sábado, 25 de novembro de 2017

O lugar

Olá amigos, como vão vocês? Parece que passou um ano, né? Bom, vamos aos trabalhos...

É bem verdade que, há tempos queria escrever sobre o significado de lugar. Sim, isso mesmo, o lugar é algo realmente importante para determinar um sentimento, uma razão de ser, de pertencer ou até de um estado de felicidade. Algo raro por aí, já que a vida vai se estabelecendo no trilho digital.

Sempre curti escrever nos cafés. Sentar ali e observar a vida, o sair e chegar das pessoas. Fazendo isso, de alguma forma, me permitia aumentar e dimensionar minha percepção em relação à vida e às coisas. Os rituais e a maneira simples de viver.

Pela primeira vez escrevo quase que rodeado pela natureza. E como se não bastasse, a voz e o violão de Nick Drake (Pink Moon, 1972) contribuindo para a trilha sonora. Ah, e a companhia líquida obrigatória de um mate e mil ideias na cabeça. E vou anotando antes que fujam. E... Ao me deparar com essa moldura campestre à minha frente (em nítido contraste com as luzes urbanas) despeço-me da melancolia, sentindo a imensa força da luz me abraçando. E sigo tocando meu violão imaginário, escutando a melodia interna, meus pensamentos organizados e pulsantes. É o final da tarde e quase o começo da noite. E essa é a melhor hora do dia. Onde o bem e o mal se encontram e, surge a oportunidade de escolher de que lado você está. Eu sei o lado, pois as luzes são amarelas.



sábado, 8 de julho de 2017

Videoclipe

Hello people! 

Está aí o primeiro videoclipe da música Simples canção de amor. O audiovisual foi concebido no Centro Universitário Franciscano e contou com a ajuda de muitaaa gente. Além de mim, os colegas Lucas Campara e Rodrigo Rodrigues, são os responsáveis de materializar este sonho, que agora vira realidade. A música já existia há alguns anos, e foi redescoberta graças a minha curiosidade exploratória de remexer fragmentos antigos. Dá-leeee!

Bom, vamos a ele:



quinta-feira, 6 de julho de 2017

Fazendo música, jogando bola

Não consigo compor em meio ao caos. Preciso de silêncio, sobretudo. Não que minha alma devesse, internamente, estar em paz. Acho que, quando estou emocionalmente desorganizado, consigo produzir canções mais certeiras, de âmbito confessional. Pareceu um pouco paradoxal, né? Mas o que quis dizer... Que prefiro me isolar, deixar as palavras virem até mim. Algo que, não combina com vizinhos exageradamente barulhentos. Fazer música, pra mim, é autoflagelo, mas é diversão, mas é o que dá pra fazer. Como dizia Mário Quintana: uma forma tranquila de desespero.

Ultimamente, criar música de trinta segundos é mais suado do que correr uma maratona. E mais difícil do que compor uma que tenha três minutos. Sintetizar tudo em pouquíssimo tempo é pura ralação.

Fazer jingle é dizer tudo com poucas palavras!



terça-feira, 30 de maio de 2017

Melancolia

Há três coisas capazes de me provocar um estado de melancolia: a chuva, o mar, e a música - estando eu na condição de ouvinte - neste caso. Poderia acrescentar aqui o nascer e o pôr do sol, mas tais imagens têm o poder quase imediato de transmutar este desalento, fazendo brotar outra vibração, que é a da esperança; o dia que já termina para dar lugar a noite, que trará um novo amanhã.

A chuva... Causa um certo desconforto, pelo simples fato de saber que irei me molhar ao sair para cumprir as tarefas do cotidiano, e por trazer uma melancolia travestida de saudade. Lembro que, desde criança tinha tal sensação. Era (é) uma saudade de pessoas que, por motivo de força maior, não podem estar comigo, mas apenas naquele pensamento.

O mar... Me passa uma sensação indescritível, como uma catarse. Uma vontade incorruptível de liberdade espiritual, de calmaria. Uma força capaz de me transportar e gerar reflexão sobre o futuro da humanidade.

A música... Tem o poder de carregar meus pensamentos, me conceder a revisitação de lugares e sensações com as quais já experimentei.

Alguém disse que, melancolia é saudade do que não vivi. 





quarta-feira, 24 de maio de 2017

A música interior

Toda canção deveria dizer alguma coisa, vocês não acham? Ser lúdica, polêmica ou autoritária, você decide! Quem sabe o que o compositor quis dizer com aquela palavra, frase? O famoso educador Paulo Freire escreveu uma vez que, "as palavras são grávidas de sentido". Isso bastaria para permitir-se à diferentes interpretações. Que mensagem eu devo passar? Que sentido ela terá pra você? Muita pretensão achar que minha música poderia mudar o mundo? A música dos Beatles mudou o mundo pra você? E a do Elvis, mudou alguma coisa? Sim, não, talvez. Estado de espírito. Felicidade. Tristeza. Dor. Angústia. Amor.

Toda canção deveria dizer alguma coisa. E eu acredito que a música tem esse poder. Acredito mesmo! E essa música está dentro de você. Escute-a!

See you!


terça-feira, 23 de maio de 2017

Pensando alto

Será que estou ficando surdo de tanto falar? Agora, no restaurante: um cara, da mesa ao lado, conversa tão alto com seu interlocutor que não consigo ouvir meus pensamentos (risos). O pior é detectar que o assunto não me despertara interesse. Tá bem, se estou escrevendo aqui é porque continuo com o ouvido antenado. Mas que parece papo de elevador, parece. Sabe aqueles assuntos climáticos? Pois é, esses aí. Será que todo papo deveria ter conteúdo ou imaginamos ser mais espertos por causa do Google? Quem duvida da dúvida? Alguém disse que a única certeza é a incerteza. Pelo jeito, essa discussão vai longe. Até o garçom trazer a conta, por favor. Peço o cafezinho e o diálogo prossegue, em alto e bom som. Não me surpreendo e nem me dou por vencido. Consulto o relógio: hora de partir. Deixo meus pensamentos para outra hora, afinal, eles também soariam tão alto que seria melhor tapar os ouvidos.

See you!





segunda-feira, 22 de maio de 2017

Searching for Sugar Man

O que diria Sixto Rodriguez ao saber que, sua música, após tanto tempo, ainda ecoa por aí? No modesto aparelho de rádio do meu carro, por exemplo.
Recentemente - por intermédio de um colega de apartamento - assisti ao documentário Searching for Sugar Man, que continha uma narrativa bastante peculiar e irresistivelmente envolvente, quase como uma película de suspense, no melhor estilo Hitchcock. Não irei contar o real desfecho do documentário, pois, seu final é intensamente surpreendente. O que posso revelar: assistam, porque vai mudar suas vidas! A minha já mudou.

*Oscar de melhor documentário na Academia em 2012.

Alguém disse que certas músicas são atemporais. Algumas são fadadas ao sucesso, mesmo que no início, pouca gente pareça se importar com elas.

Long life, Rodriguez.




quinta-feira, 4 de maio de 2017

Até na China

Tinha um conhecido, o Clayton. Chegamos a trabalhar juntos (ele na captação de imagens do DVD do tradicional bar, Ponto de Cinema) e eu, no palco, tocando. Então... A vida continuava e seguido nos encontrávamos lá pelo Ponto, e trocávamos alguma meia dúzia de palavras. Mais tarde, fiquei sabendo que ele estava na China, que tinha ido fazer sei lá o quê, lá. O tempo foi passando e seguíamos nos esbarrando por aí. O detalhe é que, quem me conhece sabe que uso um topete no cabelo; daí vem o verdadeiro motivo deste post: quando o Clayton estava na China (essa informação me foi revelada na volta), andando entre a multidão, acabou notando que o referido topete também era moda entre os chineses, principalmente os mais jovens, (risos) e ficou bastante intrigado. Na ocasião, disse para quem estava ao seu lado: - O Marcelo ia se dar bem por aqui! (risos).

Infelizmente, o Clayton não está mais entre nós. Talvez esteja captando imagens em algum lugar celestial, recebendo toda a luz que merece!
Essa história aconteceu há alguns anos e achei que valia a pena contar. Vale.

Fica em paz, Clayton.




quarta-feira, 3 de maio de 2017

Again

Eu de novo. Talvez minha volta por aqui seja passageira, talvez não. Mas me libertar das amarras pela busca incessante das palavras é um indício razoável de sobrevivência. Saber escrever é que são elas. Estou longe disso; prefiro arriscar alguns palpites sobre como as coisas são do que de fato elas são. Metáforas, valei-me. A parte chata é que sempre acabo me esquecendo do verdadeiro motivo de voltar ao blog. Geralmente acabo me lembrando de um tema pertinente quando estou a caminhar pela rua ou quando estou no banho. Estes pensamentos evaporam-se depressa demais, comprometendo o que poderia se tornar um diálogo pessoal ou de cunho favorável. A sorte é de quem lê ou de quem escreveu?

See you!

terça-feira, 2 de maio de 2017

#returning

Acordei com uma vontade estranha de escrever. Quer dizer, sempre curti fazer isso, mas tomo certas precauções quanto as palavras. Talvez o mais difícil seja, para mim, escrever de forma atrativa, tutelando minha criatividade num viés mais romântico ou prazeroso de ser. Digamos que, a cada dia, me sinta com mais necessidade de expressar tais sentimentos, de efundir sensações cerceadas por eufemismos subliminares de uma vida observada de longe. Alguém disse que de perto ninguém é normal. 

Eu deveria estar almoçando mas, hoje não tive aquela correria cotidiana de fazer tudo como máquina. Meu pensamento é assim, não se controla perante convenções coerentes.

See you!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Sonho

Voltei a sonhar...

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Simples canção de amor



Hello my friends, happy new year! Ops, desculpem minha empolgação... É que gostaria de compartilhar com vocês uma singela canção de minha modesta autoria. Abaixo revelo algumas curiosidades sobre a letra.

Essa música foi composta há mais ou menos uns quinze anos e letra e música vieram praticamente juntas. Tipo psicografia. O tema recorrente é a lembrança. Meio autobiográfica meio ficção, a letra (música) assume a função de se perpetuar já que a relação citada ali se desintegrou.

Da letra original só mudei alguns versos, como: "fiquei com o disco do Roberto, tava na estante e eu achei que era meu", pra deixar uma impressão mais humana, menos fake. E o Roberto a quem me refiro, é claro, é o rei Roberto Carlos. Quase fundi o cérebro pensando numa rima que encaixasse na métrica da frase e já que o "Roberto" fez parte da minha escola musical deixei ficar.

A gravação do vídeo foi realizada entre o natal e o réveillon na casa de minha mãe, em Uruguaiana. Usamos um tripé de apoio para um Nokia Lumia 930. Achei o áudio bem satisfatório.

Não posso deixar de agradecer a pessoa que está sempre comigo e faz parte das minhas letras e músicas. Obrigado Luh, pelo dedinho que apertou o REC.

Salve!