lado de fora uma fila de "o próximo" querendo pegar o lugar do anterior. Não se pode nem respirar. Perder tempo pra quê? Viver como antigamente já era. 
Faça uma enquete na sua vida, a torcida dos que são contra é imensa, maior que a do Corinthians! Já a dos que são a favor se conta nos dedos. Talvez a sua mãe ou o seu pai. Quem sabe a sua avó, que ainda acredita que no tempo dela "tudo" era diferente.
Fico pensando comigo mesmo, como é fácil julgar os outros, né?