sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Hoje



Está começando agora as gravações do meu primeiro trabalho autoral!
Inicialmente, seriam quatro músicas mas acabou entrando uma a mais, aos 46 do segundo tempo. Essas músicas serão executadas no formato "banda" para dar um caráter mais homogêneo, com exceção de uma, que será apresentada no formato acústico: violões e mais alguns elementos.
O EP se chamará "Hoje" e vem retratar o meu estado de espírito atual e a empolgação que sinto em relação ao projeto.
Embora a maioria das letras falem do passado, "Hoje" significa o presente e é isso que eu quero passar: o aqui/agora.
O produtor do disco se chama Erick Corrêa Castro, e é um baita brother. Ele é músico e publicitário, algo que se encaixou como Lego. Após alguns encontros, montamos as estruturas das músicas (nota-se que foram mexidas e rearranjadas de sua versão original) e buscamos um teor MPB/Pop com cara de Marcelo.

Descobri que é inútil fugir das raízes. A fonte em que eu bebi está lá, intacta. E pode até ser percebida por um ouvido mais atento. Vou te dizer, não é fácil ser a gente mesmo. É mais fácil inventar alguém, de preferência alguém fadado ao sucesso. Dá-leee!

Vou mantendo vocês informados.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Chef por um dia

Amanhã, dia 05 de setembro, serei Chef por um dia no The Park. Não, não vou ter a cozinha toda para mim e sim um espaço, cedido pelo Chef Rodrigo Camargo e pela nutricionista Mariana Borges, onde vou apresentar um prato, digamos, bem brasileiro: picadinho do Massário e como acompanhamento, uma farofa de banana pra lá de especial.
Estou muito feliz com o convite e que essa alegria se multiplique cada vez mais.
Apareçam!


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Nada será como antes

Lendo a biografia de Elis Regina, com o título de mesmo nome, me vi inclinado a rebuscar, entre tantas canções de seu importante e imenso baú, esta maravilhosa obra de autoria de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos.

Logo, uma pequena e singela "provinha" do show Janu e Convidados. Dá-lhe!

Captação do vídeo by Luise Pedó





quarta-feira, 8 de julho de 2015

Camarim

Acho que posso contar nos dedos as vezes em que tive um camarim à disposição. Nem existiam. Só em shows de nível bastante superior. Camarim era um estado de espírito. Acho que já estive tempo suficiente nesses camarins; em que pensamentos de dissuasão em relação à música me corroíam por dentro; discussões familiares ou falta de grana - ou qualquer que fossem os problemas da época - permeavam minha cabeça no curto espaço de tempo entre minha casa e o palco mais próximo.

O artista (neste caso, eu), acabara por ficar num processo de melancolia - um rápido eufemismo para nervosismo - antes de subir ao palco. E o que deveria ser o camarim, muitas vezes é o seu (meu) pensamento, as circunstâncias que o levaram até ali. No palco, posso ser o protagonista, aquele que comanda o espetáculo.

Camarins da vida: uns bons outros nem tanto. O bom disso tudo é que posso imaginar o que eu quiser, e nunca, em hipótes alguma, devo deixar de sonhar.



quinta-feira, 18 de junho de 2015

Silêncio

Um conhecido, meio chegado, me perguntou o seguinte: tu como músico, escuta bastante música - o que tu anda ouvindo ultimamente? Respondi: o silêncio! Ele ficou surpreso com a resposta e quis saber mais. Bom, a conversa engrossou o caldo onde continha a poluição sonora, a que todos estamos expostos, como principal ingrediente, e minha justificativa trouxe a reboque um monte de questionamentos.

Tá certo que ouvimos música para relaxar. Até aí nenhuma novidade. Mas o silêncio anda cada vez mais raro. Aquele cotidiano calmo de interior não existe mais. Vivemos numa selva de pedra barulhenta: britadeiras, buzinas de automóveis, latidos de cachorros, discussão entre vizinhos, músicas de mau gosto acima de 100 decibéis, avisos sonoros das notificações do celular, e por aí vai. Um repertório recheado com os mais diferentes ruídos.

Respiro música desde que acordo. Acho que até sonho com música (risos). Mas chega um momento em que sinto necessidade de desconectar, sair do ar. Preciso ouvir o som da natureza. É isso que me faz recarregar, ficar pronto pra outra.

"Eu quero uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rock's rurais".

*Zé Rodrix/Tavito


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Vidros fechados

Cotidiano: vivemos a geração em que os vidros dos automóveis estão sempre fechados (Salvo quem não tem ar condicionado). O medo de assaltos, a poluição do ar e a poluição sonora talvez sejam as causas de seu uso. Talvez a culpa venha lá de trás, do começo, da era da informática. Onde um simples aparelho nos atraiu, nos aspirou pra dentro dele, metamorfoseando o que antes era só um infatigável cotidiano pacato. Desse período veio a herança justificada onde aproximação e afastamento são ruas de mão dupla. Saímos por aí carregando uma prótese ideológica de acercamento virtual.
Vivemos num mundo de máscaras. Máscaras para cada ocasião. Para cada ser. Cada ato. Fato! Mundos entre vários mundos. Um mundo em cada app. Virtual ou real? Você decide?

Enquanto os vidros permanecem fechados eu penso que a vida tá lá fora. E a música aqui dentro. Meus pensamentos. Apenas um final de manhã.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

À benção, Bossa Nova



Uma "palinha" do show À benção, bossa nova, que rolou na Feira do Livro de Santa Maria no dia 10 de maio de 2015.

Wave - Tom Jobim

Captação das imagens by Luise Pedó

terça-feira, 5 de maio de 2015

Objetividade, subjetividade e pretexto

Tem uma lenda que discorre sobre a diferença entre bandas americanas e inglesas. As duas marcam 3 horas de ensaio. Os americanos conversam por meia hora e tocam duas horas e meia enquanto os britânicos ensaiam meia hora e conversam o restante do tempo.

Com as bandas gaúchas não é diferente, conversam mais do que ensaiam. Até aí tudo igual, a não ser por um detalhe, os músicos gaúchos têm uma desculpa em particular: o chimarrão! É o mate que comanda a conversa e o rumo das decisões. Desde a escolha do repertório como a feitura dos arranjos. E nada como desopilar com um mate nas mãos. Talvez seja uma das maiores contribuições num ensaio. Depois da música, é claro.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Fazendo aniversário

Sabe como é, né? Recomenda-se trocar as cordas do instrumento - isto inclui violão, guitarra, baixo, violino, etc. - dependendo da frequência que você toca. São inúmeros os fatores que contribuem para esta substituição: suor nas mãos, umidade, acidente de percurso, falta de grana, desleixo, situações adversas e por aí vai.

No meio musical tem uma frase que define perfeitamente quando a corda está gasta e necessita ser trocada: fazendo aniversário (risos)! É isso mesmo: - essas cordas estão fazendo aniversário - é o comentário geral. Os músicos adoram pegar no pé dos colegas que "esquecem" de  repor as cordas, deixando o instrumento com aquele som opaco.

Já tive meus dias de cordas gastas. Hoje fico no meio termo.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Versos Novos

Versos de uma despretensiosa letra que pode futuramente virar canção:


Perdão

Hoje eu acordei
Com vontade de te pedir perdão:
Perdoe os estragos que causei,
Desculpe as vezes que eu errei.

Vamos dar as mãos e ver o pôr do sol
Abrir os braços, deixar sair o vendaval.

O perdão não é fácil, não
O perdão não é fácil, não.

Tem que ter coragem
Pra perdoar os erros
Tem que ter coragem
Pra enfrentar o medo.

O perdão não é fácil, não
O perdão não é fácil, não.

Hoje eu acordei
Me sentindo um pouco mais leve.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Geração zumbi

Sou de uma geração que conseguia ficar mais tempo com a cabeça no travesseiro. Não estou me referindo à dormir com a consciência tranquila ou não e sim de dormir mais horas seguidas. Naquele tempo, dormir até 10 horas de sono era comum, corriqueiro e acessível. Hoje preciso equilibrar alguns fatores pra consumar essa possibilidade.
No início da minha carreira, ainda que músico amador, eu tocava um tempo considerável em cima do palco. A contra partida vinha em forma de sono reparador: 10, 12 horas pra combater o cansaço.

Uma pesquisa comprova que atualmente estamos dormindo uma hora e meia a menos do que há 30 anos. Enquanto lia essa matéria o índice ia caindo vertiginosamente, ou seja, nos próximos anos estaremos condenamos a levar uma vida zumbi. Fazendo as coisas no piloto automático. Mas e já não fazemos? Somos completamente governados pelos hábitos. Pelo movimento repetitivo de uma linha de produção. Pelo simples piscar e abrir de olhos. A ordem das ordens. Metodismo puro.

Li em algum lugar que deveríamos viver com pouca coerência, mas de forma sutil, pra não virar insurgência. Trocar as coisas de ordem, mudar o horário das refeições, eleger horas absurdas para fazer uma aventura rural, botar a carroça na frente dos bois... Parece papo de louco mas, eu li. É cada absurdo que escrevem hoje em dia. Imagine se seu filho lê isto? Imagine se meu filho lê isto?

Imagino você lendo meu post e chegando até aqui. Papo de louco, né?

segunda-feira, 6 de abril de 2015

À sombra do teu amor



Uma pequena degustação do show que Alemão e eu fizemos na quinta feira, dia 02 de abril, no The Park. Assistam e curtam a música À sombra do teu amor.

Banda formada por Arnildo Pedroso, na bateria; Daniel Fortes, no baixo, e Marcelo, na guitarra.

Captação de imagens by Luise Pedó




quarta-feira, 18 de março de 2015

Quem nunca...

Quem nunca passou o sinal vermelho...
Quem nunca sofreu por amor...
Quem nunca fez xixi na piscina...
Quem nunca abandonou alguém...
Quem nunca foi abandonado...
Quem nunca matou a aula em dia de chuva...
Quem nunca mentiu a idade...
Quem nunca deixou um amor pra trás...
Quem nunca fingiu que estava tudo bem...
Quem nunca passou a noite em claro...
Quem nunca passou o dia dormindo...
Quem nunca trocou o nome de alguém...
Quem nunca esqueceu o nome de alguém...

Que atire a primeira pedra!


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Coca Cola

... E mais uma vez deixei de tomar Coca Cola. Ou qualquer coisa que tenha "cola" no nome.
Já havíamos nos confrontado, é verdade, numa outra ocasião, tendo vencido todos os rounds por 2 arrastados e longos anos. Até que caí na real e decidi viver. Imagina, tomar esse caldo açucarado e gaseificado era considerado "vida". Pra mim, naquele momento era muito mais do que isso!


Acontecem tantos episódios na vida de uma pessoa que alguns deles nos leva a total privação de viciosas preferências gastronômicas. Pois foi exatamente o que houve, acontecimentos. Todo final de ano, repenso resoluções para cumprir. Algo que seja relativamente novo no cardápio de acordos, já um pouco desbotado pelo tempo. E como todas as promessas implicam no desapego de uma coisa absurdamente prazerosa nada mais justificável do que minha vontade inusitada.



Meus ossos agradecem!