sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Não me esqueci

Já fiz muitos planos
Já fui desumano com você
Deixei meus enganos pra viver
Levei muitos anos pra entender
Meus maiores danos a esquecer
Por baixo dos panos escondi
Tudo o que senti
No que eu declamo por ti
Reclamo o que sofri
Talvez saibamos
Disso tudo até aqui
Além de nada
Apesar da estrada
Não me esqueci...

No consultório

Faz algum tempo queria escrever sobre esse tema.
Sabe quando você está num consultório médico, procura uma revista pra ler e logo que se concentra pro que seria uma leitura agradável você é chamado? Pois é, isso aconteceu comigo recentemente(risos).
Não me sobra tempo pra ler. Não consigo ficar informado de tudo. Isso pra mim é superficial. Meus amigos é que são termômetros confiáveis sobre o que se passa no "mundo". 
Anteontem estava esperando minha vez de ser atendido e me deparei com uma revista Bravo, datada de novembro de 2005, com o John Lennon na capa. Pensei... por quê não? Imergi então naquele texto acreditando ser logo atendido quando, a secretária informou-me de que a doutora demoraria mais alguns minutos. Pra minha "sorte"!
Já aconteceu de não ter nenhuma outra alternativa interessante. Esperar. Esperar. E tem vezes que só tem a Caras. Por que vou querer saber com quem a Adriane Galisteu está namorando?! (risos). Mas a gente sempre dá uma olhadinha, não resta dúvida. Qualquer coisa pra passar o tempo e chegar nossa vez...
À propósito: a matéria sobre o John Lennon estava fantástica!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Escolha qualquer dia

Se você vai sonhar
Durma a noite inteira
Se vai pensar
Abra a geladeira.


Se você vai correr
Aperte a campanhia
Se vai sofrer
Escolha qualquer dia.


Se você vai amar
Abra seu coração
Se vai gostar
Mostre a sua mão.


Durma a noite inteira
Abra a geladeira
Aperte a campanhia
Escolha qualquer dia
Abra seu coração
E mostre a sua mão.

domingo, 18 de outubro de 2009

Meu "amigo" Pedro

Uma postagem inteira sobre meu filho Pedro.
É inevitável não tocar Raul Seixas nos lugares onde vou. Sempre! Não há quem não peça.
Conhecia a música "Meu amigo Pedro" há bastante tempo mas não sabia canta-la. Meu filho nasceu e algum tempo depois me obriguei a aprende-la por causa dos eventuais pedidos do público e, senti uma imensa necessidade de adicionar ao repertório mais canções do Raul.
Quando comecei a canta-la, imediatamente a lembrança de meu filho surgia em minha mente. A letra não tem nada a ver com ele, claro, mas o refrão é "batata"! Vou dizer por que: costumo leva-lo muito ao shopping, uma vez que não tem a idade apropriada para as pracinhas e, com freqüência encontro amigos por lá. O Pedro observa meio desconfiado a(as) pessoa(as) na sua frente(risos). Praticamente um(a) estranho(a) pra ele - e sempre tem alguém pronto pra tirar uma "casquinha", claro! E também os que querem pegar no colo, pegar na mão e sair andando. Às vezes cedo um pouquinho pra ver como ele se porta e me surpreendo quando ele finge concordar e logo acaba voltando pra mim. Já tentei sair de perto mas ele sai em meu encalço(risos).
Meus horários não me permitem passar tanto tempo como gostaria com ele, é verdade. Mas no tempo em que ficamos juntos tento acrescentar qualidade e intensidade em nossos momentos. Foi a maneira que encontrei de curti-lo bastante, numa fase que não volta mais.
Bom, o refrão do Raul diz: "Pedro, onde 'cê vai eu também vou"! Quando ele sai em disparada saio correndo atrás(risos). A parte legal, que não tem na música, é que, onde vou ele também vai.
Toca Raaauuuullll!

sábado, 17 de outubro de 2009

No meu tempo

No meu tempo, no lugar onde morava com meus pais, de vez em quando faltava luz. Ficava mais de hora. E quando ela voltava tinha até torcida.
No meu tempo farmácia vendia só remédio. O jornal de domingo só era comprado no domingo de manhã. Carne a gente comprava no açougue. Frutas e verduras na fruteira. 
No meu tempo não existia sacolas plásticas nos supermercados. Havia mais enlatados nas prateleiras.
No meu tempo voltava-se pra casa à pé de madrugada. Deixava-se portas e janelas destrancadas ou abertas. Roupas podiam ficar no varal.
No meu tempo as letras das músicas pareciam ter mais poesia. As músicas pareciam ter mais melodia.
No meu tempo precisava gravar a música que queria aprender numa fita cassete e repeti-la várias vezes para decora-la.
No meu tempo não era obrigatório usar capacete pra andar de moto. Tirar carta de motorista não era tão caro. Nem tão difícil. Os carros não vinham com tantos acessórios, cheios de botões.
No meu tempo o limite de velocidade nas estradas era 80 km por hora. Quando viajávamos à Porto Alegre nessa velocidade eu, sinceramente, não me importava que o tempo passasse devagar.
No meu tempo não acreditava que existia o outro lado do mundo: achava que o mundo era só Uruguaiana, Alegrete, Itaqui, Porto Alegre e Paso de Los Libres, na Argentina. Mais tarde quando fui à praia pela primeira vez, comecei a desconfiar.
No meu tempo tudo que passava na televisão era maravilhoso. Principalmente os filmes da sessão da tarde.
No meu tempo só morriam os mais velhos. 
No meu tempo não morria tanta gente assim.
No meu tempo tinha Playmobil, Ferrorama, Autorama, modelos Revell, Jogo da vida, Banco Imobiliário, Genius, Atari, Hanna Barbera, PacMan, Magnum, Mcgyver, Os Trapalhões, Xuxa, Scooby Doo, máquina de escrever, Telex, cartas com selos...
No meu tempo antes de beijar se pegava na mão.
No meu tempo existia mais inocência. No meu tempo a gente era criança por mais tempo.
Se no meu tempo era assim imagina no tempo do meu avô!
Tchê end!


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Só eu

Estou mais parecido
Com o que eu sou
Mais distante pra onde não vou
Diferente pra quem se importou.

Mais amargo pra quem já gostou
Mais palavras pra quem já falou
Sozinho pra quem me deixou
Vivo pra quem me matou.

Mais ideia pra quem não pensou
Mais saída pra quem não tentou
Mais chão pra quem já pisou
Mais céu pra quem já voou.

Mas não viveu
O que só eu vivi
Mas não sofreu
O que só eu sofri.

Letra & música

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Prefiro ficar

Qual foi o dia mais feliz da sua vida?
Qual foi a hora?
Aquela despedida,
Quando alguém foi embora?

Quando um amor não faz mais sentido
Que sentido faz um amor
Quando a estrada vira saudade
E a saudade vira dor.

Qual foi o dia mais triste da sua vida?
Qual foi a hora?
Na hora da saída,
Quando um dos dois implora?

Prefiro ficar assim
Assim prefiro ficar
Pra contar nos dedos
As horas que eu pude amar.

Prefiro ficar desse jeito
Do meu jeito
Do nosso jeito
De todo imperfeito.

Obrigado

Já passou da meia-noite e não tenho ideia do que escrever. Bom, em primeiro lugar quero agradecer a vocês por acessarem meu blog, embora eu pense que ele não seja um elemento tão atraente assim, alcançou mais de 12.000 visualizações antes mesmo de completar um ano. O meu muito obrigado! Não tenho pretensão alguma de gerar polemica e muito menos ensinar moral. Todo mundo já é bem grandinho(risos). Quero, sim, compartilhar experiências e contar histórias, pois gosto muito de escrever. Acho que vocês notaram(risos).
Não sou um ser humano perfeito: choro, rio, sofro, fico feliz, como todo mundo. Não sou rico, quer dizer, sou sim. Tenho saúde. Sou livre. Isto é, quase. Não sou famoso. Não tenho a vida estável, como gostaria. Tento não sair do caminho. Pago luz, telefone, internet, net, aluguel como todo mundo. Isto é, quase todo mundo. Uma pena! Meu celular não é de conta(risos). Entro em lojas de música e fico olhando o próximo violão que gostaria de ter. Mas sei que tenho muito! Sou grato à Deus por me proporcionar as coisas que tenho. Tenho 2 filhos lindos! Tenho esse dom maravilhoso de poder cantar e tocar. E poder levar minha música a quem quiser ouvir. Tenho vocês pra me aturarem. Lerem minhas bobagens(risos). Quantas coisas vocês poderiam estar fazendo e vêm aqui, curiosos, a procura de novas palavras? Bah, francamente não sei o que dizer. Vocês são mara! Isso é que é o mundo de Marlboro!! Sem vocês talvez esse blog não existisse. Meus sinceros agradecimentos aos internautas, de plantão ou não.
Ih, escrevi bastante... já dá pra postar. Abraços, Bbraços, Cbraços...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Entrevista Canal 20 Programa Show-Room

Ando meio cansado de hipocrisia
Da preguiça dos covardes
Parados ao meio-dia
Ando todo molhado com água fria
Sem poder explicar
Aquilo que eu dizia.

E eu te digo:
Faça o que for preciso
Pra recompensar o meu amor.

Estou cansado de fugir da polícia
Não venha me roubar
Pra depois virar notícia.

Pense o que quiser
Não esqueça de lembrar
Tudo aquilo que eu puder
Nesse tempo te ensinar
O que você fizer.

O meu maior presente
Será levar pro futuro
O que um dia foi a gente
E deixar pra lá tudo o que saiu pela tangente.

sábado, 3 de outubro de 2009

Mudar o mundo

Durante nossa jornada é comum encontrarmos pelo caminho amigos com uma ideia pessimista da vida. Todos já passamos por isso. O que fazer? Esperar que apareça alguém que nos faça acreditar o contrário? Ou que o tempo nos prove que estávamos errados. Pode ser! Mas sempre teremos momentos de dúvida. É inevitável!
Existem situações que nos pegam desprevenidos porque, julgavamos que tudo estava em seu lugar, estava em ordem. Até que... nosso mundo desmorona. Qualquer coisa pode deixar uma pessoa pessimista, ou até mesmo triste. Não podemos deixar isso seguir em frente. Temos que ter sempre em mãos uma palavra de conforto. Uma carta na manga.
Queremos mudar o mundo não é mesmo? Mas já não dizemos mais bom dia, boa tarde, boa noite, por favor, muito obrigado. Ficamos em silêncio no elevador. Somos indiferentes a algumas pessoas. Não sorrimos. Quando puxamos papo com algum estranho sempre perguntamos se hoje vai chover. Somos mal-humorados no trânsito. Queremos furar a fila do banco, a fila dos frios no mercado. Não tratamos bem o garçom. Esquecemos de agradecer. É impressionante. Procure numa pessoa o que ela tem de melhor e diga isso a ela. Ninguém é igual, graças à Deus. E todo mundo tem alguma coisa que ninguém mais tem. Descubra o que você tem e use isso a seu favor. E quando um amigo seu estiver pra baixo JAMAIS o coloque mais pra baixo ainda. NUNCA! Nem que você precise contar uma piada.
Mudar o mundo... se todo mundo fizer um pouquinho...
Tem pessoas que ficam tristes com bem pouco.
Tem pessoas que ficam felizes com bem pouco.
E podemos dar esse pouco. O pouco que será gigante!
Ora, quem está falando? Confesso que já fui assim! Mas me dei conta de que não ganhei absolutamente nada com isso. Causei dor e sofrimento. Hoje estou um pouquinho melhor. Mas não pára por aí. Todos os dias surgem novas chances pra um mundo melhor. Faça sua parte! Estou tentando fazer a minha. Às vezes é difícil, eu sei. Mas vamos lá...
Mudar o mundo... podemos mudar o mundo com um telefonema! Com um sorriso! Com um elogio! Com um "eu te adoro" ou um "eu te amo"! Quando meus filhos me dizem "papai", meu mundo já muda! Bah, muda pra caramba! Tudo vira luz!
Termino a postagem com uma mensagem que recebi no orkut... "O impossível é apenas um lugar
que ninguém ainda foi, mas que está de portas abertas para quem tiver coragem de entrar".

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Quando quero...

Quando quero chorar
Escuto aquela canção
Quando quero sorrir
Lembro só do refrão.

Quando quero sair
Faço um aceno com a mão
Quando quero chegar
Jogo as chaves no chão.

Quero te ver
Toco meu coração
Quero te esquecer
Penso com a razão.

Quando quero lembrar
Pego meu violão
Quando quero entender
Aceito teus nãos.

Quando quero chorar
Lembro só do refrão
Quando quero sorrir
Escuto aquela canção.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

2x

Duas vezes por dia vou olhar pra você
Na hora de acordar, na hora de dormir.
Duas vezes por dia vou olhar pra você
Na hora de lembrar, na hora de esquecer.

Duas vezes por dia
Vou dizer
Que meu amor varia,
Por isso
Duas vezes por dia vou dizer.

Duas vezes por dia
Vou saber
Tua hora de sair
Tua hora de chegar
Duas vezes por dia.

Vou pensar
Duas vezes antes de pedir
Teu amor
Vou amar duas vezes
Antes de aceitar tua dor.

Duas vezes por dia
Vou ficar no mesmo lugar
Mesma casa, outra monotonia
Mesmo coração, outra poesia.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Vida

Leio jornais e revistas de trás pra frente. Já assisti o mesmo filme inúmeras vezes. Muitos desses filmes me fizeram chorar. Gosto de dormir tarde e acordar tarde, embora isso às vezes pareça impossível. Quase nunca tomo café da manhã. Minha primeira refeição é sempre o almoço. Já almoçei às 4 da tarde. Não gosto de beber. Bebo muita Coca-Cola. Não gosto de futebol. Mas tento não perder os jogos quando têm Copa do mundo. Gosto de jogar truco espanhol. Estou aprendendo a jogar poker. Gostaria de aprender a jogar xadrez. A inspiração pra novas canções sempre aparece no momento em que vou sair pra um compromisso. Muitas músicas não chegam ao fim, ou nem sequer começam. No apartamento onde moro tem um fosso de luz onde posso ver as estrelas. Estou escrevendo ao som de Foo Fighters: Times Like These, versão acústica. Meu msn está ligado mas meu status está off line. Na minha frente pendurado à parede tem um relógio em formato de vinil. Apesar da trilha do Foo ainda consigo ouvir seu tique-taque. Sempre rezo antes de dormir e antes de começar um show. Durante os shows tomo bastante água. Procuro olhar as pessoas nos olhos. Ultimamente tenho fechado os olhos enquanto canto. Nunca tinha experimentado. Gosto de cantar pra crianças. Gosto de ser criança às vezes. Estou aprendendo a ser maduro. Estou aprendendo a ser pai. Curto uma boa conversa. Curto meus amigos. Não tenho mais pressa de chegar à algum lugar. Não gosto de me atrasar quando tenho compromissos. Gosto das coisas em seus lugares embora elas saiam do lugar para que não enferrujemos. Não gosto de dias nublados. Gosto de sol. Mais ainda da noite. Quando chego num bar antes de tocar e ele está cheio eu vibro muito. Gostava de tomar banho de chuva no verão. Gostava de andar de moto sem capacete. Mas isso foi há muito tempo. Gosto de sorvete de morango, embora meu doce favorito seja Tiramissú. Prefiro as coisas salgadas aos doces. Tem vezes em que não troco nada por um xis ou uma pizza. Antigamente eu cantava muito ao chuveiro, ultimamente isso não acontece. Tem músicas que não saem da minha cabeça por nada. Parece jingle de política. Chiclete. Sempre tenho uma caixa de chicletes no porta-luvas do carro. Sempre tenho um fardo de água mineral sem gás no porta-malas. Curto muito viajar dirigindo. Mais ainda se tiver música. Tem horas em que nada substitui o silêncio. Tem horas em que nada justifica sair da cama. Tem horas em que tudo justifica sair da cama. Já fiz serenatas algumas vezes. Já fui perseguido por um cachorro enquanto fazia a tal serenata. Já escrevi o nome de quem eu amava no asfalto. Já mandei flores. Já me mandaram flores. Já fiz serenata por telefone num orelhão. Já fui assaltado. Consegui fugir. Já pintei uma casa. Esses tempos eu tentei fazer isso no meu ap e não consegui. Já levantei um muro. Já toquei violão em cima da casa. Já entrei na piscina sem exame médico. Dirigi com sono. Acordei sonhando. Já tive pesadelos. Já sonhei que tinha ganho um carro. Nunca tomei um porre. Nunca fiz um churrasco. Já dormi num carro. Já fiquei sem me preocupar com o tempo. Me sinto nu sem relógio no pulso. Não gosto de dormir sem cueca. Já fumei charuto. Quero aprender a fumar cachimbo. Já gostei de tomar vinho. Estou aprendendo a tomar cerveja. Já tive o cabelo repartido pra o lado. Já usei camisa pólo e mocassins. Curto meus All Stars. Já tomei leite condensado na lata com um furinho. Já toquei a campanhia e depois saí correndo. Curto demais um bom café. Gosto de ler. Gosto de vocabulários modernos. Revistas de cultura inútil. Já fiz acupuntura. Já tive asma. Fiz simpatia pra curar essa asma. Já repeti o ano no colégio. Mais de uma vez. Me desinteressei por coisas interessantes. Já me interessei por coisas desinteressantes. Já subi em árvores. Já plantei uma árvore. Tenho 2 filhos. Ainda não lançei um disco. Pretendo, despretenciosamente.
Tenho plena convicção de que a vida não é justa. Mas a vida pode ser boa. Afinal, aonde você vai comer um bife à parmegiana?
Tantas coisas por fazer... espero que ainda dê tempo.
"Quantas palavras me levarão até a pessoa amada?"

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Barbeiro

Esse título também nos leva a pensar no causador da doença de chagas. Mas não é desse "barbeiro" que vou falar e, sim, do renome mais conhecido atualmente por cabeleireiro.
Existe, ainda hoje, em Santa Maria, um salão de barbearia, localizado à Galeria do Comércio. Fui pesquisar e descobri que está ali há 40 anos. Intacto! Ou nem tão imutável assim.
Tenho a barba muito cerrada e a pele sensível = combinação imprópria. Nada que alguns pré-cuidados não resolvam.
Um dia, com a barba bem grande e pouca paciência, achei que já era hora de tira-la. Ia tocar uma formatura ou casamento, não recordo bem, e temia que isso causasse má impressão. Lembrei-me do tal salão e como sempre tive curiosidade nele, já que volta e meia passava por aquela galeria e notava que estava sempre cheio de gente, decidi me render, afinal nunca havia pago pra alguém fazer minha barba(risos).
Fui à tarde, tipo umas 16 h. Entrei quietinho e sentei-me. Abri um jornal do dia. Mal li algumas palavras e me atenderam. Barba ou cabelo? Falou um dos "barbeiros"(pois é, ali tinham vários). Disse: barba! E fui encaminhado a uma daquelas poltronas antigas, que barbeiros usavam, lógico!
Imaginem minha euforia: tenho a nítida lembrança de meu pai fazendo a barba com aqueles aparelhos de metal aonde dentro ia uma lâmina virgem. Essa imagem me traz uma certa nostalgia pelo tempo.
Meu pai fazia esse ritual quase que diariamente, coisa que eu presenciava e apreciava.
Eu estava prestes a ser atingido pelo saudosismo quase que teatral que meu pai tanto representava.
Mas pra minha surpresa, e a de vocês também, quando já estava bem acomodado naquela poltrona e meu rosto coberto de espuma, eis que o barbeiro puxa de dentro de um pequeno saco plástico um aparelho de barbear da marca Bic?! Isso mesmo, aqueles de plástico! De cor amarela. Senti um misto de frustração e comédia. Ri por dentro, claro. Apenas o salão era antigo. O progresso já havia chegado até ali. Se bem que poderiam ter ido além. Pensando melhor, o custo/benefício dos aparelhos Bic era indiscutível. Tão acabando com a poesia!
O título da postagem poderia ser assim: aparelho Bic! Pouparia vocês de lerem toda a história. Mas até que foi divertida, né?
Se alguém quer saber, eu continuo frequentando o salão da Galeria do Comércio - quando estou com a barba grande e muito pouca paciência. Ainda deve haver um lugar onde as coisas "ainda" são como são.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O amor que ainda não tenho

Eu sempre acreditei
Que pudesse ser feliz
Mesmo que a felicidade
Passasse diante do meu nariz.

Sempre acreditei
Que pudesse encontrar alguém
Mesmo que a multidão
Não me mostrasse ninguém.

O amor que eu tenho pelo meu amor
Que eu ainda não tenho.

O amor que eu tenho pelo meu amor
Que eu ainda não tenho.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Dias iguais, dias normais

Acordar
Sair da cama
Mudar o mundo
Cortar a grama
Contar a grana
Sentar à mesa
Com uma certeza
Pra saber
Uma proeza
Pra fazer
Matar um leão pra sobreviver
Criar planos pra melhorar
Construir sonhos
Pra chegar
Um dia noutro lugar
Se preparar
Pra dormir
Deitar
Esquecer
Sonhar
Repetir...

domingo, 6 de setembro de 2009

Pequena

Quero descansar meus olhos
Na tua imagem
Quero pegar carona
Na tua viagem
Quero achar real
Tua miragem
E crer em tudo
Que te pareça bobagem.

Por você a vida
Vale a pena
Agora vem ser minha,
Minha pequena.

Quero pegar estrada
Na tua bagagem
Quero horas te ninar
Contando vantagem,
Eu sou assim
Um cara só de passagem
Por aqui.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ortopé

Nos anos 70 surgiu uma melodia que era difícil de esquecer: "Ortopé, Ortopé, tão bonitinho..." que fascinava não só as crianças, como os adultos, do país inteiro. Lembro de escuta-la na televisão já nos anos 80 e achava aquilo tudo sensacional, principalmente o desfecho: Ortopé, Ortopé... Ficava com a frase na cabeça por horas.
A marca na verdade surgiu em 1952 e sua matriz ficava ali na serra gaúcha, na cidade turística de Gramado. Mas foi a partir dos anos 70 que ela desenvolveu um forte trabalho de comunicação, com a construção do "jingle" que seria seu carro-chefe e até hoje é lembrado.
Ontem à noite fui chamado as pressas para um trabalho de publicidade. Que envolve cantores, atores, agências, estúdios, enfim. Há algum tempo tenho trabalhado como free-lancer de algumas agências de publicidade da cidade fazendo locuções e emprestando minha voz em "jingles". Qual foi minha surpresa quando um amigo de um estúdio pegou uma tarefa, digamos, com aquele gostinho de infância?! Não dava pra imaginar: era o jingle da Ortopé!
Estava ele com mais uma cantora e eu. A surpresa maior foi quando nos olhamos e percebemos o algo em comum: aquele sonho de infância era uníssono(risos)! Maravilha! Ainda tenho que mostrar isso aos meus filhos(risos).
Só posso dizer que ficou massa! "Ortopé, Ortopé, tão bonitinho!"
Eu te direi poucas e boas
Já que é pouco
Tenho que dizer tudo
O teu otimismo demasiado
Move montanhas
Já meu pessimismo em gotas
Fere as entranhas.

Há tanto espaço a separar
O céu e o mar
Parecemos assim
Sem sair do lugar.

Mas fica perto de mim
Pra eu te contar outras histórias
Com certeza você as guardará na memória
Simples decisão de ser
Mais que uma tolice
Meu coração bate como se ele não existisse.

Então conte teus dias ruins
Deixe os que sobrarem pra mim
Mata teu tempo comigo
Que eu também tô a fim
De ser mais que um simples amigo.

Para aquelas horas tristes
Em que uma lágrima irá se perder
Rolar no teu rosto
Sem você perceber
O gosto
Porque vou provar do teu mel
Teu inferno e teu céu
Com requintes de novidade
Pois pra mim o que conta
É a realidade...
Não faço sala pra o tempo
agora já é outro momento
Estou me sentindo preso
e ninguém está livre 100 %.

Vamos crer no amor,
vamos crer no sabor do desalento.
Eu sigo pensando à respeito de nós
Antes queríamos ficar à sós
E agora que tudo progrediu
a gente esconde a beleza do pavio
nesse meio-fio da vida
onde começa e termina o desafio.

Vamos voltar pra casa
sair um pouco desse frio
Amor, saudade, paixão...
Antes cheio do que vazio!
Ou não.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Quem sabe

Quem sabe a derrota
me ensinasse a vencer
Quem sabe um jovem
me fizesse correr.

Ou um velho
me fizesse esperar
O que talvez o tempo
me ensinasse a curar.

Quem sabe um bardo
me ensinasse a amar
O que talvez só você
pudesse me mostrar.

Me pegue pela mão
e me leve já
Não tenha medo
o sol já vai raiar.

Quem sabe o vento
pudesse cicatrizar
O que talvez ele
só posso amenizar.

Quem sabe a dor
pudesse passar
O que talvez ela
só possa estancar.

Quem sabe o espelho
pudesse revelar
O que talvez só ele
consiga enxergar.

Quem sabe o futuro
pudesse recriar
Um mundo diferente
em outro lugar.

Quem sabe?
E quem saberá?

sábado, 29 de agosto de 2009

Fila pode ser marketing

Ontem à noite foi nossa segunda apresentação no Locomotiva Bar, uma casa nova na cidade. Falo "nossa" porque estávamos três: meu brother Léo, Bio e eu. Cheguei no bar por volta das 22:30 h e rapidamente notei a ausência de público. Havia somente uma mesa contendo músicos e alguns convidados, o que dava 7 pessoas. Fiquei preocupado já que o clima estava quente e quando dá esse calorzinho a galera santamariense prefere a calçada aos bares fechados. Não os tiro a razão! Bem, a certa altura do papo arrisquei falar: que tal sairmos todos e montarmos uma fila lá fora? Quem passar de carro vai pensar que o bar está lotado e provavelmente vai chegar! A turma toda me olhou meio assim mas topou de cara. Não pensei que ia ser levado a sério. Fomos todos e preparamos a fila. E não é que deu certo! As pessoas nos carros passavam olhando. Conseguimos mesmo chamar a atenção. Só sei que a partir daquele momento a galera resolveu aparecer. Olha, não encheu o bar, mas o volume humano aumentou, pra nossa alegria, só alegria!
Mais tarde refletindo sobre isso me dei conta que, as coisas feitas com pensamento positivo atraem coisas positivas. E todos na fila partilhamos do mesmo pensamento! A união faz a força! Valeu turma!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Caminhos

Li em algum lugar que quando escolhemos um caminho devemos esquecer os que não foram escolhidos. Mas como isso é possível?! Inicialmente você esquece mas com o passar do tempo acaba pintando novamente aquela pergunta: e se eu tivesse escolhido outro caminho, como será que teria sido? Teria sido melhor, pior? Pois é, não sabemos. Mas o importante é que não fiquemos parados. Seguir em frente, acompanhando a rotação do mundo. O próprio caminho se encarregará de te pegar pela mão e conduzi-lo, acredito eu.
Quando estava prestando serviço militar conheci um colega de quartel que também era músico. Tocava bateria e muito bem. Aos poucos fui incluindo-o nos bares em que tocava na noite e além de muito amigos viramos parceiros musicais. Fizemos planos do tipo que quando acabasse aquele tempo(serviço militar), iriamos embora pra terra dele e montariamos uma banda. Já estava quase tudo arranjado. Meu amigo partiu primeiro e combinamos que dali umas duas semanas eu iria. Não sei se por medo, insegurança, a separação de meus pais, eu decidi não ir. Fiquei com minha mãe. E na época me pareceu a coisa mais sensata a fazer. Eu iria largar tudo por uma vida nova. Na verdade iria também arriscar, ousar. Já me peguei pensando o que teria acontecido se eu tivesse seguido aquela vida. Será que eu estaria bem? Será que eu saberia mais do que sei hoje? Porque estamos aqui pra aprender, com nossos erros, com nossa família, nossos amigos, enfim. É, não tem como saber.
Antes desse fato fui convidado a seguir carreira militar e pensei seriamente sobre isso, afinal teria estabilidade financeira. Resolvi recusar porque acreditava que isso iria me limitar bastante, principalmente na área musical. Também foi uma escolha. Abandonei outro caminho. E segui adiante. Nunca imaginava que um dia iria parar em Santa Maria. Assim como não sabemos quando iremos nos apaixonar.
Eu sempre acreditei em destino porque temos hora pra nascer e talvez hora pra morrer. E somos livres pra mudar isso se quisermos, embora responderemos por nossas ações. E acredito no amor! Acredito muito. Aquelas coisas que julgamos sem sentido são as que mais têm sentido e as percebemos com o passar do tempo, ou um pouco tarde demais. Ou seja, tudo tem sentido. Nada é por acaso. As opções que a vida nos mostra, os caminhos a serem trilhados. Parece que já está determinado. Ora, queremos ser felizes! Fazer o bem! Ajudar quem está precisando. Seja de uma palavra de conforto, seja de um sorriso.
Já abandonei tantos caminhos...
Que caminho devo tomar agora?

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Traduzês

Quem lida com crianças por muito tempo acaba aprendendo outras "línguas"! Dou aulas de musicalização infantil há quase 9 anos e confesso que não sou só eu que ensino: aprendo muito com as crianças, demais. Elas são espontâneas o tempo todo e dizem a verdade, quase sempre. São sinceras, é a que me refiro. Não sou formado, não tenho canudo. Dou aulas autodidatamente. Trabalho percepção e ritmos. Aprendo músicas novas e ensino músicas novas. Aprendo com elas! Desenvolvemos instrumentos de percussão. Ensaiamos canções para dias especiais como dia das mães e dia dos pais. Enfim, cantamos! Rimos! Rio muito com as histórias que contam. Muitas vezes elas me saem com cada uma. As letras das canções são ludicas, didáticas. Uma vez nos deparamos com a palavra "sardinha" numa das letras e arrisquei perguntar quem sabia a resposta. O que é sardinha? Uma menina de 4 anos prontamente reagiu: "é aquela coisa que morre pra gente botar na pizza"! Genial, né?! Ri muito! Acho que fiquei uma semana rindo disso. Maravilhoso! Mas também canto musiquinhas para os pequeninos. Agora vou chegar ao motivo do título desta postagem. Como eles ainda estão aprendendo a falar, balbuciam alguma coisa parecida com o que escutam dos pais, das professoras. No início demorei muito pra sacar o que queriam dizer mas com o passar do tempo fui pegando o jeito. Não estou craque ainda. Sempre surjem coisas novas. Que bom! Assim nosso conhecimento não enferruja, né? E tem os sinais, que também exigem tradução. Nisso, notamos que as crianças estão cada vez mais inteligentes. É bem diferente da minha época. As novas gerações estão ficando mais evoluídas! Mais inteligentes! Talvez seja por causa da tecnologia. Afinal, o fundamental é nos comunicarmos! De uma forma ou de outra! E isso as crianças sabem muito bem... Li em algum lugar: o exemplo da criança é o que precisamos seguir para estar em comunhão com Deus!

domingo, 26 de julho de 2009

Depois

Percebi tantas coisas depois,
Depois da hora, depois do tempo
Já era outro momento
Percebi teus olhos quando se fecharam,
Teu sorriso quando as luzes se apagaram.

Tua voz quando já estava muda
Teu silêncio quando estava em dúvida,
Teu amor quando era dor,
Teu calor quando estava frio.

Percebi teu rio quando estava mar
Teus passos quando estavam longe
Tuas mãos a me acenar
De onde o amor se esconde.

sábado, 25 de julho de 2009

Sábado

Sábado finalmente chegou. Apesar do frio esse dia teve aquele sol que aquecia e nos fortalecia. À tarde decidi pegar o carro e sair por aí. Fui até a estrada do perau. Um dos lugares mais lindos pra se visitar: é uma estrada de paralelepípedos paralela à faixa. Na verdade nem tão paralela assim, uma vez que essa estrada do perau vai subindo um morro enorme até desembocar na faixa outra vez. Há pouco tempo colocaram uns mirantes pra quem vai lá e quer ficar olhando tudo lá embaixo. Fiquei um tempinho refletindo na vida vendo aquele verde, aquela imensidão. Acredito que uma hora é preciso se desligar da vida e observar a vida. Parar! Frear! Só assim se percebe coisas que realmente importam, nos acrescentam e nos fazem diferença. Entrar em comunhão com Deus. Acertar o que está em conflito. Depois você sente-se super aliviado e renovado. Mas é necessário parar, de verdade. Consultei o relógio: tava na hora de ir pegar meu filho. Como o dia estava lindo não hesitei em leva-lo ao shopping apesar do comentário na postagem anterior. Ele gosta muito e por isso fui contra minha decisão. Mas procurei mante-lo um pouco longe embora o local estivesse bastante cheio. Dava pra ver nos olhos dele a alegria, a diversão. Não nos demoramos muito e já o trouxe pra casa. Hoje à noite tem show. Graças à Deus!
Se bem que esse friozinho passa uma vontade de ficar em casa assistindo um DVD...
Vamos ao show!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sexta-feira

Hoje é sexta-feira e estou em casa escrevendo. Lá fora deve estar uns 5 graus positivos. Mas não deve estar tão frio assim porque o cachorro do meu vizinho não pára de uivar. Quando se está realmente frio não sobra pra eles. Ou será que ele está nesta condição justamente por causa do "frio"? Tadinho! Vai ver quer se aquecer.
Bom, sexta-feira e eu em casa. Cancelaram meu show em São Gabriel por culpa da gripe suína. Fizeram bem. Não tava a fim de trazer essa gripe pra cá. Santa Maria já tem problemas demais! A coisa está preocupante! Evito até de levar meus filhos ao shopping, coisa que eles adoram. Sensato será esperar o inverno passar. Por aqui nem chimarrão é aconselhável, pela temperatura: a água chia com 60 graus e o vírus segundo o jornal aguenta lá nos 70 graus. Dizem que no verão melhora. Mas o que fazer enquanto não chega o calor? Ficar ilhados em casa? Encher a despensa com mantimentos e esperar? Difícil decidir? Trabalho com crianças há quase 9 anos e o número delas nas escolas diminuiu consideravelmente. É a mesma coisa nos bares em que trabalho: percebe-se uma parcela de público ausente, isso nos finais de semana. Imagina os dias de semana? Shows sendo cancelados, formaturas. Restaurantes vazios ou com 35% a menos de clientela. Fico preocupado, sim! Mais ainda com as crianças!
Sexta-feira e eu em casa! Vou arrumar alguma coisa pra fazer. Estou quase congelando meus dedos... risos.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Serviço de utilidade pública

Um assunto bem interessante pra entrar em pauta: por que os motoristas santamarienses não dão sinal ao dobrar? Será isto uma eterna discussão?
Confesso que também pequei, claro, como todo bom cristão. Meu erro mais comum é passar o sinal vermelho de madrugada. Isso todo mundo faz. Se não faz periga ser assaltado. Também costumo andar 5 metros na contramão(risos). Mas cinquinho só!
Sempre me considerei um motorista certinho(até por ali) no sentido de usar todos os recursos do automóvel para uma perfeita sinalização. Pisca-pisca pra dobrar, sinal quando for parar, etc. Uma vez quando não fiz isso paguei o preço: atropelei um motoboy! Andando percebi um carro parado e fui reduzindo até ficar atrás dele e quando fui sair esqueci de dar o sinal e consultar o retrovisor. O motoboy tentou tirar o máximo que pode pra evitar uma colisão maior. Isso foi possível mas a queda era inevitável. Fiz tudo o que devia ser feito. Desci do veículo e fui tentar levanta-lo do chão. Ele estava p... da vida e com razão. Mas nessas horas temos que manter a calma e fui logo tranquilizando-o. Fui com ele ao pronto-socorro de fraturas. Não me cobrou os remédios dizendo que um primo trabalhava numa farmácia e os conseguiria mais facilmente. Depois teve o conserto da moto juntamente com as peças que teriam de ser substituídas. Até nisso o motoboy foi camarada dizendo que não precisavam ser originais. Mesmo com a minha insistência. Na verdade tive muita sorte.
Depois dessa nunca mais fiquei sem dar sinal ao dobrar ou parar. Dou sinal até na garagem(risos).
Um amigo uma vez disse que o ser humano é um transgressor por natureza. Concordo com isso porque seguido observo motoristas cruzando o sinal já fechado, no vermelho, em plena luz do dia. Eu já fiz isso. Mas o que estou levantando aqui é que temos que conscientizar-nos para que outras pessoas não se machuquem. Pessoas que não tem nada a ver com a nossa infração. Porque existe gente honesta. Gente que só quer chegar logo em casa. Ou no trabalho. Gente que tem uma família a sua espera.
Paulinho da Viola compôs a música "Sinal fechado" em 1970. O tema da canção é o que estamos abordando aqui: a pressa! Paulinho jamais imaginaria que a pressa daquela década nada significava comparada ao que é atualmente. Indo mais além, o mundo está uma paranóia, uma correria. Não só no trânsito. Também nos currículos. Nos empregos. Nas empresas. Uma competição desenfreada. Não sabemos ainda onde iremos parar. Ou nunca parar. O ideal seria pararmos, tirar o pé do acelerador antes que sejamos parados. Senão não tem volta!
Pesquisem a letra "Sinal Fechado" de Paulinho da Viola. A versão de que mais gosto é a de Oswaldo Montenegro no CD Letras Brasileiras. Vale a pena conferir. Abraços!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

msn

Sabe aquelas palavras ou frases que a gente coloca no msn? Pois é, sou fascinado por aquilo. Porque você consegue saber o que as pessoas estão sentindo. Se estão tristes ou felizes. Se estão namorando. Se estão sozinhas. Sempre dá pra ter uma noção. Até quando a pessoa está no banho(risos). Que música ela está ouvindo. Se está estudando. Se está ocupada. Impressionante!
Gostaria muito de escrever um livro sobre o assunto. Mas enquanto isso não se realiza vou propondo esta humilde postagem.
Realmente o msn é uma invenção maravilhosa. E não faz tanto tempo em que me permiti usa-lo assim, com excepcional importância. Atualmente ele se tornou ferramenta indispensável na minha carreira. Alguns de meus shows são contatados pelo msn. Que massa, hein?! Claro que não fico o dia inteiro na frente do computador. Meus amigos reclamam que estou sempre "ausente"(+risos). Mas quando posso respondo meus recados. Não tenham dúvida.
O que se percebe é que cada pessoa tem sua vida. Seus erros e acertos. Seu cotidiano. Sua vidinha. Sua vidona. Tanto faz. O bom mesmo é se sentir vivo, incluído. Seja fazendo parte de algum plano ou não. Planos. Projetos. Estudando. Andando pra frente. Melhorando a cada dia. Aprendendo sempre. Mergulhando de cabeça. Amando. Namorando. Casando. Tendo filhos. Viajando. Conhecendo gente nova. Conhecendo lugares.
Quando páro pra pensar consigo perceber tudo isso. Olho pra dentro.
Que bom termos o privilégio de fazer da nossa vida ser a nossa vida!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Comentários

Amigos, venho pedir-lhes, se puderem, que escrevam um comentário a respeito da postagem/tema. Preciso saber o que se passa em suas cabeças(risos). Só assim poderei discorrer melhor sobre o que está sendo abordado. Isso faz com que eu também aprenda comigo mesmo acrescentando uma larga vantagem sobre o caminho a ser percorrido. Seus comentários são muito importantes. Tenho conferido diariamente o número de visitantes na página mas nada de comentário. É uma troca digamos, justa. As palmas alimentam o artista. A comida alimenta o corpo e o conhecimento alimenta a alma. Aquele abraço!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sonhos

Dificilmente lembro dos meus sonhos. Só sei que não esqueço os que ainda quero atingir, concretizar. Mas estou falando dos sonhos sonhados à noite, com a cabeça no travesseiro.
Olhando uma antiga agenda, do ano da graça de 2005, percebi uma frase que sonhei naquele período, mais precisamente no mês de março, e que tomei nota nesta agenda. Essa frase "enigmática", por assim dizer, não me deu nenhum sentido à ocasião. Hoje confesso visualiza-la com outros olhos. Será que eu mudei?! Porque a frase não mudou. Continuava intacta em minha agenda, empoeirada pelo tempo. Bom, chega de falação. A frase é essa: sabe, todo esse mundinho que consiga acertar, serão horas incríveis.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Amigos

Recentemente fiz uma grande descoberta e gostaria de compartilhar com vocês. Não descobri a fórmula da Coca-Cola(risos). É uma coisa pequena mas gigante: os amigos também são nossas almas gêmeas! Vocês acreditam nisto? Eu levei muito tempo pra descobrir. Mas nunca é tarde pra acender a luz que habita em nós e percebermos certas ou erradas coisas. Mas estou falando dos VERDADEIROS amigos! Vocês sabem quem são seus verdadeiros amigos, não sabem?! Leva algum tempo pra descobrir. Mas eles existem, sim. Graças à Deus! Senão teríamos que contar sempre com nossos pais. Ora, é claro que sempre vamos poder contar com nossos pais. Mas existem coisas que não contamos a eles a não ser pros amigos. Porque passaram pela mesma situação. Cresceram juntos. Têm muitas coisas em comum ou não. Mas o fato é que se completam e querem ver o bem um do outro. Esses amigos sabem quando você está "pra baixo" e também sabem exatamente o que fazer, o que dizer, pra te fazer voltar a órbita. Os amigos te falam a verdade. Ou mentem um pouquinho pra te alegrar. São especialistas em "mentiras sinceras". Geralmente sabem a solução de todos os problemas. Os amigos são místicos, esotéricos, alegres, sarcásticos, sagazes, extrovertidos, introvertidos, gordos, magros, feios ou bonitos... Mas são amigos de verdade! Aqueles pra toda hora. Pras horas mais difíceis. Pra noite mais escura. Pra praia que tiver mais sol. Pra noites de angústias. Perdas. Perdas. E ganhos. E ganhos. Os amigos estão lá quando você passa no vestibular. Quando seu time sai campeão. Quando seu time perde. Compartilha suas lágrimas. Enxuga suas lágrimas. Quando você ganha na mega-sena. Bom, aí aparece até parente que você não conhecia(risos).
Einstein dizia que Deus não joga dados com o universo. Tudo está interligado e tem um sentido.
Todos nós temos amigos, grandes amigos. É um verdadeiro milagre poder contar com tantos amigos maravilhosos e uma grande honra. Prometo que vou dar o melhor de mim pra não errar com você! Ser pra você tudo que você é pra mim! E um dia riremos juntos de tudo o que passou...
Obrigado por seu meu amigo!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A história deles

Tinham muita coisa em comum. Ela sabia escolher roupas pra ele. Sabia seu estilo, o que combinaria. Ele sabia escolher roupas para ela. Conhecia seu gosto, o que ia ficar bem. Sabia escolher seus calçados.
Na praia, foram "cobaias" de comida japonesa. Confesso que gostaram. E hoje não vivem sem.
Adoravam frequentar cafés. Ele sempre pedia um cafezinho simples. Ela pedia um mais elaborado. Mesmo quando a grana era "curta". Ele falava que ia dar um jeito. Ela acreditava.
Ela pensava no futuro. Ele vivia o presente. As músicas que ele fez pra ela falavam de um passado-futuro. Ela adorava procurar coisas na internet. Uma vez achou uma cafeteira que fazia aqueles cafés "especiais". Até hoje ele não sabe usar.
Detestavam acordar cedo. Ela tinha que acordar sempre. No início adoravam conversar. Depois mal tinham tempo pra isso. Ele adorava tudo nela: seu corpo, seu rosto, sua boca, sua pele, sua bondade, sua honestidade, sua fidelidade, sua voz. Mas esquecia sempre de dizer.
No início ele tocava pra ela. Depois isso se tornou raro.
Na cozinha ela sempre improvisava coisas que se tornavam muito comestíveis e apetitosas. Ele uma vez fez um sanduíche pra ela. Mas às vezes cozinhavam juntos.
Muitas vezes ele chegava de madrugada e trazia algum lanche. Ela quase sempre levantava pra comer com ele. Muitas vezes ela não conseguia dormir enquanto ele não chegasse.
Ela lhe mandava mensagens pelo celular durante o dia. Durante os shows. Ele não gostava muito. Sentia-se vigiado. Ela foi paciente por muito tempo. Ele não tinha um pingo de paciência. Ela era calma, doce, meiga. Ele era mal-humorado, impertinente, reclamava de tudo.
Adoravam ver filmes juntos. Ela gostava de comédia-romântica. Ele de ação. Ela lhe convenceu a ver Plantão Médico. Passou a gostar mais do que ela.
Ela lhe incentivou a fazer vestibular. Ele não passou.
Ela fazia sua contabilidade. Opinava sobre sua carreira. Fazia tudo pra lhe agradar. Ele fazia tudo pra irritá-la.
Ela também fazia a contabilidade da casa. Ele só sabia contar o dinheiro.
Ela arrumava as suas coisas. Ele tirava as coisas dela do guarda-roupa.
Era tanta coisa.
Mas ainda assim se amavam e era o que importava.
Ela partiu antes de esquecer de lembrar todas essas coisas.
Porque ainda ficaram algumas coisas boas pra se lembrar.
Mesmo que tenha sido assim.
Ele a mandou embora diversas vezes. Ela sempre preferia ficar. Até que um dia...
Ela partiu pra não mais voltar.


Se alguém se identificou com a história com certeza não é simples coincidência.
Na vida as coisas se repetem e acabamos por ver o mesmo filme repetidas vezes.
Quem sabe um dia eles consigam consertar a história, que era tão bonita.
quem sabe...

Reticências

...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Alemão Ronaldo

Alemão Ronaldo é "o cara", como costumam dizer. Um cara ligado naquilo que faz. Um guri. Tamanha a vitalidade no palco. Parece que os anos não passaram pra ele. Parece que ele não passou pelos anos. Continua jovem. Um cara com uma gentileza exacerbada. Tudo pra ele tá bom. Até o som! Risos!

Já era fã do artista e agora sou fã também da pessoa. Foi realmente um encontro mágico. Uma pessoa interessante pra se conhecer. Um cara humilde pra alcunha de "inventor do rock gaúcho".

Fui convidado pra uma entrevista no Jornal do Almoço ao meio-dia, claro, no dia do show. Alemão topou ir. Antes de entrar no ar o cameramen disse ao Alemão que deviam fazer uma estátua dele ao lado da estátua do laçador. Concordo plenamente. Mas tem que ser em vida, né, Alemão? Disse pra ele já no carro em andamento. Ele riu. Um cara que tem 10 perfis no orkut com mil fãs cada um. Vai ser querido assim lá em Porto Alegre! Risos!

Penso que o pessoal ultrapassou o profissional. Plantamos uma amizade. Criamos uma parceria.
Agora só falta compor uma canção.
Valeu Alemão Ronaldo!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Letras

Amigos, como prometi aí estão as letras do CD Retrovisor. Decidi manter a ordem em que foram apresentadas no show de pré-lançamento no theatro treze de maio.
O show já tá rolando no you tube pra quem quiser conferir. Faixa por faixa. Um obrigado especial à Dani e ao Anderson.

Depende de você

Por que eu fico o dia inteiro
Esperando tua resposta?
Esperando uma palavra
Que me faça viver
Ou me faça chorar.

Depende de você
Se você quiser
Me esquecer é só querer então
Mas não importa o que aconteça
Vou esperar tua resposta
Mesmo que ela seja não
Pelo menos terei certeza dessa escravidão
E que nada foi em vão.

E que perdi o medo de lutar
Por uma coisa que não ia chegar
Não quero pensar por um segundo
Que foi tudo um sonho se foi
Foi o maior sonho do mundo pra mim...

Quero ter a vida pra tentar
Até meu tempo acabar
Quero ter a vida pra tentar
Até meu tempo acabar...


Passou

Passou a noite sem fechar os olhos
Passou o dia sem sorrir
Passou o tempo sem se distrair
Sem abrir sol.

Passou a tarde segurando o lençol
À esperar sua volta
Olhando o tempo todo pra porta
Sentindo sua falta.

Passou a vida com saudade
Com o coração pela metade
O corpo ainda com vontade
E ele nunca voltou pra explicar
Por que tudo passou... 3x

Passou a vida a sua espera
Olhando sempre pela janela
E a sua vida passou, quem dera
Ele pudesse voltar, voltar pra ela.


O fim

Quando cheguei na festa
Você estava estranha
Pensei que era manha, mas não
Afinal você não é mais criança
E sabe que me deve explicação
Até pras coisas simples.

E agora você vem dizer
Que não quer mais saber de mim
O que eu fiz pra merecer o fim?

Ele não passou as coisas que passei
Pra te ganhar
Sim, eu tive, eu tive que lutar
Ele não perdeu noites de sono
Não sofreu por abandono.

E você se entregou por qualquer preço
Olhe bem pra mim,
É isso que eu mereço?

Me faça o favor
Me esquece!
Se apresse pra levar
O que faltou...


Em algum lugar


Aonde será que está você
Eu olho pro horizonte
E não consigo te ver
Em algum lugar
Você tem que estar.

Olho pros carros
Passando lá fora
E essa saudade
Chegando agora
Queria saber como te encontrar
Mas perdi o mapa pra te procurar.

Pra todo lugar que eu olho
Não vejo teu olhar...

Me apresso pra te buscar
Mas aonde vou não te encontro lá.

Será que vamos precisar
De um lugar onde possamos nos amar em paz
Pra que o tempo não termine
Por nos escravizar.


Última vez

Não quero que você perceba
Que eu ainda ‘tô triste
Não quero deixar de acreditar
Que o amor existe.

Fechei os meus olhos
Pra não ver a luz do dia
Abri meu coração pra tua poesia.
Passei a noite em claro
Pensando o que não devia
Tentando salvar o nosso amor.

Procurei uma brecha em meio à névoa
Pra segurar tua mão
E não deixar que se vá
Porque às vezes o mundo
Tem caminhos estranhos
E essa noite eu queria mesmo
Era salvar o nosso amor da solidão...

Vamos tentar de novo agora
Pela última vez
Deixar o tempo consertar
Tudo o que a gente fez.


Naquele dia
Com Alemão Ronaldo
Depois daquele dia
Tudo mudou
Quando vi você
O tempo parou
A chuva passou
E o sol apareceu.

Depois daquele dia
O amor nasceu
Quando vi você
Alguma luz se acendeu
A nossa história começou
Quando tudo mudou...

Naquele dia tudo mudou... 4x


Na gente


Não venha me dizer
Que estou triste agora
Por cantar uma canção
Que eu fiz pensando na gente,
Naquela noite.

Mas você sabe que estou triste, sim
Por não ter você aqui
Para lembrarmos juntos
O que passou
E o que ainda há por vir,
Por vir.

Eu sei que o tempo me diz
Que eu posso ser feliz
E cada vez mais forte eu sinto
Que amo você como nunca...

Não quero mais ver o pôr-do-sol
E não quero passear
Não quero mais ver o mar
Se você não estiver comigo.


Hoje

Hoje eu queria que você pudesse
Me olhar por mais tempo
Hoje eu queria que o teu abraço
Fosse mais longo.

Queria o teu beijo mais insano
Queria adivinhar teus planos
Saber se vamos ficar juntos
Para sempre.

Hoje eu queria saber de tudo
Se o nosso amor é mesmo
O maior amor do mundo.


Santo de casa


Santo de casa não faz milagre
É preciso ir pra outra cidade
Cruzar a sorte com a realidade
Deixar o tempo fazer sua parte.

Eu vim de longe não trouxe nada
Na estrada dá pra ver minhas pegadas
Mas não esqueço tudo o que vivi(até aqui)
Me dá vontade e uma força pra seguir...

O bom de partir é saber
Que dá pra voltar
Minha casa, meus amigos
Nunca irão mudar
Meu passado está presente nesse lugar
Apesar do futuro que eu fui buscar
.

domingo, 24 de maio de 2009

Pré-lançamento

Amigos, nesta quarta-feita dia 27 às 20:30 h no Theatro treze de maio acontecerá o pré-lançamento do CD "Retrovisor". O CD ainda está no forno mas as músicas já querem "pular" pra fora e serem executadas. Pode? O show terá a participação de nada mais nada menos que Alemão Ronaldo, que trouxe o rock 'n' roll para uma das canções. Está todo mundo convidado! Valeu!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Doses de sincronicidade

Essa madrugada aconteceu uma coisa fantástica: o que chamamos de coincidência! Pra mim não era uma simples coincidência. Era uma coincidência mais "marcante", mais profunda.

Fiquei olhando um filme até tarde, fiz alguns exercícios de respiração e antes de me recolher peguei o minúsculo livro "Minutos de sabedoria" e decidi folhea-lo até ir pra cama (sempre que estou em dúvida sobre um acontecimento recorro a ele). Bom, abro sempre em duas páginas e leio as duas, porque dizem exatamente aquilo que preciso saber. Não contente talvez com a resposta resolvo abrir novamente pra ver se a resposta seguinte elucida minha dúvida. Mas julgo faze-lo de olhos fechados. Sem olhar para o livro. Qual minha surpresa quando cai justamente na mesma página!? Pois é! E tem mais, quando acordei perto do meio-dia fui abri-lo novamente e de novo caiu na mesma página! Nunca mais duvido disso.
Às vezes quando olho em direção ao painel do carro, onde tem um relógio digital, me deparo sempre com a mesma hora: vinte duas e vinte dois. 22:22! Vários(as) dias, aliás, noites. Quando vou conferir a hora é sempre a mesma. Preciso descobrir o que é isso! Risos!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Fim do dia

Depois do papo que tivemos
A coisas começaram a andar
Você me fez enxergar
Que não há futuro pra nós
Apenas recordações.

Não vamos estragar o que ficou
O que ficou em nossos corações.

Será difícil partir
Mas partindo
Chegaremos em outro lugar
Um lugar tranquilo
Com rocks e baladas
Sem curvas na estrada
Apenas um sorriso no fim do dia.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Essa espera

Não vale a pena
Tentar parar o tempo que nos rodeia
Eu invento uma maneira de seguir
Tentando subtrair o valor das horas
Pra matar essa saudade que nos devora.

Eu aceito essa solidão que não fim
Um dia vou trazer você pra perto de mim
E o tempo irá rolar numa boa.

Como eu sempre soube
Que essa espera não foi à toa.

sábado, 2 de maio de 2009

Calçada

Você caminha na calçada
E me faz caminhar na rua
Pra ficar da minha altura.

É engraçado, eu sei
Mas é do jeito que você fez.

Talvez a gente sobreviva a esse amor
Talvez no inverno a gente sinta muito calor
Quem sabe dá pra pegar o próximo trem
Na hora de gastar até o último vintém.

Vamos sorrir porque a foto já vai sair
Vamos chorar porque as contas já vão chegar.

A escolha das palavras

Existem pessoas que tem o dom de falar as palavras certas na hora certa, em determinados tipos de situações. É impressionante porque você consegue cessar uma guerra somente com palavras certas! Se não souber dizer pode até piorar a situação. Melhor então não manifestar nada. Mas há condições que dependem de algum dizer. Você não pode simplesmente ficar de braços cruzados. Pois é, muitos o fazem.
Explicar um mal entendido de uma forma que fique tudo muito bem definido faz com que os ânimos serenem. Mas, do contrário, pode aumentar a desconfiança e isso não é bom.
Quantas vezes queremos dizer alguma coisa e não nos fazemos entender?
Deixamos até de ir a lugares por não saber o que falar.
A pior situação é quando temos de dizer algo que possa ferir outras pessoas: a verdade, por exemplo. Ninguém gosta de ouvir a verdade. E a verdade dói, magoa, corta.
Penso que podemos melhorar sempre. Ter paciência e seguir aprendendo. Estamos aqui pra compartilhar experiências e situações. Nos doar, ser necessário a alguém. Fazer diferença na vida das pessoas, porque algumas fazem essa diferença pra nós.
Aprendi uma frase que quero compartilhar com vocês: sempre que for disparar a flecha da verdade molhe sua ponta com mel.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Línguas

Quem não passou por isso: estar em um grupo de amigos e de repente alguns deles mergulham uma conversa que parece "estranha" pra você? Todo mundo, né? Chamo isso de outra língua sobre a mesma língua. Já conversei com diversas pessoas sobre vários tipos de assunto, mas tem sempre alguma coisa que a gente não domina. Ou melhor, "bóia" mesmo! Aliás, alguma coisa não, muita coisa. Se bem que, pra compensar, a gente também entende um pouco de tudo. Antigamente existiam pessoas capacitadas pra qualquer tipo de coisa. Hoje tudo que a gente compra vem um manual com os passos certos. Tem gente que faz serviços gerais numa boa: sabe trocar chuveiro, trocar lâmpadas, abrir lata de pepino, pendurar quadros, etc. E não estou falando só dos homens. Há mulheres até bem mais habilidosas. Mas voltando ao assunto das línguas:
Você está com um amigo em um bar tomando uma "gelada" e qual a sua surpresa quando passa junto a mesa de vocês um amigo desse seu amigo. Apresentações a parte, começam a discorrer um assunto que você não entende muito: softwares, interfaces, placa de som, disco rígido, etc. Que diabos será que estão falando?!
Pois é, isso acontece! Passendo no shopping com sua esposa ela encontra uma colega da faculdade e conversam sobre alguma matéria que estão estudando e você ali, fingindo prestar atenção. Você realmente nunca ouviu aquelas palavras, ouviu? É massa, né? Mas aí é que estão as diferenças. Nem todo mundo precisa entender tudo. Mas alguma coisa a gente entende. Poderia fazer uma discussão mais aprofundada sobre o objeto mas daí vocês não teriam tanto tempo para ler.
Por enquanto é isso. Abraços!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Despedidas

Parece que passamos a vida toda sem esperar por elas: as despedidas! Ou melhor, nem sabíamos que elas pudessem existir. Quando nascemos jamais imaginávamos que poderíamos nos separar de nossa mãe ou de nosso pai, ou de nossos irmãos, de nossos avós ou tios. De algum primeiro amor de infância. De algum parente que partiu pra bem longe.

O fato é que elas existem, sim. As despedidas. Uns a descobrem precocemente, infelizmente. Outros, um pouco mais tarde. Mas elas chegam e vão chegar.

Elas geralmente não avisam e raramente são mansas. Bem, podemos viver esperando que elas cheguem. Viver conformados. Simplesmente viver. Afinal a vida continua. Vá dizer isso a alguém que foi abandonado. Na verdade somos abandonados e também abandonamos alguém mais cedo ou mais tarde. Isto é irremediável. Temos que conviver com isso.

Acredito que em alguns casos existam circunstâncias muito fortes que nos levam a romper, partir pra outra, mudar de vida, mudar de emprego, de cidade. E circunstâncias inesperáveis também. Quando aparecem tomam conta de tudo. Somos um pouco guiados por elas.

Quem já não perdeu um grande amor? Um ente querido que passou desta pra melhor? Pois sim, então ele está numa boa, e nós? Parece sem solução.

A melhor despedida é aquela que prometemos voltar amanhã, ou que vamos ali na esquina e já voltamos. Você chega em casa e tem um bilhete: já volto-te amo. Fui comprar pão. Fui ao mercado. Enfim, sem adeus. E como vamos saber disso, como teremos tanta certeza? Não temos! Apenas acreditamos.

Essas despedidas...

Devia haver um curso pra isso: formado em despedidas. Ou tele-despedidas. Ligue 0300-9000 para se despedir. Francamente não é engraçado.

Que despedidas são essas que quando vão levam uma parte de nós. Leva o coração. Um sorriso. Um olhar. Uma lembrança.

Talvez o mais triste seja o que elas deixam. Uma ausência. Um vazio. Um hiato. Porque nunca vou esquecer aquele sorriso. Nenhum olhar será tão cativante como aquele. Jamais vou esquecer aquela canção. Aquela noite no shopping. Mesmo que eu me separe de você e nossas vidas tomem rumos diferentes. Mesmo que tenha ficado tanta mágoa e isso ainda seja maior que os momentos felizes mas, não vou esquecer o sorriso que guardou pra mim.

Podemos nunca mais consertar nossos corações e até saiamos machucados, mas não vou esquecer as guerras e as pazes, o bem e o mal.

Vamos continuar nos despedindo até cansarmos. Quando não restar mais forças. Vamos continuar nos despedindo mesmo não sabendo como foi o dia um do outro. Mesmo não sabendo como foram tuas aulas, na faculdade. Mesmo não sabendo a que horas foi dormir. O que fez antes. A que horas foi jantar. Mesmo que eu não consiga com palavras o que eu vim dizer.

Sim, haverão muitas despedidas. Mas posso jurar que estarei aqui no mesmo lugar, esperando por vocês.


quinta-feira, 23 de abril de 2009

Correria

Queridos amigos, sei que tenho andado off na web. Dou minhas sinceras desculpas aos internautas de plantão e aviso que logo postagens "fresquinhas" estarão circulando no blog. Nunca me disseram que era tão complicado organizar um pré-lançamento de um Cd, imagina um lançamento. Pois é, a correria está sendo grande e a falta de tempo para escrever também. Mas estamos vivos e isso é o que importa. Correndo atrás de um sonho, buscando uma forma de se sentir cada vez mais incluído no meio artístico e o mais legal ainda: tirar as músicas de casa! Isso mesmo, minhas músicas não aguentam mais ficar numa prateleira empoeirada. Querem sair, mostrar porque nasceram, porque vieram. Querem virar Cd, entrar no encarte, fazer parte de uma cultura sedenta por música e arte. Enfim, passar alguma coisa para o público. Forte abraço!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Carnaval

Devia ter uns 16 anos, por aí. Estávamos em um clube, eu e um amigo. Era carnaval. Baile infantil. Estava ali de "grupo". Sempre acompanhando os músicos mais velhos a fim de aprender alguma coisa(aprendi muito observando, até acordes preciosos). Sei que o pai do menino que tava comigo tocava na banda do matinê. A gente tava curtindo o baile, dançando com algumas "gurias", não lembro bem. Uma hora quando olhamos em direção ao palco, cadê o guitarrista?! O pai do menino. Bom, a banda continuou tocando, músicos não faltavam. E instrumentos também, ou seja, a massa sonora não diminuiu por nenhum momento. Continuamos a dançar em volta do salão. Uma meia hora depois ele reapareceu. Ao final do baile perguntamos o que havia acontecido, e ele calmamente respondeu: "fui à padaria comprar pão"!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Insônia

É engraçado, nestes quase 18 anos de música tive diversos momentos de insônia. Acontece... Geralmente quando algo me preocupa. Um show importante por exemplo. Ou contas a pagar e por aí vai. Quem disse que todo artista leva vida de artista? Estamos na batalha, gente, como todo mundo. Agora, se eu ficar famoso, não tenho mais com o que me preocupar.

Teve uma fase em que usava a insônia como um mecanismo altamente funcional, porque contribuia na criação das canções. Era só encostar a cabeça no travesseiro para formular alguma frase que puxaria outras e assim por diante. Hoje quando isso sucede a preguiça me impede de consumar o ato. E a inspiração surge nas horas mais inconvenientes, geralmente quando não tenho um lápis ou caneta à mão. Enfim, tenho um "truque" interessante aos insones de plantão: cantar alguma música em pensamento. É como contar carneirinhos mas um pouco diferente. Minha música favorita é "Faroeste Caboclo" da Legião Urbana. Nem bem chego na metade da música já estou dormindo. E ainda é possível treinar a memória, exercitar os neurônios, etc. Faz muito bem. Voltando aos shows importantes: uso também essa tática ao me deparar com letras complicadas, difíceis de serem decoradas, ou canções novas. Porque encontrar tempo já toma muito tempo e essa vida tá mesmo uma correria, uma competição sem fim. Cada vez as pessoas tomam posturas diferentes frente a situações que mudam instantaneamente. Bom, mas isso é outro assunto! Captou?

sexta-feira, 20 de março de 2009

Dr.

Ia tocar uma festa importante e não podia ser de qualquer jeito, precisava estar bem vestido. Não lembro bem qual festa era mas o episódio que conto a seguir é o foco principal. Decidi por bem usar terno, camisa, gravata, sapatos, cabelos com gel, rosto barbeado. Estava impecável!(a modéstia também, he, he!)
Lembro que estava sem carro e tinha que tomar um ônibus. Bem, assim o foi. Desci no ponto próximo ao meu destino e caminhei o bastante para suar um pouco, mais por causa da roupa pesada do que pela distância. Quando chego perto da esquina de meu objetivo final enxergo um "borracho" ou um mendigo(os mendigos me perseguem) levantando-se agarrado a um muro. Parece que estava acordando naquele exato momento em que eu passava, ainda com os olhos esbugalhados. Assim que me viu, disse: "Aí, doutor"!
É cada uma que me acontece!

Imediato

O dia de ontem
Foge de mim assustado
E o dia de amanhã me persegue
Até no passado.

Hoje estou em vantagem
Com meu guarda-chuva pra viagem
Um gosto de café nos lábios,
Uma sensação comum.

A velocidade do hoje
Nas costas de um segundo
A necessidade que custa
A urgência deste mundo.

sábado, 7 de março de 2009

Naquela multidão

Algo estava acontecendo
Naquela multidão
E eu sem perceber passava por ali

Quando de repente foi você que eu vi,
Foi você que eu vi.

Sua boca não dizia nada
Mas seus olhos diziam tudo... bis

Algo estava acontecendo
E eu sem perceber.

Nada parecia mais real
Do que o clarão do sol
Caminhamos sem saber pra onde

Aquela multidão foi ficando para trás
Nossas vidas já estavam tão próximas

Com seus olhos ainda me dizendo tudo
Tudo o que eu precisava saber
Pra seguir
Com você de mãos dadas.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Tijolinho!

Uma noite fui de carro até a rodoviária de Uruguaiana comprar uma revista(não lembro que revista era), já sabendo que lá tinha uma livraria que também vendia revistas. Chegando no estacionamento da rodoviária, um mendigo pediu para cuidar o carro. Permiti e segui em direção ao interior do terminal. Na livraria minha busca deu lugar à frustração. Nem rastro da tal revista. Recordo-me agora que possuía uma nota de R$ 10,00 reais e não podia dar todo esse valor pro mendigo(sabe-se lá, ele podia encher a cara). Quando coloquei a chave na fechadura ele apareceu. Expliquei meu insucesso ao não ter comprado nada. Notando sua decepção tirei do bolso alguns "tijolinhos" que carregava e alcancei pra ele, que proferiu: "bah, tijolinho! Faz uns 10 anos que eu não como isso"! E saiu todo contente, me deixando mais surpreso ainda.

Nota: Tijolinho ou Mariola

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Comunidade no Orkut

Amigos, além do blog tem a minha comunidade no orkut pra quem quiser conferir ou participar. Agenda de shows atualizada, comunidades relacionadas e alguns tópicos. É só buscar: Marcelo Massário - Com. oficial. Abraços e mais uma vez, obrigado por participarem!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Uma noite dessas

Ela se interessava mais pelo problema dos outros
Ele ganhava muito e achava que ganhava pouco
Ela observava as pessoas de um jeito diferente
Ele não tava nem aí
Queria sair pra se divertir.

Uma noite se encontraram
E concordaram que a lua lá no alto lhes sorriu
E logo perceberam que não estavam sozinhos
Bastava isso pra tentar ser feliz.

Ele se interessava mais pelo problema dos outros
Ela ganhava muito e achava que ganhava pouco
Ele observava as pessoas de um jeito diferente
Ela não tava nem aí
Queria sair pra se divertir
Uma noite dessas...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Passagem de som

Um amigo músico mais velho(e rabugento) detestava "passar som": aquele momento em que os músicos de uma banda tem de acertar os detalhes como altura, intensidade e frequência do som. Ajustar instrumento por instrumento, regular os microfones para que não fique sobrando nenhuma frequência e tal. Pra ele era um parto, porque nada do que ele escutava à tarde, geralmente o horário das passagens de som, conseguia escutar à noite, no momento do show. Usava uma frase que vale a pena comentar: "eu detesto passar som! Se o som é ruim não adianta, se o som é bom não precisa." Ótima essa, né?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Profissões

Nem sempre fui músico. Paralelo a isso fazia alguns "bicos". Profissão pra mim era ser músico! Uma coisa que tinha em mente era que um dia ia me sustentar com a música. Após aquele primeiro "contato" com o violão tive meu primeiro emprego.

Meu primeiro "emprego" foi de entregador de leite. Meus pais compravam leite de vaca e dois caras em uma carroça iam entregar em casa. Acontece que fiz amizade com esses caras e passei a fazer parte da "equipe". Acordava pela manhã bem cedinho pra espera-los, subia na carroça e íamos do bairro ao centro, onde seria o final da linha. Por incrível que pareça ainda lembro de seus nomes, mas prefiro não cita-los. Chegando no final, perto do meio-dia, ganhávamos um trocado pra gastar no que quisessemos: eu e o outro "guri". Falei que eram dois, o mais velho que era o dono do negócio e o guri que o ajudava a entregar o leite. Bom, eu gastava sempre em doce, ou pipoca. Nunca fui de poupar, não pensava no amanhã, vivia o meu hoje. Parece que não mudei muito, não.

Meu segundo emprego foi vendedor de picolés. Carregava um isopor com uma alça pra que pudesse levar embaixo do braço. Gritava bem alto: olha o picoléééé chamando a atenção dos vizinhos. O pagamento não era diferente do outro emprego: ganhava ao final do expediente 2 picolés ou 1 sorvete. Notoriamente eu não tinha vocação pra empresário(risos).

Meus tios tinham uma tele-pizza que não tinha telefone!(só essa frase já diz tudo, né?, ou com essa frase dá pra supor que vem piada pela frente). Meu tio mandou recado pelo meu pai que queria falar comigo no dia seguinte. Sabendo que ele tinha uma moto que não usava fiquei excitado, imaginando que ele estava precisando de um entregador e me quisesse para o cargo. Chegando lá não era nada disso: bom, a tele-pizza tinha telefone, sim, mas à 2 quarteirões dali e não era um orelhão, o telefone ficava na casa dos pais do meu tio . Eu devia permanecer "perto" do telefone onde ficaria minha tia, que receberia o pedido, logo agarraria uma "bike"(que consegui emprestado com um primo que não ia usar mesmo) e levaria o pedido da pizza até onde estava a base, ou seja, a pizzaria. Parece pegadinha mas não era. Contando ninguém acredita. Fazia umas 30 viagens por noite e quando acabava estava cansado e com fome. Aí entrava o pagamento(que tava mais pra permuta): meia pizza por noite! Enjoei de tanto comer pizza. Ah, vale a pena acrescentar: a bicicleta era uma Monark vermelha com freio no pedal.

Meu próximo emprego seria de empacotador de supermercado. Naquele tempo não existiam essas sacolas de plástico que tem hoje. Eram sacos de papelão. O trabalho era ótimo, ficava puxando papo com as caixas o tempo todo e inclusive tinha uma menina que guardava os "cacetinhos" pra mim antes que acabassem. Além do salário fixo(que eu achava razoavelmente bom) tinham as "gorjetas" dos argentinos, que me davam liberdade de abastecer nossa despensa todos os dias, pra orgulho de meus pais. Todo dia levava pão, manteiga, café, salame, presunto, queijo, etc. Mas o que é bom dura pouco. E durou só dois meses. Um dia um dos chefes passou com compras no caixa em que estava e demorei pra guardar suas coisas na sacola. No outro dia recebi aviso. Mas foi uma boa experiência!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Depois do contato

Tinha quase 9 anos quando percebi que podia desenhar qualquer coisa(até por ali). Colecionava "gibis" de Wall Disney e super-heróis. Sendo esse último meu preferido para desenhar. Comecei a copiar tudo o que via dentro daquele universo, criando minhas próprias histórias em quadrinhos: queria ser desenhista! Também conheci um renomado desenhista que tinha trabalhos fantásticos, incluindo uma revista de tiragem astronômica(pra minha idade).
Uma vez estava na Califórnia da Canção Nativa(festival), que acontecia na Pastoril(um parque campestre, afastado da zona urbana) e não lembro bem, parece que tinha uma exposição com desenhos de alunos do 1º grau. Fiz um retrato do cantor nativista Telmo de Lima Freitas, que estava concorrendo no festival. Meu desenho foi parar naquela exposição e o próprio Telmo quis conhecer o "autor" do retrato. Toda essa "aventura artística" proporcionou-me conhece-lo de perto, frequentar sua casa e conviver com seu filho, que tinha quase a minha idade. Mais tarde Telmo viria a se tornar secretário de cultura do município e moraria na mesma casa que morei.

Naquele mesmo período pensei em fazer uma revista em quadrinhos, e convidei um amigo que também fazia uns rabiscos. Criei um personagem que seria o principal: um herói chamado "Capitão Brasil", nacionalista e defensor dos fracos e oprimidos. Fiquei com a primeira história e meu amigo com a segunda(na verdade eram só duas mesmo) intitulada "uma barata chamada Kafka", inspirada na música da banda Inimigos do Rei. Dias depois chegando no colégio(meu amigo e eu éramos da mesma turma) resolvemos mostra-la para os colegas. Qual foi a nossa surpresa quando todo mundo queria uma revista: tiramos umas 100 cópias e vendemos pra toda escola. Ainda ganhamos uma graninha extra por vende-las, que serviu também pra pagar o xerox.

Paralelamente ao desenho, também era fanático por Fórmula 1. Sabia tudo o que acontecia nos boxes, as equipes, carros, motores, etc. Tinha álbuns de figurinhas, recortes de jornais, um monte de informação a respeito. Meu ídolo naquela época era o Nelson Piquet, só mais tarde mudei pro Ayrton Senna. Acompanhei também o surgimento do Senna, com aquele carrinho preto da Lotus com a logo John Player Special. Lógico que queria ser piloto de Fórmula 1! Esse sonho durou um tempo até meu reencontro com a música.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Contato

Minha lembrança mais remota do primeiro contato que tive com um violão se deu aos 7 anos, mais ou menos. Estava na casa de minhas tias(falo tias porque naquele lugar predominavam as mulheres) onde existia um guarda-roupa antigo que me causava muita curiosidade. Ele era de madeira, madeira mais nobre e daqueles bem altos. O mais intrigante é que tinha só uma porta, mas de fácil abertura.
Um dia corajosamente decidi abri-lo para ver o que tanto me desconfiava e fascinava. Lembro que tomei um certo cuidado pra que ninguém me visse. Logo que consegui faze-lo interrompi o que poderia se tornar uma grande aventura, me deparando com um violão bem antigo(claro), um Giannini. Acho que em seguida agarrei o violão e saí pra perguntar à primeira pessoa que encontrasse, de "quem era" aquele instrumento. Minha memória não funciona bem e não consigo lembrar com exatidão quem fechou minha curiosidade mas a resposta eu lembrava perfeitamente: era de meu bisavô. Aquele violão devia ter uns 100 anos ou mais, não sei. Só lembro que fiquei tentando extrair algum som sentado ao sofá. Não conseguindo progresso desisti facilmente, deixando pruma outra oportunidade. Viria a me encontrar com a música muitos anos na frente, numa história que contarei mais tarde.




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Iniciação!

Tinha 17 anos e trabalhava no escritório de um despachante aduaneiro. Numa manhã dessas(naquela época eu acordava de manhã) aparece um amigo pedindo pra falar comigo. Quando surgi ele já foi perguntando quantas músicas tinham no meu repertório. Hesitei em precisar quantas porque não tinha certeza, afinal nunca havia contado. Mas chutei umas 60 músicas por aí. Dito isso ele respondeu aliviado: "dá"! Eu de cara perguntei: dá o que?(faca!). É o seguinte: "arrumei um barzinho pra gente, sexta e sábado". Fiquei num misto de felicidade e pavor, pois nunca tinha tocado profissionalmente. Tava aí a minha primeira incursão no circuito de bares em Uruguaiana. Após isso muita coisa aconteceu, que contarei a seguir.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Crise!

Uma vez conversando com um amigo, que era músico bem mais velho do que eu, perguntei como estava a agenda de shows. Ele respondeu "na lata" que as coisas estavam feias, sem perspectiva de nada. Ao final da resposta completou com uma frase que nunca vou esquecer: "não tenho dinheiro nem prum cafezinho!" Sei como é isso e volta e meia lembro dessa frase sempre que me "aperto". Mas essa frase nos faz refletir, principalmente em tempos de crise, de que temos de maneirar de algum jeito. Nesse mundo materialista em que usamos coisas que há 30 anos não usávamos e também não precisávamos ou que nossos pais não usavam e hoje nós usamos, porque a tecnologia está a nosso favor, ou a favor do nosso bolso, é claro. O fato é que nos tornamos reféns dessa tecnologia. Não estou malhando isso, acho algumas coisas perfeitamente saudáveis, mas às vezes abusamos dessa tecnologia desenfreadamente e é exatamente aí que se encontra o dispensável. Para se ter tudo precisamos manter um padrão(de vida) e está cada vez mais difícil acompanha-lo. As coisas estão sempre se tornando e mudando, surgindo pra facilitar as nossas vidas. Às vezes gastamos mais do que ganhamos e quando percebemos já é tarde demais. Tudo isso pra poder manter aquele padrão que pensamos que temos, mas na verdade é o que queremos ter.
É, a gente se aperta sim, não dá pra negar. Mas poupar é bom, né? Nos dá reservas pro futuro, nos tranquiliza e estabiliza, enfim, nos proporciona encostar a cabeça no travesseiro sem culpas.
Com o passar do tempo reformulei a frase daquele meu amigo: não tenho dinheiro nem prum xerox!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Chegada

Quero tuas mãos escondidas
Só o teu abraço eu posso aceitar
Porque não gosto de despedidas
Mas o teu coração eu vou levar.

Hoje eu estou de partida
Mas não é pra sempre, não
Fui logo ali buscar uma saída
Pra escapar da minha solidão.

Mas quero que você entenda bem
Que isso não quer dizer nada
É somente só partida
Pra virar chegada.

Rock!

Conheci o rock quando tinha onze pra doze anos(o que eu pensava ser rock naquela idade). Briquei um disco(vinil) do RPM com um amigo(não me perguntem o que foi que briquei porque não lembro mesmo, mas posso garantir que não foi a minha mãe). A capa tava meio recortada mas o disco não tava arranhado, o que era bom sinal. Tínhamos em casa um 3 em 1 da marca National, que mais tarde viria a se tornar Panasonic. Lembro de ouvir esse disco repetidas vezes no máximo volume que o aparelho aguentava, ou que os vizinhos aguentavam. O disco era o "rádio pirata ao vivo", aquele da capa preta com a caveira. Quem passou pelos anos 80 lembra perfeitamente. Ficava "imitando" o Paulo Ricardo sem parar todas as tardes pois ficava sozinho e com a casa livre pra aprontar. Vezenquando minha mãe voltava mais cedo do trabalho ou meu pai, daí cortavam meu barato. Isso tudo aconteceu por volta de 1987. Alguns anos mais tarde, fui à Porto Alegre na casa dos meus tios passar as férias de verão. Fiquei tipo um mês lá. Meus tios dormiam cedo e eu "zapeava" na TV. Numa dessas "buscas" descobri o Jô onze e meia, que na época passava no SBT. Começou a entrevistar um cara bem falante, que gesticulava muito, me chamando a atenção. Seu papo era inteligente e fiquei fascinado também pelas músicas. Seu nome era Renato Russo e a banda Legião Urbana. Não preciso dizer que meu tio me levou no dia seguinte às lojas Americanas onde comprei aquele que seria meu primeiro disco da Legião: As quatro estações! A partir de então decidi colecionar esses discos procurando saber mais sobre a banda. Fui comprar o primeiro disco da Legião muito tempo depois pois estreei pelo quarto. Lembro também de ouvir perifericamente os Beatles e aquela sonoridade, aquele ié-ié-ié me causavam uma sensação de euforia total. Tava aí o primeiro sinal de que existia alguma coisa a mais no mundo musical, numa batida mais primária mas ao mesmo tempo cativante e com som distorcido mas contagiante. Essa era minha impressão naquele período.









terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Bravo Mar

Teu olhar não vejo
Nessa escuridão
Tuas mãos não sinto
Nessa prisão.

Teu nome não digo,
Não falo em vão
Porque só teus dedos me separam
Dessa solidão.

Falta muito pouco,
Muito pouco mesmo pra gente sair
Dessa tempestade forte
Que te fez partir.

Tua voz eu escuto
Em minha direção
E teu nome não digo
Nessa canção.

Mas sei que é você,
Que acalma o bravo mar
Desse meu coração.

All Star

Gente, esperei quase 30 anos pra usar tênis All Star. É sério! Como sou de Uruguaiana e lá mais se via gente de bota e bombacha não tinha como. Completados a pouco 9 anos em Santa Maria, minha cidade de inspiração como costumo dizer(porque tudo em matéria de criação se deu aqui), não poderia deixar de trazer uma certa bagagem, do lugar que vim, da música, os erros e acertos do passado enfim, uma carga negativa e positiva ao mesmo tempo. Toquei ao lado de algumas figuras do meio tradicionalista, sendo uma delas João Chagas Leite(imagina usar All Star, pelo menos na época), sendo que a vestimenta nos shows do João era bombacha e alpargatas. Bom, mas aí entram inúmeras histórias que contarei uma outra hora. Quando cheguei em Santa Maria, há exatos 9 anos, lá no final de 1999, percebi uma variedade de "tribos" que aqui existiam, e frequentavam quase os mesmos lugares que eu, e o mais curioso(ou não), muitos deles usando All Star! Olha, vou falar bem a verdade, minha primeira impressão não foi muito boa, achava que aquilo era coisa de "magrão", ou alternativo demais pra um cara vindo da fronteira. Os anos foram passando e fui mudando minha opinião porque aí me uni a eles(se não se pode vencê-los una-se a eles), percebi que eu também era magrão, no porte físico, e simpatizava demais com o "ser alternativo". Depende do alternativo, claro, mas ser diferente ou criar um "look" distinto. Passei a fazer parte de uma dessas tribos, não sei bem qual mas devo me encaixar numa. É parecido com o que falei na outra postagem do cabelo espetado. Afinal todo mundo tem um estilo, vestindo-se bem ou mal, na moda ou fora dela, usando marca ou não. Já vi bandas que se vestem com roupas de brechós. Isso é ser alternativo. Mas voltando a falar de All Star: quando começei havia bem poucas cores, hoje existem infinidades de modelos pra combinar com todo tipo de roupa. Pra vocês terem uma ideia agora só uso All Star. Isso se tornou relevância obrigatória no palco porque consigo combinar e alternar bem com meus "jeans", camisetas e camisas, seja um casacão mais elaborado para tocar formaturas, seja uma simples bermuda. All Star fica bem com tudo! Meus filhos vão usar All Star(bem mais cedo do que eu).








segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cabelo "espetado"!

Acho que muita gente já quis me perguntar o que passo em meus cabelos pra eles ficarem assim: "espetados". Risadas a parte, também acho importante responder essa pergunta tão fácil. Há alguns anos eu usava o visual "certinho", cabelo repartido e tal, nada "desconectado"(como tem aspas, hein?!) e camisa polo, calça de sarja(diversas cores), que eu gostava. Depois do comentário de um amigo que dizia: "Bah, o Massário é muito certinho", resolvi revolucionar. Conheci um cabeleireiro em uma dessas formaturas que às vezes sou contratado para tocar e disse que meu cabelo era "difícil", pois tinha que esconder as entradas e que não imaginava um corte moderninho neles. Mas ele me tranquilizou dizendo que ficaria jóia! Ele tinha razão, o resultado foi ótimo só não sabia que quando fosse fazer em casa era, digamos, um pouco complicado. Um lance meio pop star, só que caseiro. Tem que se preparar umas duas horas antes de algum show, tomar um banho legal e após a "shower", ligar o secador de cabelo(por essa vocês não esperavam, né?) até secar totalmente o cabelo. Aí que entram as ceras, pomadas, gel, gomex, brilhantina e diabo à 4 que irão dar o "gran finale".
Na verdade uso algumas ceras especiais que não estragam o cabelo e ainda recomendo para artistas de primeira viagem, que estão começando tanto como para quem só quer usar na balada. Pessoal, não estou fazendo merchandising para meu cabeleireiro(daí, sim!) apenas esclareço a perguntar que não quer calar ou o pensamento que não quer calar.
Uma das coisas legais pra passar no cabelo após sua secagem é sabonete, mas um sabonete desses que se usa em nenê, pois não estragaria o cabelo. Dá pra fazer um look legal e deixa o cabelo bem duro, ideal para essas noites de vento. Tenho também uma cera chamada Power Paste da Keune(pergunte pro seu cabeleireiro como conseguir) e finalmente um pote que comprei em Rivera, Uruguai, da Redken controle médio. Esses produtos irão ajudá-los na busca pelo visual mais moderno, seja pro palco como fora dele, ou em baladas, barzinhos e tal. Mas claro, isso de nada adianta se você não estiver bem vestido. Encontre um estilo, tipo crie um personagem e vá em frente. Uma marca que uso há quase um ano é a Colcci e me identifico bastante com ela. Dá pra criar diversos estilos sem sair da marca. Bom, acho que é isso. Qualquer dúvida estamos aí.