sábado, 25 de novembro de 2017

O lugar

Olá amigos, como vão vocês? Parece que passou um ano, né? Bom, vamos aos trabalhos...

É bem verdade que, há tempos queria escrever sobre o significado de lugar. Sim, isso mesmo, o lugar é algo realmente importante para determinar um sentimento, uma razão de ser, de pertencer ou até de um estado de felicidade. Algo raro por aí, já que a vida vai se estabelecendo no trilho digital.

Sempre curti escrever nos cafés. Sentar ali e observar a vida, o sair e chegar das pessoas. Fazendo isso, de alguma forma, me permitia aumentar e dimensionar minha percepção em relação à vida e às coisas. Os rituais e a maneira simples de viver.

Pela primeira vez escrevo quase que rodeado pela natureza. E como se não bastasse, a voz e o violão de Nick Drake (Pink Moon, 1972) contribuindo para a trilha sonora. Ah, e a companhia líquida obrigatória de um mate e mil ideias na cabeça. E vou anotando antes que fujam. E... Ao me deparar com essa moldura campestre à minha frente (em nítido contraste com as luzes urbanas) despeço-me da melancolia, sentindo a imensa força da luz me abraçando. E sigo tocando meu violão imaginário, escutando a melodia interna, meus pensamentos organizados e pulsantes. É o final da tarde e quase o começo da noite. E essa é a melhor hora do dia. Onde o bem e o mal se encontram e, surge a oportunidade de escolher de que lado você está. Eu sei o lado, pois as luzes são amarelas.



sábado, 8 de julho de 2017

Videoclipe

Hello people! 

Está aí o primeiro videoclipe da música Simples canção de amor. O audiovisual foi concebido no Centro Universitário Franciscano e contou com a ajuda de muitaaa gente. Além de mim, os colegas Lucas Campara e Rodrigo Rodrigues, são os responsáveis de materializar este sonho, que agora vira realidade. A música já existia há alguns anos, e foi redescoberta graças a minha curiosidade exploratória de remexer fragmentos antigos. Dá-leeee!

Bom, vamos a ele:



quinta-feira, 6 de julho de 2017

Fazendo música, jogando bola

Não consigo compor em meio ao caos. Preciso de silêncio, sobretudo. Não que minha alma devesse, internamente, estar em paz. Acho que, quando estou emocionalmente desorganizado, consigo produzir canções mais certeiras, de âmbito confessional. Pareceu um pouco paradoxal, né? Mas o que quis dizer... Que prefiro me isolar, deixar as palavras virem até mim. Algo que, não combina com vizinhos exageradamente barulhentos. Fazer música, pra mim, é autoflagelo, mas é diversão, mas é o que dá pra fazer. Como dizia Mário Quintana: uma forma tranquila de desespero.

Ultimamente, criar música de trinta segundos é mais suado do que correr uma maratona. E mais difícil do que compor uma que tenha três minutos. Sintetizar tudo em pouquíssimo tempo é pura ralação.

Fazer jingle é dizer tudo com poucas palavras!



terça-feira, 30 de maio de 2017

Melancolia

Há três coisas capazes de me provocar um estado de melancolia: a chuva, o mar, e a música - estando eu na condição de ouvinte - neste caso. Poderia acrescentar aqui o nascer e o pôr do sol, mas tais imagens têm o poder quase imediato de transmutar este desalento, fazendo brotar outra vibração, que é a da esperança; o dia que já termina para dar lugar a noite, que trará um novo amanhã.

A chuva... Causa um certo desconforto, pelo simples fato de saber que irei me molhar ao sair para cumprir as tarefas do cotidiano, e por trazer uma melancolia travestida de saudade. Lembro que, desde criança tinha tal sensação. Era (é) uma saudade de pessoas que, por motivo de força maior, não podem estar comigo, mas apenas naquele pensamento.

O mar... Me passa uma sensação indescritível, como uma catarse. Uma vontade incorruptível de liberdade espiritual, de calmaria. Uma força capaz de me transportar e gerar reflexão sobre o futuro da humanidade.

A música... Tem o poder de carregar meus pensamentos, me conceder a revisitação de lugares e sensações com as quais já experimentei.

Alguém disse que, melancolia é saudade do que não vivi. 





quarta-feira, 24 de maio de 2017

A música interior

Toda canção deveria dizer alguma coisa, vocês não acham? Ser lúdica, polêmica ou autoritária, você decide! Quem sabe o que o compositor quis dizer com aquela palavra, frase? O famoso educador Paulo Freire escreveu uma vez que, "as palavras são grávidas de sentido". Isso bastaria para permitir-se à diferentes interpretações. Que mensagem eu devo passar? Que sentido ela terá pra você? Muita pretensão achar que minha música poderia mudar o mundo? A música dos Beatles mudou o mundo pra você? E a do Elvis, mudou alguma coisa? Sim, não, talvez. Estado de espírito. Felicidade. Tristeza. Dor. Angústia. Amor.

Toda canção deveria dizer alguma coisa. E eu acredito que a música tem esse poder. Acredito mesmo! E essa música está dentro de você. Escute-a!

See you!


terça-feira, 23 de maio de 2017

Pensando alto

Será que estou ficando surdo de tanto falar? Agora, no restaurante: um cara, da mesa ao lado, conversa tão alto com seu interlocutor que não consigo ouvir meus pensamentos (risos). O pior é detectar que o assunto não me despertara interesse. Tá bem, se estou escrevendo aqui é porque continuo com o ouvido antenado. Mas que parece papo de elevador, parece. Sabe aqueles assuntos climáticos? Pois é, esses aí. Será que todo papo deveria ter conteúdo ou imaginamos ser mais espertos por causa do Google? Quem duvida da dúvida? Alguém disse que a única certeza é a incerteza. Pelo jeito, essa discussão vai longe. Até o garçom trazer a conta, por favor. Peço o cafezinho e o diálogo prossegue, em alto e bom som. Não me surpreendo e nem me dou por vencido. Consulto o relógio: hora de partir. Deixo meus pensamentos para outra hora, afinal, eles também soariam tão alto que seria melhor tapar os ouvidos.

See you!





segunda-feira, 22 de maio de 2017

Searching for Sugar Man

O que diria Sixto Rodriguez ao saber que, sua música, após tanto tempo, ainda ecoa por aí? No modesto aparelho de rádio do meu carro, por exemplo.
Recentemente - por intermédio de um colega de apartamento - assisti ao documentário Searching for Sugar Man, que continha uma narrativa bastante peculiar e irresistivelmente envolvente, quase como uma película de suspense, no melhor estilo Hitchcock. Não irei contar o real desfecho do documentário, pois, seu final é intensamente surpreendente. O que posso revelar: assistam, porque vai mudar suas vidas! A minha já mudou.

*Oscar de melhor documentário na Academia em 2012.

Alguém disse que certas músicas são atemporais. Algumas são fadadas ao sucesso, mesmo que no início, pouca gente pareça se importar com elas.

Long life, Rodriguez.




quinta-feira, 4 de maio de 2017

Até na China

Tinha um conhecido, o Clayton. Chegamos a trabalhar juntos (ele na captação de imagens do DVD do tradicional bar, Ponto de Cinema) e eu, no palco, tocando. Então... A vida continuava e seguido nos encontrávamos lá pelo Ponto, e trocávamos alguma meia dúzia de palavras. Mais tarde, fiquei sabendo que ele estava na China, que tinha ido fazer sei lá o quê, lá. O tempo foi passando e seguíamos nos esbarrando por aí. O detalhe é que, quem me conhece sabe que uso um topete no cabelo; daí vem o verdadeiro motivo deste post: quando o Clayton estava na China (essa informação me foi revelada na volta), andando entre a multidão, acabou notando que o referido topete também era moda entre os chineses, principalmente os mais jovens, (risos) e ficou bastante intrigado. Na ocasião, disse para quem estava ao seu lado: - O Marcelo ia se dar bem por aqui! (risos).

Infelizmente, o Clayton não está mais entre nós. Talvez esteja captando imagens em algum lugar celestial, recebendo toda a luz que merece!
Essa história aconteceu há alguns anos e achei que valia a pena contar. Vale.

Fica em paz, Clayton.




quarta-feira, 3 de maio de 2017

Again

Eu de novo. Talvez minha volta por aqui seja passageira, talvez não. Mas me libertar das amarras pela busca incessante das palavras é um indício razoável de sobrevivência. Saber escrever é que são elas. Estou longe disso; prefiro arriscar alguns palpites sobre como as coisas são do que de fato elas são. Metáforas, valei-me. A parte chata é que sempre acabo me esquecendo do verdadeiro motivo de voltar ao blog. Geralmente acabo me lembrando de um tema pertinente quando estou a caminhar pela rua ou quando estou no banho. Estes pensamentos evaporam-se depressa demais, comprometendo o que poderia se tornar um diálogo pessoal ou de cunho favorável. A sorte é de quem lê ou de quem escreveu?

See you!

terça-feira, 2 de maio de 2017

#returning

Acordei com uma vontade estranha de escrever. Quer dizer, sempre curti fazer isso, mas tomo certas precauções quanto as palavras. Talvez o mais difícil seja, para mim, escrever de forma atrativa, tutelando minha criatividade num viés mais romântico ou prazeroso de ser. Digamos que, a cada dia, me sinta com mais necessidade de expressar tais sentimentos, de efundir sensações cerceadas por eufemismos subliminares de uma vida observada de longe. Alguém disse que de perto ninguém é normal. 

Eu deveria estar almoçando mas, hoje não tive aquela correria cotidiana de fazer tudo como máquina. Meu pensamento é assim, não se controla perante convenções coerentes.

See you!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Sonho

Voltei a sonhar...

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Simples canção de amor



Hello my friends, happy new year! Ops, desculpem minha empolgação... É que gostaria de compartilhar com vocês uma singela canção de minha modesta autoria. Abaixo revelo algumas curiosidades sobre a letra.

Essa música foi composta há mais ou menos uns quinze anos e letra e música vieram praticamente juntas. Tipo psicografia. O tema recorrente é a lembrança. Meio autobiográfica meio ficção, a letra (música) assume a função de se perpetuar já que a relação citada ali se desintegrou.

Da letra original só mudei alguns versos, como: "fiquei com o disco do Roberto, tava na estante e eu achei que era meu", pra deixar uma impressão mais humana, menos fake. E o Roberto a quem me refiro, é claro, é o rei Roberto Carlos. Quase fundi o cérebro pensando numa rima que encaixasse na métrica da frase e já que o "Roberto" fez parte da minha escola musical deixei ficar.

A gravação do vídeo foi realizada entre o natal e o réveillon na casa de minha mãe, em Uruguaiana. Usamos um tripé de apoio para um Nokia Lumia 930. Achei o áudio bem satisfatório.

Não posso deixar de agradecer a pessoa que está sempre comigo e faz parte das minhas letras e músicas. Obrigado Luh, pelo dedinho que apertou o REC.

Salve!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Reta final

Tava pensando aqui que já estamos praticamente no final do ano. 2016 passou voando. Muitas coisas aconteceram e se aproxima o dia em que temos que repensar resoluções, projetos, promessas e simpatias para a entrada do novo ano. Todo ano, nessa época, é assim; deixamos pra depois o agora, o presente, a sensação de fazer algo novo ou ousado. Ou até mesmo aprender alguma coisa diferente.

Mas na verdade não existe reta final. Não tem pódio de chegada ou beijo de namorada, como dizia Cazuza. Tudo recomeça, floresce, renasce. Talvez o grande lance seja esse. A renovação que todos buscamos no início de cada ano. É isso que nos faz querer seguir adiante, dar o próximo passo, mesmo sem acertar. O amor que temos pela nossa família, nossos filhos, e todas as pessoas que amamos é o verdadeiro sentido dessa renovação.

Tem um ditado simples que diz: "a vida é como andar de bicicleta, você só cai quando para de pedalar".

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Kant

Tô aqui concentrado numa noite de quinta feira pensando: "nessas alturas tem muita gente se divertindo, bebendo, cantando... E eu aqui, estudando Kant. Será que não poderia trocar de lugar com essas pessoas? Nah, to no final do semestre então é absolutamente compreensível me encontrar nessa situação. Meu trabalho já é uma diversão e ainda me permite "relaxar". Será? Antes eu achava, mas só achava, que esse lance de cantar e tocar à noite era válvula de escape. Hoje tenho total certeza de que estava errado. Precisava de algo mais forte, menos metódico. Disciplina? Se se for à dois. O casamento é a melhor instituição para se ter disciplina, quando duas pessoas querem. Mas aí já é outra história.

Vou voltar pro Kant e o trabalho de filosofia. O fim está próximo. Não o mundo... O trabalho.

Foi legal voltar aqui.

Abraços!

domingo, 9 de outubro de 2016

Relação digital

Qual a relação que temos com a nossa tecnologia? Total, né? E imagina viver sem ela. Há trinta anos ela nem existia, ou melhor, não essa tecnologia que dispomos agora. Portabilidade, por exemplo, era, no máximo recorrer a um Walkman, escolher uma fita K7 e sair por aí ouvindo um som.
Diferente da geração que nasceu conectada, eu tive contato com outro tipo de tecnologia. Sou um ser chamado de imigrante digital. Aquele cara que teve que se ajustar ao modos vivendi atual. As coisas, para mim, não aconteciam num passe de mágica de um botão. O caminho era complicadamente árduo. Aprender uma canção demandava horas e horas de tempo e, paciência, um componente que os jovens de hoje não estão acostumados. Percebo isso através da minha filha, de nove anos. Ela gostaria que a vida fosse como a internet mais veloz, em que pressionamos o "enter" e tudo passa a acontecer (risos).
Mas fora isso, a tecnologia veio - e continua vindo - para aproximar quem está longe. Detectar a distância e acelerar a relação on/off line. Tudo parece ficar perto, próximo de um abraço.
Bom, mas voltando ao caso de ficar horas e horas pra aprender uma música... Não existia o Cifraclub muito menos o Google. O que realmente rolava: eu deixava uma fita K7 dentro do gravador esperando a música que queria aprender tocar na programação da rádio. Às vezes demorava horas, outras vezes gravava a música pela metade pois o locutor emendava uma na outra e eu deveria estar no banheiro (risos). 
Também tive uma coleção daqueles livrinhos de música que vendiam em bancas de revistas. Uma caixa cheia. O único problema é que algumas músicas vinham com as cifras erradas, o que acabava por comprometer meu repertório.
Uma vez gravada a música, eu a repetia inúmeras vezes até conseguir "tirar" de ouvido as notas que estavam sendo executadas. Não era uma tarefa muito fácil. Tinha que voltar a fita e tocá-la quantas vezes fosse necessário.
É, hoje é moleza, né?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O instante mágico

Tenho uma profunda curiosidade em saber como casais se conheceram. Assim que me sinto à vontade pra perguntar, pergunto pra um dos dois como começou a história. Claro que cada um tem sua versão, seu ponto de vista, seu repertório de detalhes. Até hoje não sei por que acumulo tanto interesse nesse viés romântico. Começou quando indaguei a minha mãe sobre o dia em que conheceu meu pai.

Ah, prefiro perguntar para casais que já possuem um tempo juntos. Coisa de seis anos ou mais. Os recém casados estão fora da minha lista (risos).
Quase toda vez que minha pergunta ganha resposta parece que faz com que os laços do casal se renovem, porque aquele momento mágico, que estava escrito nas estrelas, vem à tona novamente, invadir o ar de uma forma tão misteriosa e plena, que acaba confirmando a verdadeira razão de estarem juntos. Passam a recordar tudo o que viveram até ali, as dificuldades que passaram e, é claro, os momentos felizes.

Essa "simples" história de suas vidas acorda o que parecia estar adormecido.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Hoje



Está começando agora as gravações do meu primeiro trabalho autoral!
Inicialmente, seriam quatro músicas mas acabou entrando uma a mais, aos 46 do segundo tempo. Essas músicas serão executadas no formato "banda" para dar um caráter mais homogêneo, com exceção de uma, que será apresentada no formato acústico: violões e mais alguns elementos.
O EP se chamará "Hoje" e vem retratar o meu estado de espírito atual e a empolgação que sinto em relação ao projeto.
Embora a maioria das letras falem do passado, "Hoje" significa o presente e é isso que eu quero passar: o aqui/agora.
O produtor do disco se chama Erick Corrêa Castro, e é um baita brother. Ele é músico e publicitário, algo que se encaixou como Lego. Após alguns encontros, montamos as estruturas das músicas (nota-se que foram mexidas e rearranjadas de sua versão original) e buscamos um teor MPB/Pop com cara de Marcelo.

Descobri que é inútil fugir das raízes. A fonte em que eu bebi está lá, intacta. E pode até ser percebida por um ouvido mais atento. Vou te dizer, não é fácil ser a gente mesmo. É mais fácil inventar alguém, de preferência alguém fadado ao sucesso. Dá-leee!

Vou mantendo vocês informados.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Chef por um dia

Amanhã, dia 05 de setembro, serei Chef por um dia no The Park. Não, não vou ter a cozinha toda para mim e sim um espaço, cedido pelo Chef Rodrigo Camargo e pela nutricionista Mariana Borges, onde vou apresentar um prato, digamos, bem brasileiro: picadinho do Massário e como acompanhamento, uma farofa de banana pra lá de especial.
Estou muito feliz com o convite e que essa alegria se multiplique cada vez mais.
Apareçam!


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Nada será como antes

Lendo a biografia de Elis Regina, com o título de mesmo nome, me vi inclinado a rebuscar, entre tantas canções de seu importante e imenso baú, esta maravilhosa obra de autoria de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos.

Logo, uma pequena e singela "provinha" do show Janu e Convidados. Dá-lhe!

Captação do vídeo by Luise Pedó





quarta-feira, 8 de julho de 2015

Camarim

Acho que posso contar nos dedos as vezes em que tive um camarim à disposição. Nem existiam. Só em shows de nível bastante superior. Camarim era um estado de espírito. Acho que já estive tempo suficiente nesses camarins; em que pensamentos de dissuasão em relação à música me corroíam por dentro; discussões familiares ou falta de grana - ou qualquer que fossem os problemas da época - permeavam minha cabeça no curto espaço de tempo entre minha casa e o palco mais próximo.

O artista (neste caso, eu), acabara por ficar num processo de melancolia - um rápido eufemismo para nervosismo - antes de subir ao palco. E o que deveria ser o camarim, muitas vezes é o seu (meu) pensamento, as circunstâncias que o levaram até ali. No palco, posso ser o protagonista, aquele que comanda o espetáculo.

Camarins da vida: uns bons outros nem tanto. O bom disso tudo é que posso imaginar o que eu quiser, e nunca, em hipótes alguma, devo deixar de sonhar.



quinta-feira, 18 de junho de 2015

Silêncio

Um conhecido, meio chegado, me perguntou o seguinte: tu como músico, escuta bastante música - o que tu anda ouvindo ultimamente? Respondi: o silêncio! Ele ficou surpreso com a resposta e quis saber mais. Bom, a conversa engrossou o caldo onde continha a poluição sonora, a que todos estamos expostos, como principal ingrediente, e minha justificativa trouxe a reboque um monte de questionamentos.

Tá certo que ouvimos música para relaxar. Até aí nenhuma novidade. Mas o silêncio anda cada vez mais raro. Aquele cotidiano calmo de interior não existe mais. Vivemos numa selva de pedra barulhenta: britadeiras, buzinas de automóveis, latidos de cachorros, discussão entre vizinhos, músicas de mau gosto acima de 100 decibéis, avisos sonoros das notificações do celular, e por aí vai. Um repertório recheado com os mais diferentes ruídos.

Respiro música desde que acordo. Acho que até sonho com música (risos). Mas chega um momento em que sinto necessidade de desconectar, sair do ar. Preciso ouvir o som da natureza. É isso que me faz recarregar, ficar pronto pra outra.

"Eu quero uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rock's rurais".

*Zé Rodrix/Tavito


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Vidros fechados

Cotidiano: vivemos a geração em que os vidros dos automóveis estão sempre fechados (Salvo quem não tem ar condicionado). O medo de assaltos, a poluição do ar e a poluição sonora talvez sejam as causas de seu uso. Talvez a culpa venha lá de trás, do começo, da era da informática. Onde um simples aparelho nos atraiu, nos aspirou pra dentro dele, metamorfoseando o que antes era só um infatigável cotidiano pacato. Desse período veio a herança justificada onde aproximação e afastamento são ruas de mão dupla. Saímos por aí carregando uma prótese ideológica de acercamento virtual.
Vivemos num mundo de máscaras. Máscaras para cada ocasião. Para cada ser. Cada ato. Fato! Mundos entre vários mundos. Um mundo em cada app. Virtual ou real? Você decide?

Enquanto os vidros permanecem fechados eu penso que a vida tá lá fora. E a música aqui dentro. Meus pensamentos. Apenas um final de manhã.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

À benção, Bossa Nova



Uma "palinha" do show À benção, bossa nova, que rolou na Feira do Livro de Santa Maria no dia 10 de maio de 2015.

Wave - Tom Jobim

Captação das imagens by Luise Pedó

terça-feira, 5 de maio de 2015

Objetividade, subjetividade e pretexto

Tem uma lenda que discorre sobre a diferença entre bandas americanas e inglesas. As duas marcam 3 horas de ensaio. Os americanos conversam por meia hora e tocam duas horas e meia enquanto os britânicos ensaiam meia hora e conversam o restante do tempo.

Com as bandas gaúchas não é diferente, conversam mais do que ensaiam. Até aí tudo igual, a não ser por um detalhe, os músicos gaúchos têm uma desculpa em particular: o chimarrão! É o mate que comanda a conversa e o rumo das decisões. Desde a escolha do repertório como a feitura dos arranjos. E nada como desopilar com um mate nas mãos. Talvez seja uma das maiores contribuições num ensaio. Depois da música, é claro.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Fazendo aniversário

Sabe como é, né? Recomenda-se trocar as cordas do instrumento - isto inclui violão, guitarra, baixo, violino, etc. - dependendo da frequência que você toca. São inúmeros os fatores que contribuem para esta substituição: suor nas mãos, umidade, acidente de percurso, falta de grana, desleixo, situações adversas e por aí vai.

No meio musical tem uma frase que define perfeitamente quando a corda está gasta e necessita ser trocada: fazendo aniversário (risos)! É isso mesmo: - essas cordas estão fazendo aniversário - é o comentário geral. Os músicos adoram pegar no pé dos colegas que "esquecem" de  repor as cordas, deixando o instrumento com aquele som opaco.

Já tive meus dias de cordas gastas. Hoje fico no meio termo.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Versos Novos

Versos de uma despretensiosa letra que pode futuramente virar canção:


Perdão

Hoje eu acordei
Com vontade de te pedir perdão:
Perdoe os estragos que causei,
Desculpe as vezes que eu errei.

Vamos dar as mãos e ver o pôr do sol
Abrir os braços, deixar sair o vendaval.

O perdão não é fácil, não
O perdão não é fácil, não.

Tem que ter coragem
Pra perdoar os erros
Tem que ter coragem
Pra enfrentar o medo.

O perdão não é fácil, não
O perdão não é fácil, não.

Hoje eu acordei
Me sentindo um pouco mais leve.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Geração zumbi

Sou de uma geração que conseguia ficar mais tempo com a cabeça no travesseiro. Não estou me referindo à dormir com a consciência tranquila ou não e sim de dormir mais horas seguidas. Naquele tempo, dormir até 10 horas de sono era comum, corriqueiro e acessível. Hoje preciso equilibrar alguns fatores pra consumar essa possibilidade.
No início da minha carreira, ainda que músico amador, eu tocava um tempo considerável em cima do palco. A contra partida vinha em forma de sono reparador: 10, 12 horas pra combater o cansaço.

Uma pesquisa comprova que atualmente estamos dormindo uma hora e meia a menos do que há 30 anos. Enquanto lia essa matéria o índice ia caindo vertiginosamente, ou seja, nos próximos anos estaremos condenamos a levar uma vida zumbi. Fazendo as coisas no piloto automático. Mas e já não fazemos? Somos completamente governados pelos hábitos. Pelo movimento repetitivo de uma linha de produção. Pelo simples piscar e abrir de olhos. A ordem das ordens. Metodismo puro.

Li em algum lugar que deveríamos viver com pouca coerência, mas de forma sutil, pra não virar insurgência. Trocar as coisas de ordem, mudar o horário das refeições, eleger horas absurdas para fazer uma aventura rural, botar a carroça na frente dos bois... Parece papo de louco mas, eu li. É cada absurdo que escrevem hoje em dia. Imagine se seu filho lê isto? Imagine se meu filho lê isto?

Imagino você lendo meu post e chegando até aqui. Papo de louco, né?

segunda-feira, 6 de abril de 2015

À sombra do teu amor



Uma pequena degustação do show que Alemão e eu fizemos na quinta feira, dia 02 de abril, no The Park. Assistam e curtam a música À sombra do teu amor.

Banda formada por Arnildo Pedroso, na bateria; Daniel Fortes, no baixo, e Marcelo, na guitarra.

Captação de imagens by Luise Pedó




quarta-feira, 18 de março de 2015

Quem nunca...

Quem nunca passou o sinal vermelho...
Quem nunca sofreu por amor...
Quem nunca fez xixi na piscina...
Quem nunca abandonou alguém...
Quem nunca foi abandonado...
Quem nunca matou a aula em dia de chuva...
Quem nunca mentiu a idade...
Quem nunca deixou um amor pra trás...
Quem nunca fingiu que estava tudo bem...
Quem nunca passou a noite em claro...
Quem nunca passou o dia dormindo...
Quem nunca trocou o nome de alguém...
Quem nunca esqueceu o nome de alguém...

Que atire a primeira pedra!


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Coca Cola

... E mais uma vez deixei de tomar Coca Cola. Ou qualquer coisa que tenha "cola" no nome.
Já havíamos nos confrontado, é verdade, numa outra ocasião, tendo vencido todos os rounds por 2 arrastados e longos anos. Até que caí na real e decidi viver. Imagina, tomar esse caldo açucarado e gaseificado era considerado "vida". Pra mim, naquele momento era muito mais do que isso!


Acontecem tantos episódios na vida de uma pessoa que alguns deles nos leva a total privação de viciosas preferências gastronômicas. Pois foi exatamente o que houve, acontecimentos. Todo final de ano, repenso resoluções para cumprir. Algo que seja relativamente novo no cardápio de acordos, já um pouco desbotado pelo tempo. E como todas as promessas implicam no desapego de uma coisa absurdamente prazerosa nada mais justificável do que minha vontade inusitada.



Meus ossos agradecem!


domingo, 28 de dezembro de 2014

Feliz 2015!

Amigos, desejo a todos um feliz e próspero ano novo! Que em 2015 todos os objetivos sejam realizados e que possamos sempre ter a oportunidade de aprender e evoluir!
Prometo mais postagens em 2015(se a faculdade me permitir) com histórias e curiosidades.

Muita saúde e paz, porque o resto a gente corre atrás!

Que assim seja!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ela disse que ele disse

Ela disse que ele disse
Que o pôr do sol é normal
Que tanto faz ser ridículo
Se o mundo segue igual.

Ela disse que ele disse
Que o amor não tem sal
Que a rotina transforma
Todo e qualquer casal.

Ela disse que ele disse
Ela disse, ele disse.

Ele disse que ela disse
Que o mundo dá voltas
Quando fecha uma janela
Se abrem todas as portas.

Ele disse que ela disse
Não me procure mais!
Perdoe meus dias ruins
E deixe-os para trás.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Boa noite! #sqn



Esta imagem já foi a representação da minha realidade. Hoje os moldes do entretenimento mudaram, pelo menos pra mim, em alguns aspectos. Como não toco mais em boates, só em barzinhos, ainda consigo chegar a tempo de curtir um bom filme em casa. Mas tive muitos momentos de vislumbrar o sol nascendo.

Hoje me realizo tocando cedo, terminando de tocar cedo e, após o show, ainda sobrar aquele tempinho pra degustar alguma coisa ou bater um papo com músicos e amigos.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sinatra

Há quem ouça Frank Sinatra e pense que é só um radialista cantando. Há quem passe pelo bosque e só veja lenha pra fogueira. Estas afirmações não são vagas. Tudo depende da direção do olhar. Se eu quero ver amor, posso enxerga-lo até num espinho. A loucura não se encontra somente no caos. Ela repousa durante a tempestade, por entre portas fechadas.

Uma vez me disseram, "o inferno é a gente que faz"! O inferno e o céu, tanto faz, estão aí, estão aqui, em todo lugar. Pegue suas ferramentas e construa um barco. Navegue em águas calmas. Se o barco aguentar. É provável que você implore pra que o tempo vire.
O suplício por um desafio. Alma morna nem pensar.

Há quem escreva bobagens e ache tudo muito interessante.
Há quem leia o que escrevo e também ache a mesma coisa.

*Segunda frase: Tolstoi

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Fumante + ouvinte + passivo= EMC²

Por longos duros anos fui fumante passivo. Frequentei os lugares mais esfumaçados alusivo ao meu trabalho. Não havia como fugir ou tentar driblar essa condição. Irrefutável.
Enfrentei incontáveis invernos com a respiração comprometida. No verão, ainda era possível disfarçar mas no clima frio, respirar a fumaça de cigarro trazia à reboque uma enxurrada de doenças respiratórias com todo aquele menu pertinente dos ites. E vocês precisavam ver minhas roupas como ficavam, ou melhor, senti-las.

Por longos duros anos fui ouvinte passivo. Nunca tive muita sorte para vizinhos de bom gosto musical. Nossas predileções nunca batiam. Triste sina.

Uma vez me mudei para um local que parecia ser tranquilo. E era. Tive um vizinho que ouvia músicas das décadas de 20 e de 30. Na época eu cheguei a cogitar que se tratava de um senhor. Qual foi minha surpresa ao saber que quem escutava aquelas músicas era um rapaz de 18 anos?! Pois é, ele tinha um gosto corriqueiramente estranho pra sua idade.
Mais tarde surgiram duas vizinhas que, com seus saltos, não me deixavam dormir de maneira alguma.

Ao longo desses 21 anos de música continuo sendo ouvinte passivo, cada vez mais, porque não há onde se esconder. A poluição sonora só aumenta. Para cima e avante. Está cada vez mais difícil ter um pouco de paz. 

Ser músico, às vezes, ou quase sempre, te obriga a digerir coisas que não faz o menor sentido. Pelo menos pra mim. 

Acho que preciso morar no campo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Influências

Não, não vou escrever sobre minhas influências musicais. Poderia mas, hoje não.
Vocês já prestaram atenção que, tudo o que somos foi influenciado por alguém ou alguma coisa? Pois é, construímos nossa identidade/personalidade através de outras pessoas: família, amigos, livros, discos, anúncios, propagandas, imagens, formadores de opinião, pensadores, etc.
Existem inúmeras fontes por aí, espalhadas por todo lugar. Algumas iluminam, outras iludem. Algumas iludem, outras iluminam.

Mal nascemos e já somos influenciados a ter um time. A criança nem se dá ao luxo de escolher. Os pais já têm tudo planejado: pra qual escola vai, que profissão vai seguir. Somos praticamente "forçados" a percorrer um caminho que talvez nem gostaríamos.
Depois vem as influência dos amigos. Fazemos tudo por eles, inclusive "tentar" gostar das mesmas coisas. Claro que também acontece o efeito inverso, eles acabam por gostar de coisas que gostamos.

Topamos com as coisas ao nosso redor e as filtramos, numa espécie de seleção natural, que mais se adapta com o que poderíamos chamar de "verdadeira" identidade. Somos o que comemos, escutamos, vestimos; somos parecidos com quem nos faz companhia. Somos parecidos com o tipo de música que ouvimos. Cada vez mais parecidos com as máquinas que nos empurram goela abaixo todo esse lixo negativo da mídia. Somos semelhantes com as ideias de um grupo, pertencentes a uma classe fomentada por influências paliativas.

Somos influenciados a ser o que não somos.

Devemos tomar muito cuidado com o tipo de influência que percebemos. Construir pilares sólidos através de triagens positivamente duradouras.

As consequências poderão ser perturbadoras. Só depende de nós.

Vote consciente!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Apocalipse

Por anos à fio, carreguei um fardo de água mineral no porta malas do carro. Um, não, dois. Era uma forma de me obrigar a tomar água pois, em casa, dispunha de opções mais atraentes, como o refrigerante ou a cerveja. Sem falar na preguiça monstruosa que paralisava minha qualquer vontade de dar o primeiro passo.

Tenho um amigo de infância que, de tempos em tempos, me liga pra botar os assuntos em dia. Mas o que ele não esquece é de perguntar sobre o fardo de água. Diz que estou me preparando para o apocalipse(risos).

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Carona

Constantemente fui compelido a não dar carona para pessoas estranhas. Aquela coisa de conselho de mãe, de avó.
Numa dessas viagens à trabalho, pelas cidadezinhas da região, passei próximo à
UFSM(Universidade Federal de Santa Maria), e vi um rapaz acenando. Tive um ímpeto de parar. Foi automático. Perguntei o destino e ele confirmou que ia pro mesmo lugar que eu. Pedi pra embarcar e seguimos viagem. Notei que era ligeiramente tímido e conversamos somente o básico. Também falei pouco de minha vida pessoal, inclusive preservei minha profissão. Quando falo que sou músico todo mundo me pergunta o nome da banda(risos)e tenho de explicar que não faço parte de nenhum grupo e que toco sozinho. Sozinho? Sozinho como? Voz e violão, eu respondo sempre.
Bom, a viagem seguiu seu curso e passei a perceber um rapaz incrivelmente humilde, de fala simples e um alto nível de aplicação nos estudos, dado o teor da conversa.
Enfim, chegamos ao local acertado: ele se despediu, agradeceu e me desejou uma boa festa(eu estava indo tocar numa formatura). Eu desejei-lhe boa sorte!

Quando me afastei um pouco dali fiquei com a sensação de dever cumprido. Como se eu tivesse obrigação de dar aquela carona. Vai ver o cara é uma pessoa boa!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Napoleão

Quase todo mundo sabe como Napoleão perdeu a guerra, na chamada batalha de Waterloo, nas imediações da cidade com o mesmo nome, na Bélgica. Foram 113 mil aliados(Prussianos, Austríacos, Britânicos e Holandeses) contra 72 mil franceses. Dizem que foi derrotado duas vezes por sua hesitação, o que culminou num confronto decisivo. Até aí, tudo bem, mas não vim aqui dar aula de história, basta pesquisar na www.


O que quero dizer é que, refiro-me bastante à Napoleão, quase o tempo todo, sempre quando uma coisa falta, quando vejo alguém indeciso ou numa situação de dúvida. Na vida de músico então, frequentemente surge uma menção. Já explico:



Há uma pluralidade de episódios permeando essa condição, como esquecer uma pecinha indispensável para o funcionamento de um equipamento, algo como um simples cabo de força. Sem ele o equipamento não funcionaria, não é mesmo? Pois é, mas muitas dessas "pecinhas" são esquecidas e o total esquecimento delas é, por mim, atribuído à Napoleão. "Napoleão perdeu a guerra porque esqueceu tal pecinha"(risos).



Uma vez o outro músico esqueceu de levar o pedestal(aquele objeto que segura o microfone). E tivemos que improvisar pedindo para a namorada dele ficar segurando(o microfone, não o que você ficou pensando). Daí novamente a perda da guerra de Napoleão foi reescrita: Napoleão perdeu a guerra porque o fulano esqueceu o pedestal(risos).



Uma vez fomos tocar numa cidadezinha próxima e no meio do caminho o baterista percebeu que havia esquecido o pedal do bumbo da bateria. Estávamos na metade do percurso, é verdade, mas tivemos que dar meia volta. Voltamos e chegamos a tempo de jantar antes do show. Por pouco a frase não ecoou da minha boca.



Outra vez uma namorada ficou indecisa na hora de escolher um picolé (e olha que ela já havia aberto o freezer da loja). Eu fui inventar de dizer que a indecisão fez Napoleão perder a guerra. Ela ficou furiosa comigo. Após esse evento decidi parar de regular ou questionar a indecisão das pessoas.



Dizem que essas frases não devem ser ditas, de forma alguma, na frente de vestibulandos. Vai que eles acreditam(risos).



Este post ficaria recheado de histórias mas prefiro contar só uma parte. E eu continuo a falar: Napoleão perdeu a guerra por causa disso ou por causa daquilo.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O tempo

Fazendo uma profunda autoanálise, percebi o quanto gastei meu tempo gratuitamente. Quer dizer, pra se fazer boas escolhas(ou escolhas sábias), primeiro temos que cometer escolhas erradas. Sendo assim, meu tempo não foi de todo, desperdiçado. Mas refiro-me ao tempo gasto a toa, esbaforidamente em vão. Apressado, impaciente, impulsivo. Sem um mínimo de maturidade.

Investi em coisas que achava ter retorno. Tentei construir castelos que não consegui terminar. Percorri caminhos que não levaram a nada. Adentrei ruas que não tinham saída. Me perdi.

Houve um tempo em que subestimava o tempo, acreditando que ele não fosse habilitado a correr. Que a imagem do espelho congelaria... Que nossos pais, parentes e amigos durassem pra sempre.
Houve um tempo em que não me importava com o amanhã. Completamente o ignorava. O desprezava. Dava de ombros. Acreditava não fazer sentido perder o sono preocupado com o futuro, um futuro tão distante de onde eu estava. Esse futuro chegou. Estou preparado? Pergunto-me.

Talvez me aventure a responder amanhã.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Pretérito

A cada novo ano que entra não me dou conta de que as músicas antigas que eu canto ficam ainda mais antigas, isso sem falar nos filmes que vi. Deixa ver... As músicas mais antigas do meu set devem ser dos anos 1920 e, os filmes - que assisti ou reassisto - dos anos 1960, 1970. Puxa, não quero parecer antiquado mas, muitas dessas músicas são atemporais e, os filmes, verdadeiros clássicos. Embora com o passar dos anos fiquem mais distantes. Distantes do seu nascimento, remoto do tempo em obtiveram algum sucesso ou projeção. Mas nem por isso deixaram de me impelir uma revisitação. Neste caso, ticket de idas e voltas.
Esquecei de mencionar os livros que li, e que, alguns, tornei a reler. Talvez os deixe para mais tarde, quando estiver na sala de espera de Deus.
Nota-se que "somente" músicas e filmes encabeçam o rol de minhas prioridades existenciais.
O ano mal - bem - avança e minha patrulha mental custa a detectar a sensação da velocidade do tempo entre as músicas e o cinema, deixando-as pra trás.


Happy new year!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Toca Rauuullll!!!!



Foto do especial que rolou na Praça Saldanha Marinho, em Santa Maria-RS, nesta terça, dia 3. Fiquei muito feliz com o convite do meu amigo Janu Uberti, por me "presentear" com 3 canções do maluco beleza.

Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Chegando lá

Como se chega lá? Onde fica este lugar? O "lá", tem significados diferentes para cada um de nós. Para mim, além de ser uma nota musical, é um lugar em que estive inúmeras vezes. Todas as ocasiões em que conquistei algo pelo qual julgava ser "importante"!

O "lá" é uma meta, um objetivo, um pódio, um troféu, uma vitória, uma conquista, um orgasmo ou, um simples/complexo desejo.

Cada um sabe o esforço dedicado ao seu "lá". Cada qual vislumbra o caminho para o seu destino. Que é um universo particular e único.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Palavrão

Existem pessoas que têm uma super facilidade de pronunciar um palavrão como se estivessem falando 'eu te amo'. Falam de uma maneira melodiosa, sutil, como se o palavrão em si passasse remotamente despercebido. Confesso que já tentei falar assim. Não funcionou.
Do lugar onde venho, grossuras e xucrismos são comumente associados à educação nativa. Por esse predicado, o palavrão deveria sair de forma natural. Deveria. Mas não é como acontece(risos).
Aqui no sul temos um jeito peculiar de falar: ditados, interjeições; vocabulário característico. 

Quanto a interjeição do palavrão, escutei poucas pessoas falarem de modo tão suave. Talvez seja mais fácil dizer eu te amo num estilo mais agressivo.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Marceleza

Putz, retornei àquela fase em que só a lei da gravidade não basta pra segurar minhas calças(risos). Isso acontece quando... O trabalho é exaustivo durante a semana ou, existem preocupações pendentes, que acabam por me tirar o sono.
É o sonho de toda mulher emagrecer com facilidade, como eu.
E parece que vai surgir com mais frequência, já que cortei o açúcar do cardápio devido a taxa beirar a fronteira do diabetes. Dá pra mencionar a companhia da Coca zero agora.
Muita ou pouca gente tá lendo isso e pensando: por que esse cara não usa um cinto? Pois bem, cinto, pra mim, é igual guarda-chuva: são duas invenções profícuas mas não foram feitas pra mim. Sinto!
Como é desconcertante ser chamado de magrão. O que era bullying é tão usual quanto os mano e as mina.
Ainda bem que a falta de robustez não prejudica a prática de artes marciais, de que gosto muito. E sem querer fazer analogia mas, Bruce Lee era macérrimo.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O guardador de carros

Essa função se tornou moda nos últimos tempos. Há 3 hipóteses para o seu surgimento: a crise no início dos anos 90, o ócio mesmo, e a desculpa para bebuns tomar a sua/nossa cachaça de cada dia. Nesse caso, a deles.

Não há um lugar onde eu vá que não tenha um guardador de carros. Tomaram conta das ruas, até mais do que os carros(será?). A estimativa é que exista 1 guardador para cada 20 carros. Em breve terá um guardador para cada 10, 5 e caindo. Em alguns lugares tem 2, 3 guardadores. Chega a ser uma disputa para "cuidar" melhor do seu veículo.

Mas vim aqui discorrer sobre a "tática" dos guardadores: uns chegam a ser bem ousados na sua intervenção, enquanto outros optam pela "boa" educação.

Confesso que não curtia ser repreendido por um guardador anunciando a "segurança" do meu carro. Mas fui cedendo à medida em que eles foram ficando mais astutos no quesito marketing pessoal. Paralelamente, ainda sobrevivem os mal educados, desbocados e queixosos mas, não são estes que chamam minha atenção.

De uns meses pra cá, passei a notar com outros olhos tais abordagens: uma noite dessas, estava quase chegando à porta do carro. Já tinha avistado o guardador se aproximando. Pensei imediatamente em dizer que estava sem dinheiro trocado. Ele foi mais rápido do que eu. Mostrou um sorriso gigantesco, usou um tom de voz suave e foi de uma simpatia desigual. Me desarmou(risos)! Usou palavras do tipo: "Seu patrimônio está bem cuidado", e "Tenha uma excelente noite". Teve um que eu jurava que era um poeta desempregado(risos). É, parece uma solução nova para um problema antigo.

Pense bem, se o cara for legal com você, não há como escapar. A não ser que você não possua nem mesmo uma simples moedinha(risos).

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O café

Quase sempre preciso da companhia de um café para escrever. As palavras fluem melhor e as ideias se desprendem. Redigir sem este acompanhamento é como ficar nu. Claro que às vezes não disponho deste recurso e então vai a seco mesmo.

Desde que me conheço por gente sou movido à café! Sem café não funciono. Não há um dia em que eu não tome café, um cafezinho que seja.

Tenho uma tese sobre o café: ele nem sempre é bom mas, o cheiro, sim. O Aroma do café é sempre bem vindo. Em qualquer lugar, qualquer instante.

Iniciei com o tradicional café com leite. Depois troquei para o expresso. Quando cheguei em Santa Maria, descobri o "carioquinha" e virei fã, por ser mais fraco e tenro que o expresso. Durante um tempo notava que ele estava fazendo mal a minha garganta e então mudei para o pingado, ou Macchiato. E continuo até hoje.

Sabe de uma coisa? Preciso de outro café!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A foto da capa

A foto que ilustra a capa do blog foi tirada por um outro propósito. Captada numa manhã preguiçosa pelo fotógrafo Fabiano Dallmeyer, em meados de 2009, a foto deveria/poderia ser usada no disco que eu estava preparando a fogo baixo. Esse disco acabou não acontecendo por questões políticas. Ora, tudo é política, não é mesmo?
Ontem, passeando por Silveira Martins, passamos, minha mulher e eu, pela casa que inspirou esta belíssima imagem. Imediatamente pensamos em voltar. Demos a volta e paramos. Num pensamento quase unânime, decidimos posar no mesmo lugar onde a fotografia foi tirada. No que vimos que havia gente na casa, desistimos. Uma pena.
Lembro que essa locação foi escolhida de maneira ligeiramente espontânea, enquanto passávamos de carro, à época. As melhores coisas acontecem assim.

Abaixo, um momento de descontração na sessão de fotos, com a produtora Carla Arend:





segunda-feira, 8 de julho de 2013

Quando ficamos à sós
Eu penso em desatar os nós
Falo do passado
E em tudo que deu errado.

Minhas fraquezas
Tristezas e desilusões
Se resumem nessas questões.

Quero desabafar meus amores
E poder curar minhas dores
Rir um pouco da solidão
Me distrair com uma canção.

Já passou perto
Meu coração está deserto
Buscando o teu perdão.

Vem aqui, me diz
O que eu quero ouvir
Quero sentir de novo
Aquele amor
Que era feliz
E agora virou rancor.

Onde está, onde está você?

Volta aqui, vem me esquecer...

terça-feira, 2 de julho de 2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Marque a alternativa certa

(    ) Eu quero... Uma casa no campo... (Zé Rodrix/Tavito)
(    ) Eu quero... A sorte de um amor tranquilo... (Cazuza/Frejat)
(    ) Eu quero... Uma mulher que seja diferente... (Juca Chaves)
(    ) Eu quero... Sempre mais. (Ira)
(    ) Eu quero... Sol nesse jardim. (Catedral)
(    ) Eu quero... Ter um milhão de amigos... (Roberto Carlos)
(    ) Eu quero... Só você... (Roupa Nova)
(    ) Eu quero... Te roubar pra mim. (Ana Carolina)
(    ) Eu quero... Te levar... (Paulo Ricardo)
(    ) Eu quero... Um samba. (Chico Buarque)
(    ) Eu quero... É que esse canto torto, feito faca, corte a carne de vocês. (Belchior)
(    ) Eu quero... Ver você mandar na razão... (Djavan)
(    ) Eu quero... Paz e arroz... (Jorge Benjor)
(    ) Eu quero... É botar meu bloco na rua... ( Sérgio Sampaio)
(    ) Eu quero... Ver o som da alegria... (Gonzaguinha)
(    ) Eu quero... Ser feliz agora... (Oswaldo Montenegro)
(    ) Eu quero... Ir pro cinema... (Titãs)
(    ) Eu quero... Festa, eu quero rua, eu quero é me apaixonar. (Alemão Ronaldo)
(    ) Eu quero... Águas paradas. (Diego Dias)
(    ) Eu quero... Me enrolar nos teus cabelos... (Wando)
(    ) Eu quero... É morrer, bem velhinho, assim, sozinho... (Nei Lisboa)
(    ) Eu quero... Me esconder debaixo dessa sua saia... (Martinho da Vila)
(    ) Eu quero... É tocar fogo nesse apartamento... (Caetano Veloso)
(    ) Eu quero... A sina de um artista de cinema... (Los Hermanos)

*Pesquisa feita com canções destes autores.
Escolha a alternativa que combina com seu estado de espírito.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Frio

Parece que o frio chegou. Uma "leve" degustação de como será o inverno que se aproxima. Decididamente não é uma estação pela qual eu simpatize. Dentro de mim acordam todas as preguiças que o frio insiste em trazer, juntamente com os problemas de garganta, rinite, bronquite e outros ites. Por um tempo consegui atenuar essas manifestações com a acupuntura. Fiz um tratamento por quase 3 anos que se mostrou bastante eficaz(recomendo). Ainda não sei responder porque nos afastamos das coisas que nos fazem bem.

É estranho vir aqui falar do clima e suas consequências mas, é o assunto mais comentado nos elevadores. Ou nos papos de fila de bancos, mercados...

Será que teremos um veranico no meio deste frio?

sábado, 1 de junho de 2013

Depois dos 30

Casei de mentirinha pela primeira vez num casamento da roça, no jardim de infância, quando tinha 4 anos. Namorei só pegando na mão aos 6. Dei meu primeiro beijo aos 12. Conheci o rock aos 13. Andei a cavalo aos 14.  Passei sabão de glicerina no cabelo até os 15, só depois conheci o "shampoo". Comecei a gostar de maionese só depois dos 15, antes só gostava de mostarda. Tirei minha carteira de identidade aos 16. Perdi minha virgindade aos 17. Servi ao Exército aos 18. Tirei minha carta de motorista aos 19. Andei de Mercedes pela primeira vez aos 20(vocês tinham que ver a cara dos vizinhos). Saí da casa de minha mãe pra morar sozinho aos 20. Uso lentes de contato desde os 21. Mudei de cidade aos 24. Usei All Star pela primeira vez aos 30. Me tornei pai depois dos 30. Entrei pra faculdade depois dos 30. Conheci a mulher da minha vida depois dos 30.

30 minutos de jogo no segundo tempo. Ainda dá pra mudar. Reverter o placar. 30 segundos de jingle: dizer tudo em 30 segundos. 30 canções que você não pode deixar de ouvir. 30 livros que você não pode deixar de ler. 30 lugares que você não pode deixar de conhecer. 30 receitas que você tem que aprender. 30 melhores amigos. 30? 30 e poucos.

E eu continuo experimentando novas sensações, desde sempre.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Do tempo...

Cara, eu sou do tempo em que se batiam palmas em frente às casas. Tinha "lanterninha" no cinema. Tinha ascensorista no elevador. As placas dos carros eram amarelas(essa eu "roubei" do Floreio), apertava a campainha das casas e saia correndo. Ninguém usava cinto de segurança. Nem capacete pra andar de moto. Quando era criança jogava bolinha de gude, andava de carrinho de rolimã, jogava "taco", rodava pião. "Assaltava" o pomar dos vizinhos. Esconde-esconde. Pega-pega. Estátua. Stop. Era tanta coisa. Tanta coisa inocente, pura, que não existe mais nos dias de hoje. O mundo era menos violento. Tinha mais ar puro. Menos barulho. O palito do picolé vinha premiado. O sino tocava na hora do recreio. As pessoas falavam merenda. Ah, e tinha "merendinha"(risos). Tinha circo e parque. Roda gigante. Carro choque. Piscina no clube. Banho de cachoeira. Sinuca. Canastra. Patente. Truco.

Cara, será que no meu tempo era chato?

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Disneylândia

Toda vez em que entro numa loja de instrumentos musicais me sinto como se estivesse na Disneylândia! É correto afirmar que nunca estive na Disney mas, seguidamente tenho esta impressão. Acho muito divertido ver as novas possibilidades tecnológicas. Necessidade e desejo: qual vencerá? Certamente a necessidade pois me pergunto atormentado se preciso realmente disso?  Procuro a resposta na logística e de fato não se deve confundir um desejo com uma necessidade! Existem coisas que devem repousar apenas no consumo simbólico, como querer ter uma Ferrari, por exemplo! Ainda assim, possuo uma lista de instrumentos musicais de desejo(risos). Tenho este catálogo desde que comecei a tocar, na mesma época em que guardava fotos de instrumentos. Claro que, este rol é exclusivamente mental, ou seja, sei de cor as armas de minha estimada cobiça. E, conforme o tempo vai passando vou satisfazendo essas loucuras. Com os pés pesados no chão. Sem extravagâncias.

Dia desses, minha filha estava falando justamente sobre conhecer a Disney. Melhor ir preparando o bolso... E fazer companhia a ela não será má ideia.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O coisa

Era recorrente na adolescência, pelo menos na minha, chamar o amigo que acabávamos de conhecer de "o coisa"(risos). Eu, tu, ele e o... "coisa"! Depois de um tempo, claro, pois não dava pra decorar o nome da criatura!
Em todas as brincadeiras sempre tinha um...  Coisa, ou dois, três... Se fosse uma turma nova. Mas era o coisa!
Essa coisa de falar o coisa era coisa normal. Guri, gurizada, molecagem...

Um grande amigo meu, nessas andanças da vida, quando não lembra o nome de alguém, imediatamente fala: gente fina! Legal, né? O coisa virou gente fina! Esse é o grande barato da vida!

"Gente coisa é outra fina".

domingo, 19 de maio de 2013

Vendedor de discos

Se foi o tempo em que o vendedor de discos entendia de música. Talvez isto ainda aconteça em alguns lugares mas não aqui.

Num outro tempo, ser vendedor de discos era o máximo - pelo menos pra mim. Tinha uma aura cercada de mistérios, de sabedoria... Uma filosofia musical bastante abrangente. Hoje em dia o vendedor não precisa mais se esforçar pra vender um... CD. Não existe mais aquele lance de decorar as bandas, fuçar o encarte, saber o nome de todas as músicas. A mídia se encarrega de tudo. Você chega na loja e pede o disco do artista tal, banda tal. O atendente não precisa mais passar uma enxurrada de informações cabíveis para te convencer, ou para sanar aquelas tuas dúvidas musicais frequentes(risos). Tudo é "culpa" da www!

Naquele "tempo", o vendedor de discos possuía um vasto conhecimento sobre o material musical exposto nas lojas. O cara sabia de antemão algumas curiosidades peculiares dos artistas, das bandas e inclusive dos equipamentos: fulano da banda tal usa guitarra Gibson. Beltrano usa baixo Fender; sicrano usa bateria verde-clara, etc. E era esse tipo de coisa que me fascinava. Tinha vezes em que eu aparecia na loja somente pra ficar por dentro das novidades. Passava a tarde toda lá(risos). Um longínquo final de década em Uruguaiana, onde predominavam apenas duas lojas. Uma época em que a única preocupação era a escola e a música. Bons tempos.

Hoje, vender discos perdeu a poesia. Quer dizer, comprar discos perdeu a graça!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Estampa no pampa

Qual a chance de você tocar uma música da banda que está estampada na camiseta de uma pessoa que tá na plateia e ela não reagir? Muito pouca, né? Opa, to respondendo com outra pergunta: muito pouca! Pronto!
Outra vez a experiência esqueceu de me proteger(risos).
Talvez seja só a moda. O que vem por trás aí é outra história.
Ia ser legal se cada pessoa que aparecesse no show usasse uma camiseta com um nome de banda. Tipo: The Beatles; Guns N' Roses; Queen; Led Zepelim; U2; Pink Floyd; etc. Se as bandas fossem estas eu me daria muito mal porque toco pouca coisa desta escola. E que escola, diga-se de passagem.
Mas nada é o que parece ser. Se o cara da camiseta daquela banda famosa de Liverpool não reagiu é por que ele não curte Beatles? Ou é por que ele só gosta de 80% das canções? Me ferrei, eu toquei a música que sobrou nos 10%. Ou estou enganado ou não entendo nadica de música: quem gosta de Beatles gosta de todas! Será? Bom, o cara da camiseta é uma exceção! Mas por que ele estava usando(eu insisto) essa camiseta? Será que foi obrigado a usar? Ganhou de alguém?
A meu ver, usar camiseta de banda não quer dizer que a pessoa goste dessa ou daquela banda. Esses dias comprei uma camiseta dos... peraí, deixa eu pesquisar direito o nome da banda pra não passar informação errada... Strokes, e, não lembro de ter escutado uma música deles. Fui pela estampa. É como comprar um livro pela capa, sendo neste caso, muito pior, pois se o livro for ruim já era.
Há pouco tempo ganhei de presente de minha mãe uma outra camiseta dessas: do AC/DC! E olha que não sou nem um pouco seguidor da banda. Curto algumas músicas. Por ser músico, sei da importância dessa banda no cenário mundial, e a relevância histórica, musical e literal que ela representa.
Mas o fato de possuir uma camiseta AC/DC me fez sentir diferente, como se eu descolasse um passe pro clube do Rock 'n' roll. Um lugar pelo qual eu não pertenço, infelizmente. Nunca me faltou coragem, só alcance vocal. Uma lástima. Tenho de apontar o tiro onde é mais fácil acertar o alvo, mesmo que ele se mova, vezenquando.

Com licença, pois vou tentar ouvir uma música dos Strokes e, quem sabe, do AC/DC...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dó maior e Deus te ajude

O título sugere uma frase muito usada pelos músicos da noite, dos bailes, dos bares, enfim, de músicos que tocam de improviso e sem ensaios. Acho que passei metade da minha vida fazendo isso(risos). Minhas lições foram capitaneadas pelas técnicas que aprendi. E isto soa ainda hoje de forma predominante.
Atualmente as coisas mudaram, não tem mais essa de, se vira meu!  Hoje você sobe ao palco sabendo o que vai ser tocado. É naquela onda de, músicos na mesma vibe. Naquele tempo era uma condição de quando se é jovem, de aprendizado mesmo.
O lado ruim de tocar sozinho é que você não tem a quem dizer essas coisas(risos). O título do post, por exemplo. Vantagens(desvantagens) do coletivo.
O que escuto em raros encontros com outros músicos no palco é: fica em dó que daqui a pouco passo por aí(risos).

Pra quem não sabe, , é o tom da música. O que vem a seguir é uma sequência de acordes relativos a essa nota( o dó). Acorde é o conjunto de 3 ou mais notas simultâneas. Trocando em miúdos, cada dedo da mão esquerda(se você for destro)(eu sei, é um paradoxo) pressiona uma corda que equivale a uma nota. As notas são 7, mas as possibilidades são infinitas! Capito?

E não adianta ficar nervoso...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Verdade ou mentira?

O que é pior, a mentira que afaga ou a verdade que destrói?
Quem respondeu a primeira deve saber que a mentira se sustenta apenas por um tempo. Mas sinceramente, não sei quem inventou que a mentira tem perna curta. Eu já vi quilômetros de perna e não era uma só, era um par.
Quem respondeu a segunda sabe que a verdade machuca. Eu francamente prefiro me machucar do que ouvir um elogio que não é sincero. Você ainda tem a opção de não falar nada, se for o caso. A palavra é prata e o silêncio é ouro, etílicamente falando. Sim, as palavras que escrevo me protegem da completa loucura, parafraseando Bukowski.

Aprendemos na infância que mentir é feio e que, quem fala a verdade não merece castigo, já dizia minha avó. O que realmente é feio, a mentira na omissão da feiura ou a verdade sincera? Triste sina.
E a gente cresce achando que a mentira, se tivesse um rosto, seria uma coisa horrorosa. Qual é a face da mentira? Certamente ela tem muitas faces.
Você lembra quando mentiu pela primeira vez? Eu sei, é uma pergunta difícil. Bem mais fácil lembrar da sua iniciação sexual, né?
A gente mente quando vê os adultos mentindo. Simples assim. Agora sobre a questão do título, realmente é muito complexo. Às vezes mentimos para proteger alguém, para não magoar. As circunstâncias vão ditar as regras. Ela é quem decide. Se a razão for boa é de se pensar. Ora, não estou forçando alguém a mentir, isso vai acontecer naturalmente. Só devemos nos preocupar com as consequências. Sair por aí mentindo, aumentando as coisas não é legal. E conheço um monte de gente que faz isso. Vendedores do próprio cartaz.

Quase todo mundo conhece a história da música Jorge Maravilha, de Chico Buarque. No refrão se canta: "Você não gosta de mim, mas sua filha gosta". No que todo mundo pensa se tratar da filha do General Geisel, ela que era fã ardorosa do cantor.
Acreditei nesta mentira durante muito tempo. A verdade é que, Chico, foi detido por agentes de segurança, e no elevador o cara lhe pediu um autógrafo para a filha. Chico, imediatamente deve ter pensado: você não gosta de mim, mas sua filha gosta. Mais tarde nasceu a canção Jorge Maravilha. Chico ainda confirma que o povo prefere a outra versão, ampliada pela imprensa na época. Quando se crê demais em uma mentira ela acaba por se tornar verdade. Será?

Tenha sempre em mente, antes de disparar a flecha da verdade, molhe sua ponta com mel.

Tenha sempre em mente, antes de mentir qualquer coisa pense em suas proporções.

Mentiras incômodas ou verdades reconfortantes?




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Antes e depois

Você com certeza já ouviu as pessoas mais velhas falarem: "no meu tempo tudo era melhor". Pois é, não existia tanta violência, os políticos eram mais honestos, tinha menos assaltos, a qualidade musical era melhor, não havia tantas doenças novas, as pessoas confiavam mais umas nas outras, ocorriam menos acidentes de trânsito, não havia congestionamentos nas cidades, etc.
Tenho minhas dúvidas e minha tese: não existia tanta violência porque também tinha menos motivos(hoje qualquer cutucão é motivo para um crime, por exemplo), (estou falando de um período anterior à ditadura militar e guerras não entram nessa explanação), o índice populacional era menor, portanto menos problemas, subtração de crimes. 
A população brasileira era menor, consequentemente o país arrecadava menos e, a corrupção era inferior. Seguindo a mesma linha de raciocínio, o contingente diminuído acarretava menos assaltos. Problemas sociais reduzidos também contribuíam para isso.
Sobre a qualidade musical eu concordo(risos). Veja só, existia menos artistas no Brasil e no mundo, portanto a possibilidade de se fazer música ruim também era pequena. Os meios de divulgação não chegavam perto do que é hoje. A informação musical estrangeira demorava meses pra chegar aqui, pra se ter uma ideia. Somente músicas boas circulavam nas paradas de sucesso. Existia uma rivalidade musical, sim, mas bem mais sadia do que é hoje. E agora como tem mais artistas e músicos a probabilidade de fazer m... é beeemmm maior.
Não havia tantas doenças porque a situação hospitalar que tínhamos acesso na época não as detectava. Muita gente morria de doenças sem nome e, para não ficar sem explicação falavam qualquer coisa.
A questão da confiança era no seu bairro, na sua cidade. Você confiava no seu tio, no seu vizinho, emprestava seu nome para ele financiar um carro, uma casa. Todo mundo virava avalista de fulano, beltrano, do seu Zé, do seu João, da dona Maria... assinavam embaixo e ainda botavam a mão no fogo. Hoje, meu amigo, duvido! Aposto meu dedo. A confiança está prestes a ser extinta. Tudo vai ficando proibido e com restrições. Culpa dos pecadores! E quem paga? Os justos. E que são poucos. Ou talvez sejam muitos mas anônimos.
Por que ocorriam menos acidentes de trânsito? Isso parece lógico. No início do século 20 não se usava nem cinto de segurança. Pudera, a velocidade dos carros não ultrapassava 60 quilômetros por hora. Se bem que os carros eram luxo para poucos. Só famílias ricas tinham esse privilégio. Analise comigo: menos pessoas, menos carros, menos acidentes. Só desculpem a redundância. Ah, e menos congestionamentos...
Hoje temos tecnologia e poucas soluções. Enquanto os problemas crescem assustadoramente.
Não pense nisso como uma leitura pessimista. Fiz um parâmetro lógico real do tempo. E talvez esteja errado, fazendo comparações levianamente. Apenas expresso meu ponto de vista.
E você, o que acha?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Leitura diária

Não consigo ler um livro num dia ou dois. Mesmo que o livro seja sobre um tema de que goste muito. Curto a ideia de ter algo porque voltar, como o amor. Durante o cotidiano sinto necessidade de me transportar pra uma ilha de pensamento e lá chegando, vasculhar na memória, por exemplo, o livro que estou lendo. À medida que vou interagindo e me identificando com a história fico querendo voltar pro seu desfrute.
Em minha mais recente apresentação musical, carreguei um livro comigo. Nunca tinha feito isso, de levar um livro prum show. Após passar o som e saborear o jantar, como de costume, megulhei numa leitura prazerosa e fiquei ali, absorto, até a hora do show começar. Geralmente, o que sempre acontece é ficar de papo com alguém, amigos de outra cidade ou o proprietário do local, pra uma conversa descompromissada que muitas vezes vem coberta de inspiração.
Foi uma experiência bacana que quero repetir.
Quem sabe um dia eu consiga ler alguma coisa em pouco tempo. Se forem poucas linhas...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Wi fi e banquinho

Um dilema recorrente em meu cotidiano musical era a ausência deste objeto que foi um símbolo de relevância obrigatória na era bossanovista: o banquinho! Tentar sua substituição por uma cadeira seria atentar contra a história. Mas era o que geralmente acontecia. Os locais não ofereciam este suporte e eu acabava tocando em pé despendendo uma energia desnecessária. O problema só foi resolvido com a aquisição de um banquinho.
Hoje, quase todos os lugares já o possuem. Embora vez ou outra tenha de pegar o "meu" em casa.

O mesmo acontecia com o wi fi, em lugares que não o ofereciam. Em algumas cidades encontrar wi fi era como embarcar numa expedição arqueológica. Ainda bem que existe o Posto Ipiranga pra facilitar as nossas vidas(risos). Sim, é igual a propaganda... lá no Posto Ipiranga tem.

Teve uma cidade em que achei uma cafeteria aberta e entrei. Perguntei ao garçom se tinha wi fi e ele, prontamente, respondeu: é o nome de algum sanduíche?(risos). Tive de disfarçar para não rir.
Tudo isso pra poder conferir emails e recados. 

Atualmente os estabelecimentos estão modernizados. Wi fi já é uma obrigatoriedade. Se bem que como na história do banquinho, ninguém vive de certezas!

Um bom início de ano!

sábado, 22 de dezembro de 2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

8 ou 80

Meus extremos não se comunicam. São inimigos eternos. São duas cidades a quilômetros de distância. E a viagem entre elas têm a longa duração de um par de dias. Tempo suficiente pra decidir em qual estarei. Parar no meio do caminho é algo absolutamente raro. Não vou dizer que não acontece. Tem vezes em que não dá pra controlar.
Neste jogo não é o número maior que prevalece. E não há sequer um equilíbrio. É uma balança que só entorna para um dos lados, nunca ficando no meio. Ora um, ora outro.
Existe um grande paradoxo aí porque eu penso mas não falo. Não conto. Questões polêmicas sempre ficaram em cima do muro. Não gosto de lavar roupa suja em público. Prefiro tratar esses assuntos com mais discrição.

Toda vez em que venho aqui escrever eu procuro passar coisas minhas. De uma forma sutil, superficial até. Sem levantar bandeiras pro que penso ou deixo de pensar. Já me falaram que meu discurso é meio moralista(risos). Mas é auto-moralista porque escrevo tentando "me" deixar uma mensagem. Acho até que isto é uma forma de se posicionar. Afinal, o que escrevo é só o que escrevo.

Às vezes 8, às vezes 80... não dá pra negar.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O fim do mundo

Você acredita mesmo que o mundo vai acabar? Olha, ainda dá tempo de fazer algumas coisas. Dependendo da sua situação financeira até pode se dar ao luxo de ousar extravagâncias, excentricidades. Se não tem posses é melhor se contentar com coisas mais fáceis, qualquer programa limitado a 48 h.

Eu não penso que o mundo vai acabar, não este mundo. Talvez acabe alguma coisa. A fome, por exemplo. A corrupção. A violência. A ganância. A miséria. Seria ótimo, pra começar. Num outro plano, talvez a data anunciada como "fim do mundo" possa ser um divisor de águas astral, mas refletindo diretamente no ser humano.

Uma excelente frase de Fito Paez que diz: "cuando todo se termina todo vuelve a empezar". Isso É a vida e não o fim do mundo. O fim na verdade está próximo e distante. Nunca vamos ter certeza. Esqueçam as previsões, elas vão até a próxima esquina, até a semana seguinte.

Todas estas barbaridades que acontecem, isso sim, é o fim do mundo. O resto, vai mudar, sim, se nós quisermos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Influências

Nunca fiz um show com toda minha família na plateia. A pessoa mais presente nessa empreitada é a minha mãe. E olha que não é uma coisa fácil. Demanda uma logística apertada pois moramos em cidades diferentes e, qualquer esforço inviabiliza o encontro.
O máximo que consegui, em apresentações isoladas, foi ter algum deles por perto, o que me causava um misto de felicidade e pavor, quiça esperando um olhar desaprovador. Mas isso era bem no comecinho de tudo.

Anos se passaram e alguns não estão mais entre nós. Não tive a felicidade de tocar pra tanta gente de que gostaria. Pessoas queridas que apontaram um rumo e que, de uma forma ou de outra, acreditaram na minha escolha de ser músico. O que não é nada fácil. Conotações negativas a SER músico dariam pra encher um caminhão, parafraseando Nei Lisboa.

Estou planejando um show na minha terra natal em que possa reunir o maior número de familiares possíveis. A ideia é me cercar de pessoas que foram e são importantes pra mim. Pessoas que participaram direta ou indiretamente de acontecimentos marcantes e deram sua contribuição para o que me tornei hoje musicalmente. Tudo o que bebi diretamente da fonte familiar foi o principal ingrediente que moldou a essência que aqui habita.

Espero poder reencontrar todos, senão a maioria, e matar e saudade de tempos remotos. E o que é melhor, cantar e cantar e cantar...


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

"Canja"

Não, não vou falar sobre como fazer uma canja de galinha. Essa "canja" do título refere-se a canja musical. Eu explico: numa linguagem musical que até ultrapassou os limites do palco e estendeu-se a leigos e plateia. Isso de dizer leigo não deve conferir detrimento pessoal, apenas retirar o conhecimento sobre "nossas" gírias musicais. Hoje em dia, o que era privilégio da família, agora os amigos mais próximos também ganharam acesso ao vocabulário musical através da www. O que antes acontecia na roda de samba.
Bom, lá vai... a canja pode ser um momento perturbador, em muiiitooos casos. Ou de alívio em outros. Vou explicar/tentar:

No início da minha vida profissional eu "deixava" qualquer pessoa cantar. Bastava dizer que "sabia" cantar. Um estranho aparecia e pum, já cantava, ou melhor, ou pior, desafinava, fazia fiasco! E que fiasco. Na maioria dos casos, hein. A probabilidade enfraqueceu com o tempo. Hoje todo mundo canta e toca um instrumento. Coisa séria(risos).
Às vezes a pessoa não dava pinta e chegava lá e cantava no tom. Agradava. Agradável.
No decorrer das "canjas"(tinha shows que era virado em canja) o desconforto era insuportável. O público se recusava a pagar o "couvert" artístico e gerava um clima pesado entre proprietário, músicos e clientes.
Cansei de estar tocando e chegar alguém dizendo: cara, tem um amigo meu ali na mesa que canta e toca. Dá pra ele tocar? Acho que todo músico já ouviu essa frase. Não é nenhuma novidade.

Olha, tem muito amador que se acha músico e muito profissional que não é. O mundo está errado? Não que eu saiba.

Com o tempo aprendi a dar canja somente para músicos que conheço, que já ouvi tocar. E isso tudo depende do lugar em que você está. O bar é um local mais despojado e que permite essa "troca" de energia, essa diversidade. Afinal, o idioma é o mesmo.

Tem casos em que você está a milhas e milhas do intervalo e entra um desses músicos conhecidos e você precisa ir ao banheiro. Como é o nome do filme? Tempo de Glória(risos). Ufa, que alívio. Às vezes não dá pé, vai na raça mesmo. Probabilidades estatísticas apontam um número considerável de músicos quando você está em forma e não precisa ir ao banheiro(risos). O que tem que ver a forma com o conteúdo? O conteúdo molda a forma?

Santa Maria devia criar o Festival da Canja, com direito a duas músicas por artista. Uma cover e uma autoral. Seria bacana mostrar o talento de artistas que estão começando e que procuram um espaço viável.

Fui...


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A espera

Esperar... esperar é um dom. Não adianta querer encurtar esta etapa. Ela é intocável. É no tempo dela. Pensei nisso enquanto pensava no que escrever. Esperando, aguardando um fragmento que fosse. Uma pista qualquer que me desse um norte.
Esperar uma palavra pra canção, uma rima, uma frase que encaixe na métrica. Uma solução. A espera pode ser cruel ou prazerosa. Depende de você.
Aqui onde estou, Maroon 5 na trilha ao fundo, quer dizer, mais ao alto do que ao fundo, me embaralha o pensamento. Tento pensar em coisas que demandem uma boa espera e a música atrapalha ao invés de ajudar. Não é um viés. Não dessa vez.
Por que esperamos? Esperamos antes de entrar em cena. Esperamos as cortinas se abrirem. Esperamos os aplausos. Às vezes eles nunca vêm. Esperamos o silêncio, a pausa. O grito. O brado. Esperamos a loucura. À exaustão.

Esperar.

Esperar.

Esperar.

O cansaço passar e então retomar.

O milagre acontecer. 

O tempo prever.

A chuva passar.

A noite entrar.

Meu amor voltar.

Esperar dias-meses-anos-segundos. E a tua voz vem bem em qualquer espera, em qualquer tempo. No tempo dela.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Decalque ou recalque?

Sentado ao lugar de sempre, cadeira e mesa de sempre. Café duplo e uma água com gás para acompanhar. Calor e filtro solar fator 50. Só assim pra suportar o clima escaldante de Santa Maria. O Pedro Bial é que tá certo: use filtro solar. A decisão é sua!
Mas não é disso que eu vim falar... o que eu vou falar hoje? Ah, lembrei de uma história.

Neste tempo todo de estrada, entre outros fatos, era, é, será, recorrente a "gentileza" de o dono de um estabelecimento "presentear" o artista com um adesivo contendo a logo do bar. Adesivo este, de preferência, próprio para o carro. Não é preciso dizer que passei a vida toda recusando este acessório. O que, às vezes, gerava uma espécie de desconforto entre as partes. Eu tentava explicar, inutilmente, tentava, que meu carro desapareceria em meio a tantos adesivos(risos). Na verdade eu tenho aversão a este tipo de coisa. Colocar um ou dois adesivos vá lá, mas encher o carro de adesivo é demais, né?
Já vi e conheço músicos que colocam no "case" do instrumento e achei bem banaca. Claro que essa observação é antiga e, a decisão/comparação é nova.
Tudo me leva a crer que serei mais um a aderir à "moda" do case estampado(risos).

No meu tempo chamávamos isso de decalque.

À propósito, a mesa continua bamba...